Quarta, 21 Novembro 2018

metro


No dia 7 de maio deste ano, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) anunciou um aumento de 89% no preço das passagens no metrô de Belo Horizonte (MG). De R$1,80 o valor iria para R$3,40. Há doze anos a passagem não sofria reajuste e o metrô da capital mineira, apesar de não ter linhas suficientes para atender a toda a população vinha cumprindo o seu papel social de mobilidade urbana enquanto os preço das passagens de ônibus, que estão completamente nas mãos da iniciativa privada, chegam a até R$5,00. Por aí se vê que a ideia disseminada de que a iniciativa privada oferece melhores serviços é completamente errada.

Os trabalhadores metroferroviários sempre se posicionaram contra o aumento no preço das passagens por entenderem o papel social do serviço que prestam. Por outro lado, não existem investimentos e expansão dos serviços há muito tempo. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu na Justiça uma liminar determinando o cancelamento do aumento. Segundo o MPMG, entre 2002 e 2006, a companhia já havia imposto ao cidadão mineiro uma exagerada revisão tarifária. Naquela ocasião, houve um aumento de R$ 0,90 para R$1,80, o que representou um reajuste de 100%, enquanto o índice inflacionário no mesmo período foi de 35%.

Enquanto isso a categoria vem sendo progressivamente atacada em seus direitos, sem reposição salarial e com ameaças de privatização desse que é o meio de transporte mais eficiente nas grandes metrópoles e, por isso mesmo, muito visado pela iniciativa privada, que, como fizeram até agora, compram as empresas públicas mais lucrativas por valores irrisórios.

Até o dia de hoje, a categoria ainda não teve assinado o seu Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2017. A proposta da empresa para os trabalhadores nunca chega a repor as perdas com a inflação e ainda quer retirar direitos conquistados com muita luta. Enquanto o julgamento do Dissídio de 2017 não ocorre e em plena campanha salarial de 2018, sem perspectivas de avançar em um acordo mais favorável, os trabalhadores decidiram em assembleia, realizada no dia 24 de maio, iniciar uma greve por tempo indeterminado com os serviços operando em escala mínima das 5:30 às 9:30h, exceto nos domingos e feriados quando o metrô permanecerá totalmente paralisado enquanto durar a greve. Mesmo mantendo uma escala mínima acima dos 30%, a Justiça ja condenou o Sindimetro/MG a pagar uma multa de R$300 mil por dia de greve, determinando uma escala de funcionamento que fere o direito de greve e tenta deixar a categoria de pés e mãos atados para reivindicar os seus direitos. Esta é uma tentativa clara de controlar a luta dos trabalhadores como também está sendo feito com a greve dos petroleiros.

 

Toda apoio à luta dos trabalhadores metroferroviários!
Contra a privatização do metrô!
Congelamento do preço das passagem!

Unificar as lutas e construir a greve geral!

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