Quarta, 16 Janeiro 2019

 

 haddadamarelou

As eleições de 2018 acontecem como parte do processo golpista e servem para a direitização do regime político. O resultado do 1º turno foi uma vitória esmagadora da extrema direita, que promoveu a retira de deputados e senadores experientes nas manobras do parlamento burguês para impor elementos de extrema-direita muito mais fáceis de teleguiar.

Houve uma reorganização do Congresso Nacional à direita, na base da manipulação e da fraude. Desde a escandalosa prisão de Lula até a possível fraude na urna, qual é o motivo de fazer votação em urna eletrônica sem possibilidade de auditoria se não é para fraudar? As votações em deputados e senadores e até governadores que contrariam frontalmente todas as pesquisas, indicam fraude descarada. É mais um passo no processo de direitização do regime político rumo a um regime bonapartista.

O fim da Nova República

O regime democrático burguês colocado em pé depois da derrubada da ditadura militar e a partir das eleições indiretas de 1985, deixou de existir, naquele formato, quando após o golpe parlamentar do impeachment da presidente Dilma, o Poder Judiciário passou a ser a instituição mais importante do regime, por onde passam as decisões mais importantes da República. O que nós chamamos de ditadura do judiciário ou bonapartismo do judiciário. Um verdadeiro Estado de exceção onde os próprios juízes e tribunais não respeitam a Constituição.

Apenas para dar um exemplo: o episódio do habeas corpus de Lula em que o desembargador plantonista deu uma liminar favorável e o juiz Sérgio Moro se atravessou e sustou a ordem. Um absurdo, pois na democracia burguesa “ordem judicial não se discute, se cumpre”. Depois o pleno do tribunal poderia cassar a liminar. Mas nunca um juiz de 1º grau no final de semana! Depois a ordem foi ratificada pelo plantonista, mas não executada pela polícia federal devido a intervenção do presidente do TRF4 que suspendeu a liminar. Tudo por cima da lei.

Na dinâmica, temos que ver como vai se conformar o novo regime a partir da definição do novo governo. Se for um governo Bolsonaro, conforme os embates que acontecerem com os trabalhadores, pode evoluir para um regime bonapartista clássico, através de um autogolpe para derrotar uma possível rebelião operária. Se Haddad vencer, se conformará uma Frente Popular muito mais à direita do que foi o governo Dilma Rousseff, mas que será muito assediada pela extrema direita, pelo Judiciário e pelas Forças Armadas.

Um Congresso Nacional recheado de coxinhas raivosos

Em relação à nova conformação do parlamento, o arranjo dos partidos políticos muda drasticamente. Há uma crise total nos partidos tradicionais que tendem a se enfraquecer muito. Até esse ano havia uma polarização entre PT e PSDB, e o PMDB sempre manobrando com os outros partidos fisiológicos e sempre garantindo maioria no Congresso para o governo de plantão.

Agora, há a ascensão de um partido de extrema direita. O PSL cresceu de 8 para 52 deputados e de zero para 4 senadores. Mas o PSL vai crescer ainda mais com a adesão de parlamentares dos partidos pequenos que estão na mira da cláusula de barreira, que vão pular do barco que está afundando e vão para o PSL.

O PT caiu de 69 para 56 deputados e de 12 para 6 senadores, mas se mantém como a segunda força nacional. Porém, tem que ver como evolui o racha interno entre a tendência “Mensagem ao Partido”, o PT Jurídico, que é dirigida por Haddad, Dilma, Eduardo Cardozo, Tarso Genro e Mercadante, e que defende uma pauta mais à direita, de acordo com o capital financeiro, e a tendência de Lula, o PT político, ligada ao movimento sindical e popular, de linha mais populista e que tem vários quadros denunciados na Lava Jato, a começar pelo próprio Lula.

O PSDB fez 4,76% dos votos com Alckmin e caiu de 49 para 29 deputados e de 12 para 8 senadores. O MDB fez 1,2% com Meirelles e caiu de 66 para 33 deputados e de 18 para 11 senadores. PSDB e MDB foram os grandes derrotados.

Tem que observar como evolui a crise dos partidos tradicionais. O que é certo é que teremos um parlamento enxertado de idiotas da extrema direita, que vão aprovar todas as pautas neoliberais e conservadoras conforme as ordens do imperialismo norte-americano que tem a estratégia de impor a sua orientação econômica de entrega total das riquezas do país.

O imperialismo nadando de braçadas no Brasil

Sobre a política do imperialismo é importante esclarecer que a imprensa internacional sinaliza contrário a Bolsonaro. Não porque seja uma imprensa democrática, mas porque essa é a imprensa dos países imperialistas que representam o capital financeiro internacional. E este não está preocupado com democracia ou ditadura, mas sim com a tendência de queda de sua taxa de lucros, que se acentuou muito no último período.

