Quinta, 22 Fevereiro 2018

simesmo1

Recentemente, a LBI se embrenhou numa campanha kamikaze contra o Gazeta Revolucionária (GR) por meio de um acúmulo de calúnias e falsificações que vão desde que Alejandro Acosta seria fazendeiro ou que tinha militado no PST da Colômbia e com dinheiro do presidente direitista Uribe teria vindo para o Brasil, etc.

Numa Nota, a LBI baseou as calúnias em conversas informais que teve com Roberto Bergoci, quando este ainda “militava”  no GR, o que é no mínimo muito estranho. Diante do monte de disparates dos aloprados da LBI, Roberto publicou uma “Nota de Esclarecimento” no Facebook para registrar sua posição no “debate”.
Por que nós do GR nos damos ao trabalho de comentar uma nota tão insignificante como essa, escrita por um “militante” que escolheu reafirmar as calúnias?
Em primeiro lugar, porque Roberto usa exatamente os mesmos métodos da esquerda diletante que, por meio da verborragia, tenta dissimular a própria decadência e oportunismo. Diferentemente da esquerda abertamente vendida e incorporada ao sistema, a “esquerda contemplativa e diletante” se especializou em acreditar nos seus próprios delírios.
Em segundo lugar, porque não vamos aceitar passivamente as aberrações proferidas por lunáticos e vamos exigir provas. Por outro lado, não vamos estender ad infinitum o debate com aloprados arrogantes.

Um método para “combater” os diletantes e a diletância em geral
                  

O primeiro passo é ir diretamente aos fatos. Exigir os números, os resultados concretos usando o bom e velho Excel. Apliquemos este método no caso do Roberto Bergoci, como uma mera ilustração, já que o mesmo poderia ser feito com a esquerda em geral e em relação a nós mesmos considerando que estamos submetidos às mesmas pressões sociais e políticas.
Roberto considera a militância dele na categoria onde trabalha como ultra clandestina, isso apesar dele ser o vice-presidente da CIPA. Uma CIPA que, segundo o próprio Roberto, em novembro, muito pouco se reunia. Na mesma época, também informou que o último boletim da CIPA teria sido feito havia seis meses. É assim que se denuncia a sacanagem dos patrões?
Quantos boletins políticos foram escritos e distribuídos na Empresa? O último foi em agosto com a participação de Florisvaldo, Mário e outros companheiros.
Quantos boletins Roberto escreveu e distribuiu para sua categoria? Zero.
Quantos jornais do Gazeta Revolucionária  vendia na categoria com discussão com os contatos? Ele informou um ou dois, mas nunca apresentou evidências de qualquer discussão com eles.
Quantas vezes os contatos do Roberto participaram de alguma atividade? Nunca vimos esses contatos no período em que Roberto esteve conosco.
Quantos dos contatos na categoria foram transformados em simpatizantes do GR (ou da LBI)? Zero.
Qual foi o resultado de alguma campanha financeira para desenvolver a luta na categoria? Não houve nenhuma campanha financeira.
Quantas matérias o Roberto escreveu para o Jornal Gazeta Revolucionária entre os meses de setembro e janeiro? Três.
A planilha do Excel não ocupou sequer 10 bits.
Em resumo, a suposta militância do Roberto, quando confrontada com os fatos e os números, não passa de uma fraude. Mas isso não é um mal apenas do Roberto. É um mal de toda a esquerda.
Nós do GR temos nos esforçado para superar esse hippismo e diletantismo. Essa foi a fonte real da crise com o PCO (onde se juntava o ultra burocratismo e a extorsão financeira dos militantes), e com os burocratas sindicais da LPS que acabaram quebrando quase todos os nossos contatos mais próximos quando a grana começou a ficar curta por causa dos ataques do governo.
Nós tentamos colocar a meta para 2018 de nos esforçarmos para superar a nossa diletância usando como pivô, em primeiro lugar, as categorias onde os nossos “militantes” Roberto Bergoci e Juca atuavam. Resultado? Eles dois entraram em crise, “inventaram” pretextos para rompimento, que aconteceu da maneira mais hippie possível, pelo Whatsapp e sem absolutamente nenhuma discussão orgânica nem documentada.
De fato, essa esquerda diletante não quer realizar trabalho real algum.

Sobre as “divergências” teóricas
 

Roberto Bergoci apresenta uma série de supostas divergências teóricas para justificar o “rompimento”. O que seria muito justo. Mas:
Por que essas divergências são apresentadas somente agora? As posições do GR estão documentadas e datam desde a época do rompimento com o PCO em 2015.
Por que ele se integrou ao GR se não concordava com a política?
Por que, no mínimo, não foi aberta uma discussão clara e documentada?
Por que são levantadas agora as mesmas posições da LBI, com as quais o GR tem sérias divergências?
Por que, se as divergências eram tão grandes, o rompimento somente aconteceu agora, após quatro jornais, inúmeras matérias, uma dúzia de hangouts, vários vídeos, além das discussões internas?
De fato, se trata de uma esquerda hippie e pequeno burguesa. Esses "militantes" só se preocupam com o próprio umbigo e não querem saber de um trabalho minimamente organizado, disciplinado etc. Tem  como enfrentar o inimigo tão articulado como a burguesia mundial como um exército de Brancaleone?

