Quarta, 21 Novembro 2018

aparatopol

 

O Prefeito Orlando Morando, do PSDB tucano de São Bernardo do Campo, sem aviso prévio e nem diálogo, na terça-feira, dia 28/11, fez o despejo de 100 famílias e demoliu as respectivas casas na Vila Moraes/Acampamento dos Engenheiros, na Estrada do Alvarenga, usando a truculência da Guarda Civil Municipal (GCM), obrigando as pessoas a saírem com a roupa do corpo. Uma casa quase foi demolida com o morador dentro, o que demonstra o espírito assassino da CGM.

A gravidade do ataque do prefeito é enorme porque não havia nem mandado judicial para reintegração de posse, o que também não justificaria tamanha barbaridade.

No bairro, há aproximadamente 500 famílias, sendo que houve uma mobilização da população que impediu a demolição das demais residências.

A truculência da GCM de São Bernardo do Campo é um capítulo à parte. Essa corporação foi criada para aterrorizar os trabalhadores de São Bernardo do Campo a serviço da burguesia local, das imobiliárias, da especulação imobiliária e das montadoras imperialistas nazistas da cidade, que antes financiavam o DOI CODI, isto é, a tortura e o assassinato das pessoas que combatiam a ditadura militar, como faziam a Volkswagem e a Mercedes-Benz.

A CGM atuando de forma articulada com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, armada até os dentes pelo Estado sionista e terrorista de Israel, aterroriza constantemente a população pobre e negra da periferia da cidade, como por exemplo, na atividade cultural denominada Batalha da Matrix, quando os jovens da periferia se reúnem na Praça da Matriz para cantar, declamar poesias, conversar, etc., sendo sempre duramente reprimidos.

Além disso, a GCM sistematicamente vem reprimindo as ocupações que ao longo dos anos vem ocorrendo na cidade, em razão da crise econômica que provocou um déficit habitacional gigantesco, como demonstra a maior ocupação que existe no País e que fica localizada em São Bernardo do Campo, perto da montadora Scania, com mais de 8.000 famílias. Inclusive, a GCM fica multando as pessoas que estacionam os carros para ajudar e se solidarizar com os moradores da ocupação, bem como fica disparando tiros para assustar as pessoas, o que pode provocar mortes.

Assim sendo, o movimento operário e popular, os sindicatos, as centrais sindicais, todos devem se unir e organizar a luta contra o prefeito de São Bernardo que representa os interesses da burguesia e do imperialismo, organizando comitês de autodefesa, milícias operárias e populares a partir dos sindicatos, visando a dissolução da GCM e da PM assassinas, com o objetivo de conquistar a vitória na luta por moradias e derrubar o governo golpista de Michel Temer, forjando um partido operário comunista revolucionário na perspectiva de um governo operário e camponês.

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