Quarta, 21 Fevereiro 2018

aproveitadores

A burocracia sindical é uma força material sustentada com o dinheiro dos trabalhadores e que tem muitos privilégios. A primeira vantagem da burocracia é não ter o chefe no seu calcanhar todos os dias, sem horário de trabalho e com recursos financeiros sem o controle dos filiados nem dos trabalhadores. O grosso dos burocratas, os mais recalcitrantes, não trabalham e portanto não são mais trabalhadores, mas privilegiados que se valem do controle dos Sindicatos, que devem ser instrumentos de luta dos trabalhadores e não propriedade particular de burocratas.

O controle é realizado com a ajuda da Empresa e do próprio Estado. O sindicalismo brasileiro é um sindicalismo estatal que data do Estado Novo, o regime semi fascista instaurado por Getúlio Vargas no Brasil na década de 1930. Os Sindicatos no Brasil são aparatos criados pelo Estado capitalista, para funcionar eles precisam da sua autorização e a sustentação financeira se dá pelo imposto sindical e cobrança de taxas não importando se o trabalhador é sindicalizado ou não. Conforme a crise capitalista avança, essa burocracia sindical se articula cada vez mais contra os trabalhadores para salvar os próprios privilégios. O grande silêncio do movimento sindical diante dos maiores ataques à classe trabalhadora só se justifica porque estão negociando com o governo golpista o financiamento dos aparatos sindicais, por meio de uma nova Contribuição Assistencial, e por consequência, os privilégios desta burocracia. É isso que mantém dirigentes sindicais por até mais de 30 anos controlando os aparatos e sem voltar para o local de trabalho.

Não é uma realidade fácil de entender para os ativistas que estão no local de trabalho e militando na base todos os dias, porque esta burocracia se mostra aos trabalhadores com um discurso ardiloso ou com um sermão radical justamente para esconder o problema principal que são os benefícios materiais. Por trás do corre-corre que os dirigentes sindicais sempre dizem estar, se esconde uma realidade de colaboração com a classe inimiga, que são os capitalistas e os patrões que buscam sugar até a última gota de sangue dos trabalhadores.

Nos Correios os trabalhadores devem atropelar a burocracia sindical

A saída para os trabalhadores passa pelo agrupamento imediato dos ativistas e dos setores revolucionários que atuam na categoria, para enfrentar os brutais ataques que estão colocados a partir da privatização dos Correios e a “reforma” trabalhista. Para enfrentá-los será preciso aumentar a propaganda para conter a desmoralização que a Empresa, o governo e a burocracia sindical buscam impor. É preciso agrupar os ativistas, ampliar a luta, principalmente para os trabalhadores OTTs e os atendentes, e buscar a unidade com as demais categorias nacionais.

Essas tarefas e atividades de luta não serão cumpridas pela burocracia sindical que justamente trabalha no sentido oposto, a serviço da Empresa. Essas tarefas só podem ser colocadas em prática por oposições sindicais classistas contra a burocracia, e ainda com muita clareza sindical revolucionária e política (toda luta contra o Estado é uma luta política).

É preciso entender que a paralisia atual, que aparece como desesperadora para a maioria dos ativistas e dos revolucionários, não irá durar muito tempo. Os brutais ataques do grande capital (o que é controlado pelas 150 famílias que dominam o mundo) irão colocar em movimento os trabalhadores, inevitavelmente, conforme sempre aconteceu.

Nós não devemos atuar como uma ONG, carregando os trabalhadores que ainda não se decidiram a lutar nas costas. O nosso papel é colocar na ordem do dia uma imprensa revolucionária, que esclareça os trabalhadores, e principalmente, quando estourarem grandes greves apontar caminhos, denunciar as armadilhas da Empresa e da burocracia sindical. Os trabalhadores precisam retomar os sindicatos da burocracia sindicalOs trabalhadores precisam construir o seu próprio partido revolucionário que levante todas as bandeiras que os partidos integrados ao regime jogaram na lata do lixo. Essas tarefas serão colocadas pelos próprios trabalhadores, pelo movimento de massas, de maneira inevitável, no próximo período.

É necessário entender que sem denunciar todas e cada uma das traições da burocracia sindical é impossível que a luta avance. Todos os setores da burocracia da Fentect venderam a greve dos trabalhadores dos Correios já no Conrep. Nada foi feito para tentar quebrar a burocracia no coração, em São Paulo e no Rio de Janeiro. É evidente que há um grande acordão da burocracia da Fentect com o Divisa (SP) e o Ronaldão (RJ), contra os trabalhadores.

Aumentar as denúncias contra a truculência da direção da Empresa, que sucateia tudo para privatizar os Correios a troco de pinga. Também aumentar as denúncias contra todas e cada uma das traições da burocracia sindical. Com este objetivo os ativistas mais combativos devem ser agrupados em torno a uma imprensa revolucionária para lutar contra a privatização, pela defesa dos direitos dos trabalhadores, contra o governo Temer e todos os golpistas, contra a espoliação do Brasil pelo grande capital, pelo punhado de famílias que dominam o mundo e que buscam matar todo mundo de fome para manter os lucros.

Quem irá colocar os trabalhadores em movimento são os ataques do capital. É preciso se preparar para os próximos passos da luta. O papel dos ativistas revolucionários será orientar essa luta por meio de uma organização revolucionária orientada à agitação e propaganda.

Contra a privatização e as demissões!
Que a crise seja paga pelos capitalistas!
Pela unidade dos trabalhadores!
Fora a burocracia dos nossos sindicatos!

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