Quarta, 21 Fevereiro 2018

grevegauchosA greve dos professores do Rio Grande do Sul continua forte em todo o estado. Hoje, 2 de outubro, completa 27 dias de uma greve histórica que marca a resistência dos trabalhadores aos planos de arrocho e sucateamento do serviço público promovidos pelo governo Sartori (PMDB).

Na sexta-feira última, dia 29 de setembro, aconteceu uma Assembleia Geral da categoria que resolveu pela continuidade da greve. Logo após realizou-se um ato público unificado dos servidores estaduais contra o governo e seu famigerado parcelamento de salários. Milhares de servidores de diversas categorias participaram da manifestação. Do Largo Glênio Peres, os servidores seguiram em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até o Palácio Piratini, sede do governo estadual.

O governo tentou dividir a categoria numa manobra de fazer o depósito integral dos salários que alcancem o valor de até R$ 1.750,00. Mas quem tiver vencimentos superiores receberão em data posterior. Esse valor atinge cerca de 40% dos servidores do executivo em geral e também dos professores e funcionários de escolas. A proposta do governo prevê que até o dia 11 de outubro serão pagos os salários entre R$ 1.750,00 e R$ 4.000,00. Os demais servidores receberão até 17 de outubro. Proposta, esta, considerada ainda insuficiente, pois mantém o atraso dos salários.

Essa mudança no calendário de pagamento também tem a ver com o ataque do governo que anunciou o corte do ponto dos grevistas, sexta-feira, 29 de setembro, na intenção de  amedrontar os docentes, que exigem recebimento do pagamento integral e sem atraso.

Porém, o CPERS/Sindicato, que representa a categoria, obteve, sábado, dia 30, liminar na justiça gaúcha que determinou que o governo estadual não poderá cortar o ponto dos professores da rede pública que estão em greve.

A greve continua por tempo indeterminado. Segue forte o apoio de pais e estudantes. O repúdio da comunidade em geral ao parcelamento de salário é muito grande e reflete uma indignação contida a todos os ataques promovidos pelo capital à classe trabalhadora.

Um fato que fortalece o movimento foi a deflagração da greve dos servidores públicos municipais de Porto Alegre contra as medidas neoliberais e o parcelamento dos salários promovidos pelo prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Em assembleia realizada sexta-feira, 29 de setembro, os servidores decidiram parar a partir de 5 de outubro. Na última rodada de negociações não houve avanços nos itens da pauta da categoria, nem em relação ao fim do parcelamento dos salários dos servidores.

Tanto o governo estadual do RS como o municipal de Porto Alegre, têm  fluxo de caixa suficiente para evitar o parcelamento de salários, mas aplicam a política de arrocho, caminhando no sentido da retirada de direitos dos servidores e entrega do patrimônio público por meio de privatizações de empresas estatais.

O ataque às conquistas dos servidores públicos e o sucateamento do serviço público é consequência da proposta de “redução dos gastos públicos” exigidas pelos EUA como forma de garantir o superávit primário e drenar os recursos do país para os banqueiros internacionais.

A unidade dos trabalhadores é fundamental para derrotar os planos de Temer, Sartori e Marchazan Jr..E para conquistar essa unidade os trabalhadores também têm que enfrentar um outro entrave que está em seu próprio meio, que são as direções burocráticas que controlam o movimento a nível nacional.

Essas direções burocráticas atuam no movimento de massas, promovendo um freio às mobilizações, como política com vistas às eleições do próximo ano e a seus próprios privilégios. Elas se negam a impulsionar e unificar as campanhas salariais das principais categorias nacionais que tem data base no segundo semestre. O exemplo da greve dos Correios é flagrante. A greve está isolada a nível nacional, e as duas federações que dirigem a categoria (Fentect e Findect), junto com suas respectivas centrais sindicais (CUT e CTB) e partidos políticos (PT e PCdoB), não estão promovendo a tão necessária unificação com as outras categorias para garantir a vitória.

Essa linha imobilista tem que ser quebrada. E os professores do RS dão o exemplo de como superar esse freio, impulsionando a luta pela base e unificando o movimento com outras categorias. No ato público unificado do dia 29 de setembro ficou definido nova concentração unificada na Praça da Matriz para terça-feira, 3 de outubro, para dar continuidade ao movimento.

  

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