Quarta, 21 Fevereiro 2018

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A política revolucionária para os meios de comunicação passa pela estatização de todos os meios de comunicação e colocá-los sob o controle operário. Com relação aos meios eletrônicos, às televisões, os tempos devem ser divididos entre os movimentos sociais, as universidades, os sindicatos, as empresas públicas, os partidos políticos e assim sucessivamente. Hoje em dia, a direita fala sozinha. É um massacre da informação absoluto e absurdo.

Em relação à publicidade estatal, há um enorme direcionamento de verbas públicas para a grande imprensa reacionária. Além disso, a Revista Veja, por exemplo, em grande medida, é sustentada pelas assinaturas que o governo de São Paulo tem feito com as escolas estaduais. São 200 mil revistas Veja, aproximadamente, que vão para as escolas estaduais.

A luta dos trabalhadores não é uma luta cultural. É uma luta de classes pela própria sobrevivência, onde ele vai apreendendo conforme avança na própria experiência, principalmente por meio da experiência coletiva. Cada vez que ele é atacado pelo judiciário é um aprendizado. Se a polícia vai numa greve e bate no trabalhador, ele vê que a polícia não é a favor dos trabalhadores. Se o Exército ou a polícia matam trabalhadores, isso fica mais claro e a crise tende a se acirrar. E a imprensa no geral, principalmente a Rede Globo, é odiada. Na idade média tinha a Igreja, agora tem a imprensa.

Os mecanismos de contenção da luta dos trabalhadores

Muitas vezes, setores da esquerda consideram que o grande problema do Brasil, o grande ponto de contenção, seria a grande imprensa da direita. Isso é um engano. O principal ponto de contenção da luta da classe operária é a própria ditadura que existe nas empresas, em primeiro lugar. As empresas funcionam como se fossem uma cadeia para os trabalhadores, sempre com a ameaça das chefias, do desemprego etc. O segundo ponto de contenção é a burocracia sindical. Cada vez que o trabalhador vai tentar entrar em greve, e ele sempre em cima dos ataques busca que o seu sindicato o mobilize, ele se vê traído pela burocracia sindical. Depois, há o judiciário, que impede as greves e a luta no geral. Depois, há a repressão policial, as bandas fascistas, o Exército. A seguir sim, a idiotização criada pela imprensa.

A luta dos trabalhadores deve ser organizada a partir das próprias reivindicações e, em cima da própria experiência, fazê-la avançar rumo à tomada do poder político. Para isso, é preciso a direção do partido operário revolucionário.

A crise do grande capital tende a aumentar no próximo período, rumo a um colapso de gigantescas proporções. Essa é a base que colocará em movimento a classe operária mundial ao mesmo tempo que o grande capital colocará em ação o fascismo. Revolução e contrarrevolução andam juntos. Devido à crise de direção, o mais provável é que aconteça um grande levante de massas, que deverá ser espontâneo, e que deverá ultrapassar a burocracia. O papel dos revolucionários é se preparar para organizar a luta, elaborar a política, colocar em pé as palavras de ordem que mobilizem e orientem a classe operária, e explicá-las por meio da imprensa revolucionária.       

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