Sábado, 15 Dezembro 2018

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A Educação Infantil de Belo Horizonte está em greve desde o dia 23 de março em busca de melhores salários e condições de trabalho. Na penúltima assembleia, foi anunciado que teria havido um acordo com o governo de um reajuste escalonado que atingira até 80% do que ganham os trabalhadores do Ensino fundamental, mas quando a assembleia acontecia a categoria foi surpreendida por um recado do prefeito que de não havia nenhuma negociação e nenhum acordo. Que se daria inicio às negociações quando os professores, mais de 90% mulheres voltassem ao trabalho. A indignação foi  muito grande e a diretoria do Sindicato chegou a ficar desnorteada perante uma assembleia agitada e com o comunicado do prefeito Alexandre Kalil, o Kalílgula.

Foi votado a continuidade da greve a intensificação de visitas aos locais que estão parcialmente parados.  O Sindicato deu o sinal de que era possível aceitar um acordo mesmo que não fosse aquele pelo qual a categoria iniciou a greve: equiparação do Plano de Cargos e Salários com o Ensino Fundamental, mas sequer um acordo rebaixado foi viabilizado, diante da truculência do prefeito que fez uma campanha como homem de negócios e do tipo apolítico, uma espécie de Dória mineiro.

O prefeito empresário já está fazendo cortes nos pagamentos das professoras na tentativa de quebrar a greve e desmoralizar o movimento, mas isso fez aumentar a indignação da categoria em luta e a rebelião das bases continua.

Agora é mais do que necessário fazer atividades nas diversas regiões da cidade e convocar a população a se mobilizar, dando apoio à categoria, pois afinal de contas trata-se do bem estar daqueles que passam grande parte de horas com seus filhos e netos.

Alexandre Kalil, quando candidato foi enfático ao afirmar que resolveria o problema da educação infantil que há 14 anos vem lutando pela unificação do plano de carreiras com o Ensino Fundamental, porque na verdade são tratadas como uma espécie de segunda classe na educação do município. Mas o que o Kalil prefeito vem fazendo é justamente o contrário, como todos os outros políticos anteriores e até pior vem sendo truculento e desrespeitoso além de irresponsável com a população de Belo Horizonte, com as mães e com as professoras. Uma coisa é tentar tirar uma coisa e outra no processo de negociação, mas a atitude de não negociar de forma alguma revela um autoritarismo sem tamanho, portanto a tendência é que a greve se radicalize cada vez mais e a decepção com essa política podre aumente.

Pela unificação do plano de carreira já!
Fora Kalil e Ângela Dalben!

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