Domingo, 16 Dezembro 2018

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A greve dos professores do estado do Rio Grande do Sul completa hoje duas semanas. A deflagração da greve, por tempo indeterminado, foi deliberada em assembleia geral realizada pelo Cpers/Sindicato, na manhã de terça, 5 de setembro, no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre.

Após a aprovação da greve, os professores foram em passeata até a frente do Palácio Piratini, onde realizaram um grande protesto contra o governo do estado do RS. Desde lá, já foram realizadas várias atividades de fortalecimento da mobilização, como a participação no “Grito dos Excluídos” no dia 7 de setembro, Ato Público na Praça da Matriz - com acampamento na praça - em 12 de setembro e participação no Dia Nacional de Lutas com Ato Unificado em Porto Alegre em 14 de setembro. Para esta terça-feira, 19 de setembro se realizará um Ato Público Estadual da Greve com concentração a partir das 8h, em frente ao CPERS/Sindicato, para posterior caminhada até a Praça da Matriz.

A greve segue forte em todo o estado, inclusive com apoio de pais e estudantes. E como destaca o “Boletim de Greve” do CPERS/Sindicato, “a Greve está cada vez maior, dia após dia professores e funcionários de escola estão aderindo a Greve e fortalecendo ainda mais a mobilização.
As visitas de mobilização nas escolas são feitas constantemente pelo Comando de Greve Regional de cada Núcleo, com o objetivo de mobilizar os colegas e mostrar as razões pelas quais o magistério está de braços cruzados. Mais de 70% da categoria está em greve em todo o Estado”.

Dentre as principais reivindicações está o fim do parcelamento de salários e do 13º e o pagamento dos juros pelo atraso dos vencimentos, uma vez que os servidores vêm pagando juros pelo atraso de seus compromissos devido ao parcelamento. Foi deliberado, também, que os  professores não vão recuperar os dias letivos perdidos com a paralisação até que o governo Sartori (PMDB) cumpra com a integralização salarial da categoria.  

Este já é o 21º parcelamento de salário que o governo Sartori impõe aos servidores do Poder executivo estadual e é o que apresenta a primeira parcela de valor mais baixo. No início de setembro, foi depositado, na conta dos servidores, a quantia de R$ 350,00 referente ao salário de agosto. Um verdadeiro desrespeito para com os funcionários!

O governo, mesmo tendo fluxo de caixa, usa o parcelamento salarial como forma de chantagem para convencer a opinião pública e pressionar os deputados estaduais para que aprovem a renegociação da dívida do estado com a União, concedendo as contrapartidas exigidas pelo governo federal de retirada de direitos dos servidores e entrega do patrimônio público por meio de privatizações de empresas estatais.

Ainda, este governo, na maior cara de pau, diz que não tem dinheiro para pagar integralmente o salário dos servidores, mas renuncia   receitas concedendo, anualmente, cerca de R$ 9 bilhões em incentivos e isenções fiscais a empresas.

Essa greve dos professores do RS sinaliza para a classe trabalhadora de todo o país que é necessário e é possível se mobilizar para combater o brutal arrocho e espoliação que o governo golpista de Temer e o conjunto dos capitalistas estão aplicando sobre a nossa classe.

Apesar do freio das direções burocráticas do movimento de massas, que estão, já hoje, mais interessados em fazer conchavos com vistas às eleições do próximo ano, e se negam a impulsionar e unificar as campanhas salariais das principais categorias nacionais que tem data base no segundo semestre, os professores dão o exemplo de como superar esse freio e impulsionar a luta pela base.

Devemos envidar todo apoio a esta greve, para que seja vitoriosa e derrote o famigerado parcelamento salarial imposto pelo governo Sartori, avançando a luta dos funcionários públicos do RS, como exemplo de que é possível ir à greve e arrancar conquistas, na direção de derrotar os planos de exploração que nos impõe o imperialismo e a burguesia de conjunto.

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