Sobre as divergências organizativas
 

Supostamente, para Roberto e a LBI, o GR seria composto por um bando de retardados que seguem sem questionar o que Alejandro fala. Isso não passa de uma mentira deslavada.
O GR tem feito um esforço para realizar reuniões, manter discussões, onde todo mundo fala livremente. As decisões são tomadas por consenso.
E por que essas divergências não foram discutidas internamente? Aliás, até o fim de novembro, quando levantamos a necessidade de nos vincularmos rapidamente ao movimento operário não havia divergência importante alguma.
Defendemos o mais amplo debate interno e firmeza na ação respeitando o que foi deliberado nos organismos.

abismo

 

Policial delator

Roberto Bergoci repete a calúnia da LBI (que tomou emprestada da LPS, que tomou emprestada do Rui Costa Pimenta do PCO) de que supostamente Alejandro Acosta (e portanto, também todos os seus “seguidores”) seria um policial delator.
Provas? Nenhuma, mas o mais ridículo de tudo isso, são os alvos da arapongagem: PCO (vendido até o tutano para a burocracia hiper oportunista do PT), a LPS (que são burocratas sindicais que agora estão matando cachorro a grito para manter a propriedade dos dois sindicatos de Minas Gerais), a LBI (que não passa de três patetas aloprados que atuam na Internet, liderados pelo gerente de um banco no Ceará), a TML (que não passa do nome fictício do mega diletante Juca) e o Roberto Bergoci.
Dá para dar crédito a tamanha imbecilidade? A polícia política brasileira, o Mossad, a CIA teriam se tornado tão aloprados como a LBI? Eles teriam necessidade de “infiltrar” esses diletantes e oportunistas vendidos, mesmo quando, segundo o ex agente da CIA e da NSA, Edward Snowden, todos os meios de comunicação pessoal estão totalmente monitorados?
O mesmo pode-se dizer sobre a suposta delação do Juca.
Essa esquerda contemplativa acha que o mundo seria seus próprios delírios. Mas por trás dos delírios estão os interesses materiais.

Sobre a Nota de esclarecimentos de Roberto Bergoci
 

A Nota de Roberto esclarecendo quanto à sua militância, defendendo-se da acusação de diletância, em desespero, parte para a acusação caluniosa de que Alejandro e o GR “continua assíduo defensor do fim de quase todos os ex Estados operários no mundo, que resultou no auge da globalização neoliberal da barbárie em nome do combate ao "demônio" stalinista;” Falso. Essa acusação serve para o PSTU.
Roberto procura fazer um amálgama e apresentar o GR como a mesma linha dos epígonos morenistas. Simples. Mostre um texto do GR em que defendemos a restauração capitalista nos ex-Estados operários como uma vitória da revolução. Essa é a avaliação do PSTU e não do GR.
Também é mentira descarada dizer que Alejandro e oGR defenderam a oposição burguesa imperialista contra  Bashar al-Assad e Muammar Kadafi.
No Irã, não “defendemos o ditador sanguinário”. A discussão, muito incipiente, foi que Roberto desprezava o efeito da crise econômica na insatisfação popular do final do ano passado, e dizíamos que o imperialismo se apoiava nesses protestos para atacar o Irã.
Na Venezuela, nunca defendemos Capriles contra Maduro, que é o que a Nota deixa a entender.
Roberto deveria ter mais dignidade ao tentar nos impingir a política do PSTU. De mais a mais, qualquer que tenha assistido um ou dois hangouts nossos  ou que tenha lido  algumas matérias do GR sabe muito bem que isso não é verdade.
Quanto à atuação na categoria dos químicos, apesar de ser cipeiro, Roberto se negou a aprofundar um plano de trabalho prático em todo o momento em que se reivindicava do GR, de discutir, elaborar material para atuar na categoria junto com o GR. Pelo contrário, expunha seu anseio de sair da categoria para participar do Coletivo Veredas. Só ser cipeiro não quer dizer nada. O que mais tem por esse Brasil afora é cipeiro escondido atrás da estabilidade.
Na falta de argumentos, parte para ataques pessoais sórdidos e totalmente aloprados, no melhor estilo LBI. Define Alejandro de “crente na democracia burguesa” depois de chamá-lo de “policial delator”. Enfim, uma nota lamentável, caluniosa e desesperada. Típico de diletantes mal intencionados. Neste caso, nenhuma prova e sequer qualquer indício, a não ser aqueles que se locupletam com alucinações para defender interesses mesquinhos e modos de vida burgueses.

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