Quarta, 21 Novembro 2018

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Terminou ontem, quarta-feira, dia 10/1, a  greve dos motoristas e cobradores da Grande Vitória, no Estado do Espírito Santo, traída pela burocracia sindical, que aproveitou o julgamento do Tribunal Regional do Trabalho, que concedeu apenas 3% de reajuste salarial aos motorista e cobradores, para por fim ao movimento e derrotá-lo.

A greve teve início no dia 26/12/2017, por reajustes salariais de 7 a 10%,  sendo que logo na rodada inicial de negociação, no Tribunal Regional do Trabalho, os trabalhadores recusaram a proposta patronal de  reajuste de 2%.

Apesar do percentual rebaixado da reivindicação, pois os rodoviários reivindicavam apenas os percentuais de 7 a 10% de reajuste, os quais não refletem as perdas dos trabalhadores, a mobilização e a greve demonstraram a enorme disposição de luta dos motoristas e cobradores, que apontam para a radicalização da luta pela derrubada da política de fome e miséria dos patrões e dos golpistas.

A paralisação afetou 600 mil usuários e o comércio, tendo iniciado durante uma época de muita expectativa lucros para os comerciantes em razão do Natal, sendo que mais de 400 ônibus deixaram de circular pela Grande Vitória nos 16 dias de greve.

Agora é necessário que os líderes da greve, que se chocaram com os burocratas do Sindicato, façam um balanço, visando construir uma oposição sindical com o objetivo de varrer da direção do Sindicato os pelegos traidores, porque para a obtenção de conquistas há necessidade de acirrar a luta de classes, uma vez que não existe mais legislação trabalhista e os patrões e os golpistas têm a intenção que a classe trabalhadora pague pela crise econômica, em razão da queda da taxa de lucro do capital.

A greve heroica dos motoristas e cobradores da Grande Vitória, a maior dos últimos 20 anos, demonstrou a necessidade da luta pela unidade da classe trabalhadora no sentido da preparação e organização da greve geral para anular a “Reforma Trabalhista” e derrotar a tentativa de aprovação da “Reforma da Previdência”, marcada para fevereiro, com o objetivo de derrotar os patrões e o governo golpista.

Organizar oposições sindicais classistas para varrer os burocratas pelegos dos sindicatos!
Preparar e organizar a greve geral, elegendo comandos de greves nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas escolas e universidades, nas empresas agrícolas e no campo!

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