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A crise do PMDB, principal partido do governo, também só cresce. Nesses dias aconteceu a expulsão de Kátia Abreu. Poderá acontecer a expulsão de Roberto Requião e de Renan Calheiros.

No Rio de Janeiro, a crise do PMDB é enorme. Neste momento, gira em torno da prisão do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Sayeda Picciani. A prisão do casal Garotinho, ordenada pelo Juiz Glaucenir Silva de Oliveira, se baseou apenas nas delações do advogado e diretor da Odebrecht Carlos Alves. Pessoas ligadas ao ex governador Sergio Cabral estão sendo presas, como aconteceu com Régis Fishner que foi secretário da Casa Civil. Está se preparando a intervenção federal no Estado o que fica claro quando também acontecem ataques contra o atual prefeito Crivella, ligado à Igreja Universal, que está sendo acusado de ter recebido repasses da Fenatrans.

Há crise em todos os componentes da vida social e política. O governo Temer, até para trocar o  ministro Antônio Imbassahy, que é do PSDB, por Carlos Eduardo Xavier Marun enfrentou um enorme caos. Isso acontece porque a situação do regime é totalmente caótica.

O entreguismo é cada vez maior. O ministro da Defesa, Raul Jungman, foi aos Estados Unidos para entregar o setor aeroespacial. Mas aumenta a crise nas tentativas de aumentarem a entrega do Brasil para o imperialismo, como por exemplo acontece  com as movimentações para entregar a Previdência Social à especulação financeira.

 As delações que o ex advogado da Odebrecht e da UTC, Tacla Duran, fez no dia 30 de novembro ao Congresso, por teleconferência, trouxe novos elementos que expõem a própria Operação Lava-Jato também à crise. Ele, que se encontra na Espanha e que se transformou num delator em Andorra, revelou a corrupção do Ministério Público Federal e do Juíz Sérgio Moro nas delações premiadas

Os Paradise Papers e a crise da Lava-Jato

Os documentos revelados pela chamada Paradise Papers incluem revelações sobre as lavagens da Odebrecht, que agora apareceram de maneira mais intensa envolvendo figurões como Luis Augusto França, Marcos Viniski e Vinicius Rolim, que são elementos ligados ao Banco Excel e ao Econômico.

Há a lavagem realizada pela Odebrecht por meio do doleiro Adir Assad no Trend Bank, mediante patrocínios a eventos automobilísticos. Essa delação não avançou. apesar da intenção de delatar.

Entre 2004 e 2009, o Banco em Antigua (AOB) operou lavagens a partir de várias contas. Em 2009, a filial do Meinl Bank em Antígua promoveu até a corrupção dentro da corrupção (por fora do controle da Odebrecht), inclusive para contas de outros latino-americanos. Houve o repasse de US$ 3 milhões para o primeiro ministro de Antigua e Barbuda (Gaston Browner) para controlar o repasse de informações para a Lava-Jato; a operação vazou e Browner renunciou.

O doleiro Dario Messer esteve envolvido nessas operações, mas nunca foi acionado pela Lava-Jato. Segundo a delação de Rolim, uma das vias da lavagem passava por Tacla Duran e tinha como destino Vinicius Claret (o Juca Bala) no Uruguai que trabalha para Messer. Este também tinha sido liberado pelo Juiz Sergio Moro no caso do Banestado, além de ter sido omitido pela Lava-Jato. Algo parecido aconteceu com Luís Augusto França, Marcos Viniski e Vinicius Rolim que, após acordo com a Lava-Jato tiveram as suas penas reduzidas e uma multa de apenas US$ 1 milhão para ganhos calculados em torno a US$ 100 milhões.