Sábado, 15 Dezembro 2018

veias abertas

A crise capitalista mundial tem forte influência no Brasil e na América Latina. O centro da crise se dá a partir do imperialismo norte americano, onde a taxa de lucros está caindo em todas as grandes empresas. Antes de mais nada temos que abrir um parêntesis: o Brasil e a América Latina estão no planeta Terra, tudo está interligado, mas, infelizmente, muitos analistas têm se esquecido disso.

Com as derrotas do imperialismo no Oriente Médio e com o fortalecimento da China nesta área e na Ásia, em sua aliança com a Rússia através do fortalecimento da Cooperação de Xangai, as contradições têm aumentado entre Estados Unidos, Europa, Turquia e Irã.

Vimos essas contradições refletidas na chamada guerra de tarifas. Tudo isso tem levado a que as grandes empresas que controlam o mundo, que são mais ou menos 30 mil, que estão nas mãos de 28 grupos financeiros, façam um enorme aperto sobre a América Latina para repor as taxas de lucro, nessa região onde a penetração dos chineses é muito menor.

A China ainda não é uma potência mundial porque não é imperialista, mas tem feito de tudo para manter o controle sobre uma parcela maior do mercado mundial. Ela precisa avançar nesse sentido devido à crise brutal em que entrou a partir de 2009 com a contração dos mercados para os quais exportava produtos manufaturados de baixo e médio valor agregado, principalmente os Estados Unidos e a Europa.

Toda essa competição deixou o imperialismo mais enfraquecido, por isso tem reforçado os mecanismos de espoliação da América Latina. Conforme estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o endividamento da América Latina tem aumentado rumo a uma nova edição da crise da dívida dos anos de 1980, só que numa escala muito maior.  

Este importante estudo analisa a questão do Plano Brady dos anos de 1980, lançado pelo secretário do tesouro americano Nicolás Brady, que tinha como objetivo ultrapassar o colapso capitalista mundial de 1974, gerado a partir da crise do petróleo, e promovia uma reestruturação da dívida externa de países latino-americanos.

Neste documento da CEPAL, onde existem mais detalhes técnicos sobre esta questão, a dívida do Brasil começou em 55 bilhões e após a renegociação foi para U$110 bilhões. Aceitou-se até títulos da dívida já vencidos, quase 9 bilhões de dólares, na Bolsa de Nova York.

A crise provoca o crescimento do endividamento

O endividamento externo teria sido, supostamente, contido na década de 2000 em cima dos altos preços das matérias primas que dispararam pela alta da especulação financeira na década passada. Isso levou a uma propaganda do governo Lula de que tinha sido pago a dívida externa. O que não era verdade, a dívida externa não foi paga, ela foi transformada em dívida interna, então, a dívida externa que pagava de 1 a 2% de juros ao ano foi transformada em dívida interna que, descontada a inflação, pagava 8, 9, 10% de juros.

Assim, houve um aumento do endividamento. Basta ver este gráfico apresentado pelo Auditoria Cidadã da Divida:

Orçamento Federal (Fiscal e Seguridade Social) Executado (Pago) em 2017 = R$ 2,483 TRILHÕES

grafic.fw                             Fonte: Senado Federal https://www12.senado.leg.br/orcamento/sigabrasil

O Brasil tinha em dezembro de 2017 um endividamento externo recorde de US$ 550.775.126.164,84 ou seja 550 bilhões, 775 milhões, 126 mil e 164 dólares com 84 cents,

 A dívida interna no mesmo período foi de R$ 5.094.970.665.512,80, quer dizer 5 trilhões, 094 bilhões, 970 milhões, 665 mil e 512 reais com 80 centavos. Só de juros e amortizações foram pagos quase 1 trilhão de reais no ano de 2017. Em 2016 foi mais de 1 trilhão de reais, o que daria mais ou menos 3,1 bilhão de reais por dia.

É uma grande sangria para o país e isso se encontra completamente disfarçado na contabilidade governamental, mas supera de longe os 40% do orçamento federal e é por isso que não há dinheiro para nada.

O grande bolo dedicado ao pagamento da Previdência Social, mostrado no gráfico acima, na verdade é uma grande manipulação que coloca no mesmo saco da Previdência Social o pagamento, por exemplo, da Previdência Rural, que deveria ser coberto por impostos federais como Confins e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) que o governo usa para pagar essa dívida pública.

Portanto, para o próximo período o que se vê é uma nova escalada do endividamento na América Latina. A história como Hegel explicou e Marx aprofundou se desenvolve não de maneira linear, mas em espiral onde a história parece voltar ao mesmo ponto, mas não volta em um círculo fechado, volta em um nível acima e este é o caso da crise atual que vai superar de longe a crise dos anos de 1980.

