Quarta, 21 Novembro 2018

Por Antônio Fernando

 

correios

 

A etapa atual da crise política cria um cenário totalmente adverso para a burocracia sindical, para a estrutura falida do movimento sindical. Esta burocracia sempre viveu na sombra das benesses que os aparatos sindicais ofereciam, com mais afinco após o PT ter assumido o comando do executivo em 2003.

Hoje, vários setores estão divididos entre os dois candidatos que representam os interesses dos capitalistas internacionais. De um lado Donald Tramp, que protagoniza com seu escudeiro e ex-marqueteiro Steve Bannon a construção da campanha de Bolsonaro e, do outro lado, a União Europeia, os chineses e os russos, que integram o grupo que consolida o apoio ao candidato Fernando Haddad, além de alguns setores que votam nulo ou branco.

Segundo relatos de companheiros, devido às novas regras para a cobrança da contribuição sindical, toda a burocracia está paralisada com a perda dessa contribuição que a sustentava, da maneira que a direção da empresa gosta.

http://www.gazetarevolucionaria.com.br/index.php/nacional/557-haddadcontra

(Haddad faz gol contra)

Abaixo a burocracia sindical

Na data base deste ano, como sabiam que essa situação iria fatalmente influenciar em seu fluxo de caixa, deram um verdadeiro olé nos trabalhadores e, traindo mais uma vez a categoria, várias direções de SINTECT's  aprovaram que o trabalhador não fosse penalizado com um dia de trabalho descontado de seu salário mas, sim, que o desconto seria de meio dia trabalhado.

O desconto está previsto para esse mês de outubro, só que todos os trabalhadores que o questionaram, procurando a cláusula referida, não encontraram a razão para que essa fórmula fosse efetivada nem no site das Federações e muito menos nos dos sindicatos.

Como a direção da ECT não quer se indispor com a burocracia dos SINTECT’s, soltou uma nota em seu boletim interno denominado Primeira Hora, mostrando, de uma forma burocratizada, como o trabalhador deveria fazer para cancelar o desconto que tinha sido autorizado.

Diferente dos anos anteriores, agora os trabalhadores devem ir pessoalmente às sedes do sindicatos para fazerem a solicitação contrária ao desconto. Essa forma dificultaria muito para boa parte dos trabalhadores que se encontram em locais distantes das sedes dos sindicatos para fazerem a opção pelo não desconto.

Voto nulo no 2º turno. Não devemos nos iludir com essas eleições golpistas

 Os trabalhadores, que já são totalmente explorados e não confiam minimamente em suas direções sindicais, entraram de olhos fechados no mundo obscuro das más intenções da política de um candidato que já está a 28 anos na Câmara dos Deputados mas que se apresenta como “novo”.

Há a ilusão de que este possa tirar os trabalhadores dos Correios das mãos dos corruptos que sempre subtraíram dos cofres da empresa as necessidades básicas da categoria. E a alternativa eleitoral a este sinistro senhor também não é menos sinistra, na medida em que em nenhum momento oferece uma contra resposta à altura e contundente.

Para o próximo período, a única certeza dos trabalhadores é de que terão a tarefa de ultrapassar a burocracia sindical e ao mesmo tempo dar a resposta de luta à direção da ECT. E é levantando a bandeira de suas reivindicações através de uma direção revolucionária que apresente as palavras de ordem de revogação imediata de todas as reformas que foram impetrados nos governos Dilma/Temer, como a reforma trabalhista, o retorno do Correios Saúde e que seja colocada sob total controle dos trabalhadores dos Correios a direção do plano de previdência complementar, o Postalis.

Portanto, ANULAR O VOTO na eleição em segundo turno, é dar uma resposta à altura a todos os desmandos do governo, da direção da empresa e da burocracia sindical. Não temos ilusão em nenhum salvador da pátria e devemos colocar em andamento essa luta pelos direitos da categoria que a burocracia sindical, juntamente com os governos patronais, quer nos tirar. http://www.gazetarevolucionaria.com.br/index.php/nacional/550-voto-nulo-nas-eleicoes-golpistas-00confirma

(Voto nulo nas eleições golpistas)

A saída é a organização e a luta da categoria

Não aceitamos que quem dirige uma das maiores estatais na área de entrega de correspondência da América Latina, deixe a empresa e seus funcionários à mercê da sorte. Como alternativa razoável à total entrega da empresa aos abutres do capital Internacional é dada como ordem do dia a todos os que se dispuserem a manter seus empregos, que nos organizemos e nos mobilizemos e,nessa luta, construamos uma nova direção para a categoria.

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