A preocupação do imperialismo em relação a um governo Bolsonaro é a possibilidade de desestabilização social que pode ocorrer no momento de grande frustração popular quando ficar claro que o governo não atende às suas expectativas. Por outro lado, o imperialismo, ainda que tenha o controle da situação política, esse controle não é absoluto. Ele tem que lidar com as especificidades de cada país, e no Brasil há um fenômeno bem específico que é o antipetismo, que a direita explora muito bem, afirmando sua pauta conservadora.

Por isso o imperialismo fica meio que surfando na situação política nacional, mas tem política tanto para um como para outro. Se for um governo Bolsonaro, a linha é avançar nas medidas neoliberais, enfrentar o Movimento de Massas utilizando a força e impregnar a sociedade de uma ideologia conservadora. Se for um governo de Haddad, já muito mais à direita, refém de uma oposição reacionária, também terá que aplicar o ajuste imperialista. Porém com uma máscara de democracia e com a tarefa também de evitar um levante operário.

Bolsonaro e Haddad defendem a mesma política do capital financeiro internacional

Então, não existe a dicotomia “Civilização X Barbárie”. Existe sim é uma similaridade entre um futuro governo Bolsonaro e um futuro governo Haddad. Eles não são contraditórios, a contradição é aparente. A contradição é uma farsa que serve para justificar o processo eleitoral golpista como normal e empurrar goela abaixo dos trabalhadores um golpe que necessariamente terá que endurecer muito mais na medida em que vai se ampliando e vencendo etapas rumo a uma ditadura militar, que é a estratégia dos EUA para o Brasil.

Vejamos a questão da similaridade entre os possíveis futuros governos:

Governo Bolsonaro: Ministério da Fazenda, Paulo Guedes, privatista neoliberal da escola de Chicago. Governo Haddad: Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, privatista neoliberal do INSPER. Governo Bolsonaro: Ministério da Justiça, Gustavo Bebiano (presidente do PSL). Governo Haddad: Ministério da Justiça, há rumores nos bastidores da possível indicação de Rodrigo Janot (ex-PGR), ou outro jurista ligado à Lava Jato, pois Haddad já declarou publicamente seu apoio à essa operação.

A principal diferença entre um governo Bolsonaro com um governo Haddad se dá em relação ao trato como Movimento Operário. Enquanto Haddad atua no sentido de evitar um levante operário e popular, Bolsonaro tem a tarefa de sufocar toda e qualquer rebelião. Mas, na verdade, são duas faces da mesma política. E toda essa armação que prepara maiores ataques ao nível de vida dos trabalhadores se dá com o aval do PT, que participa do processo como se democrático fosse e não o enfrentando como parte do golpe de Estado.

Haddad já entregou a rapadura

Tudo dependerá do caráter da campanha de Haddad que será colocada na rua. Se for como já está se indicando na mídia, de um giro ao centro, e um giro ao centro de Haddad só pode ser para o centro-direita, para disputar a classe média com Bolsonaro, será um desastre. Pois não vai ganhar votos da classe média, que está com Bolsonaro e vai perder votos dos setores populares que estavam com Lula.

E parece que vai ser por aí. Pois não há indicação que Haddad vai radicalizar uma campanha à esquerda, denunciando o golpe, defendendo Lula, defendendo o patrimônio nacional contra as privatizações, ou mobilizando os trabalhadores mostrando firmeza contra a patronal de conjunto.

Pelo contrário, Jaques Wagner, eleito senador pela Bahia e que agora é um dos coordenadores da campanha presidencial do PT, está articulando uma “Frente Democrática” com Ciro, Marina e FHC. Só que essa “Frente” já nasce morta. Ciro após declarar apoio “crítico” a Haddad viajou para a Europa e Kátia Abreu, a vice de Ciro, defendeu que Haddad renuncie. Marina não declara apoio ao PT e FHC, no meio da explosão do PSDB, já desmentiu que apoia Haddad.

E parece piada, mas Haddad se afasta de Lula para ser mais palatável ao PSDB. PSDB, este, que já está com Bolsonaro. Ele abre mão de Lula, que foi quem deu os votos para que fosse ao 2º turno, interrompendo a transferência de votos do ex-presidente pela transferência de votos de... Alckmin, Meirelles e Marina! Votos, estes, que já estão com Bolsonaro.

Parece que eles não querem vencer a eleição, pois essa política de giro ao centro-direita é uma política para perder. Com um pensamento de que perder não é tão ruim assim, porque governar com um Parlamento de direita e com uma oposição de extrema-direita não é lá muito confortável. E perdendo, o PT seria o principal partido da oposição. Vai liderar a oposição, de olho na eleição de 2022. Isso se houver eleição em 2022.

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