Quarta, 21 Fevereiro 2018

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A política do movimento de massas e do movimento operário, neste momento, deveria se orientar a organizar o enfrentamento contra as privatizações e todos os ataques do imperialismo.

Uma parte da burocracia dos Correios, a burocracia mais esquerdista, deu uma virada à direita enorme após a perda do imposto sindical. Ela falou que a greve dos Correios, que se desmantelou como um castelo de cartas após a traição (esperada) da burocracia do Rio de Janeiro e de São Paulo, teria sido uma vitória e que agora os trabalhadores teriam de esperar março para fazer uma nova movimentação. Isso é um absurdo e mais uma traição porque enquanto os trabalhadores esperam março, o imperialismo, o governo, a burocracia no seu núcleo mais contrarrevolucionário, e a direção da Empresa, continuam se movimentando para privatizar tudo, para impor um verdadeiro massacre contra os trabalhadores.

Em momentos em que o fundo de pensão dos Correios foi intervindo, o Postalis, onde há toda uma propaganda sobre a suposta saída da crise, com a inflação baixa, com a redução dos juros, com a suposta retomada da economia a partir das montadoras, tudo não passa de uma balela porque não há nenhuma retomada de economia. O que há é uma crise enorme levando em conta que nos últimos dois anos e meio a economia brasileira se reduziu em 10% e o desemprego bate recordes históricos. O dado oficial aponta o desemprego de aproximadamente 13 milhões de trabalhadores, mas, considerando que de uma força total de 120 milhões de trabalhadores, há pouco mais de 30 milhões de trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada e que a metade disso ganha salário mínimo, aí se revela o tamanho da crise.

Por que o imperialismo precisou derrotar a greve nos Correios?

Os trabalhadores terceirizados, que já representam um número de trabalhadores maior que os concursados (levando em conta os trabalhadores das franquias), nem sequer são considerados trabalhadores da Empresa pela burocracia porque eles acabam não repassando o dinheiro para esses sindicatos pelegos. Nesse sentido, o que nós vemos é que se trata de um sindicalismo em total decadência e totalmente atrelado à patronal e ao estado, praticamente sem nenhuma ligação militante com a classe operária.

Tudo na vida e na sociedade nasce, cresce, se desenvolve e morre. O sindicalismo burocrático no Brasil, neste momento, se encontra na fase final; se trata de um sindicalismo semi moribundo que reflete também a crise da política de conciliação de classes da “frente popular” encabeçada pelo PT.

Neste momento, a greve nos Correios não poderia triunfar, porque ela poderia estabelecer um risco para o imperialismo de incendiar outras categorias, principalmente petroleiros, bancários, metalúrgicos, etc. Então foi feita toda uma operação de guerra para que essa greve fracassasse. Esta política pode ser considerada como “normal” para o Brasil que é um país continental, onde um ascenso de um forte movimento grevista poderia contagiar outros países em um momento que a burguesia imperialista, no geral, se encontra estupefata, digamos, não sabe como controlar a crise.

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