Quinta, 13 Dezembro 2018

Não à destruição dos serviços públicos e ao ataque contra os direitos dos servidores promovido pelo prefeito  João Doria Jr. (PSDB)

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Após aprovar várias leis que servirão para que o prefeito de São Paulo, João Doria Jr, entregue a preço de banana as empresas e a infraestrutura do município aos capitalistas, agora tem como alvo os direitos dos servidores públicos,  com o falso e conhecido argumento de que a Previdência Municipal é deficitária. O prefeito encaminhou à câmara de vereadores um projeto de reforma, o qual taxará ainda mais os salários já defasados dos servidores.

Na tarde desta última quarta-feira, o presidente da câmara, o golpista vereador Milton Leite (DEM), seguindo a ordem do playboy Doria colocou o projeto em votação. Para conter mais esse ataque aos seus direitos os servidores ocuparam o plenário da câmara e as ruas no entorno, e sob a pressão dos servidores, principalmente dos professores, muitos vereadores fugiram do plenário e se refugiaram na sala 211, do mesmo prédio. Para que a Audiência de aprovação da reforma tivesse continuidade, o presidente da câmara usou as forças de repressão do município e do Estado para retirar os manifestantes do plenário e das ruas próximas. A  GCM (Guarda Civil Municipal), depois de atacar os manifestantes a cacetadas, chamou o reforço da tropa de choque do Alckmin que chegou dando tiro de borracha e jogando bomba de gás para dispersar os manifestantes.


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A professora Luciana Xavier foi atingida pelas forças de repressão ainda dentro do plenário da Câmara e  ao chegar no hospital foi constatado que ela teve fratura do nariz. Vários outros professores foram atingidos por cacetadas e balas de borracha.

Mesmo com o plenário esvaziado, o projeto  do relator Caio Miranda (PSB) foi aprovado pela comissão por 5 votos a 3. Segundo o prefeito Doria a reforma previdenciária do município é prioridade para ele e quer que seja aprovada até o dia 7 de Abril. A reforma da Previdência municipal aumentará a contribuição dos servidores de 11% para 14% e ainda prevê cobrança extra para um fundo previdenciário privado.

Os professores municipais de São Paulo, que já têm um dos salários mais baixos do país, junto com os demais funcionários, não podem aceitar mais esse ataque. A classe tem que manter-se unida e mobilizada para, na luta,  poder barrar esse golpe.

Hoje no Brasil os professores são a vanguarda da luta de classes. Há  greves em São Paulo, em  Minas Gerais e em vários outros estados e mais greves poderão estourar a qualquer momento. A greve dos professores e servidores municipais de São Paulo e o ato desse dia 14/03 na Câmara de Vereadores paulista fica como exemplo para as outras categorias. Ontem, no ato, foi possível observar quanto a burocracia sindical tenta controlar os trabalhadores mas ao mesmo tempo ficou claro quanto essa burocracia é fraca pois enquanto os professores invadiam a Câmara tudo que a burocracia pelega pedia era “sem violência, sem violência, sem invasão, sem invasão”. Porém os professores agiram como todos trabalhadores devem agir, passaram por cima da burocracia e invadiram a Câmara, mesmo em meio a várias bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha.

 

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Além dos professores municipais, servidores de outros setores também estão em greve desde o dia 8 de março, como da saúde, da zoonose, do serviço funerário, engenheiros, arquitetos, assistentes sociais, bibliotecários e guardas. Só a luta poderá fazer com que o prefeito recue nos seus ataques contra os servidores. As manifestações dos professores continuaram nos dias seguintes e segundo os servidores o movimento grevista só parará quando o Prefeito recuar com mais esse ataque.

Todo apoio à luta dos professores e servidores municipais de São Paulo!
Fora Doria golpista, vira lata do imperialismo!

 

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