Na Argentina de Macri, a direita não tem a solução

A situação atual da Argentina já está ilustrando um pouco o que vem pela frente. O governo Macri, que tinha sido colocado como uma espécie de modelo para a América Latina, rapidamente se esgotou mostrando-se completamente fraco.

Sua receita para salvar a Argentina, era, na realidade, para salvar o capital financeiro, no setor mais especulativo, que são os fundos abutres, aqueles que especulam inclusive controlando os juízes nos Estados Unidos, que obrigaram Macri a fazer uma pagamento, logo no início do seu governo a quase 15 bilhões de dólares.

O governo Macri, nos 6 primeiros meses de governo, aplicou uma enorme redução nos subsídios públicos, principalmente tarifaços gigantescos contra o gás, água, transporte público, etc., o que aumentou a pobreza em 1,5 milhões de pessoas numa população de 40 milhões.

Essa política de grandes repasses para a especulação financeira entrou em colapso catastrófico nessas últimas semanas. O dólar se depreciou em 50%, mas na verdade foi de 100% porque em março o dólar estava 20 agora subiu para 40 pesos. Temos aí um endividamento fenomenal e, para segurar a crise, aumentou a taxa de juros para 60%, o que é gigantesco. O déficit fiscal disparou, a dívida pública escalou de 200 bilhões para 360 bilhões e está levando o país a um colapso de porte apocalíptico.

Colocando numa perspectiva mais ampla, há alguma possibilidade de se resolver esse problema? Obviamente que não, a possibilidade é igual a zero porque o grosso do problema não vai ser resolvido pois se relaciona ao enorme aperto contra a Argentina praticado pelo imperialismo, para aumentar o saque financeiro.

Aqui entra um dos componentes que é a guerra comercial dos Estados Unidos com a China, ou seja, há uma política do imperialismo norte americano para tentar conter a penetração da China na América Latina. A visita que Mike Pence, vice presidente dos EUA, fez ao Brasil, vai nesse sentido. Os chineses estão com uma política de expansão de investimentos importantes na região sul da Argentina, principalmente no setor de energia e em vários outros e, como podemos ver até no Brasil, têm comprado todo tipo de empresas.

Essa crise generalizada na América Latina está apresentando como primeiro cadáver a Argentina. O segundo será o Brasil. Esses dois países voltaram a ser colocados no eixo da crise com o objetivo de servirem de modelos a serem aplicados em toda a região, como já aconteceu na década de 1960, a partir do golpe militar de 1964 no Brasil.

Essa é uma política muito contraditória devido à crise geral do imperialismo, principalmente nos Estados Unidos, com a crise brutal do governo Trump, que deixou esse governo paralisado. Trump tentou aplicar uma série de políticas contra os imigrantes no início de seu governo, construiu um muro de separação do México (apesar de que esse já estava praticamente concluído pois um terço de sua extensão é formado por deserto e montanhas, outro terço são grandes barreiras que foram colocadas e outro terço é de monitoração eletrônica), e o nível de deportações desde a época de Obama foi de milhões de pessoas.

De fato, isso foi uma campanha que visava atingir os imigrantes, da mesma forma que Hitler fez com uma campanha contra os judeus, com o objetivo de poder aplicar depois fortes ataques contra os trabalhadores mexicanos.

No México, Lopez Obrador vai seguir a cartilha do “novo” Nafta

Toda essa política de crise, de entreguismo levou a algo “inusitado” no México: a vitória de Lopes Obrador nas eleições para Presidente, realizadas no primeiro semestre deste ano. O que não é uma simples alternância, mas, num certo sentido, significa uma ruptura na política mexicana moderna. Obrador foi do Partido Revolucionário Institucional (PRI) e depois foi do Partido da Revolução Democrática (PRD), que tinha sido roubado de maneira abertamente descarada nas eleições de 2006 e de 2012.

Principalmente em 2012, onde a fraude eleitoral impôs Peña Neto como presidente, agente do imperialismo para entregar o petróleo, aplicar a reforma trabalhista, entregar a educação e o setor elétrico. Isso gerou uma enorme crise. Ele conseguiu aplicar o chamado “Pacto por México” com a cumplicidade de todos os partidos do regime, desde a esquerda até a direita, um entreguismo total ao imperialismo, ao grande capital e contra os trabalhadores mexicanos.

Peña Neto entregou a Petróleos Mexicanos (PEMEX) da mesma maneira grotesca que estão tentando entregar a Petrobrás.  Não conseguiram entregar a educação devido à resistência dos professores. Também não conseguiram entregar o setor elétrico.  

Andrés Manuel Lopes Obrador vinha com uma agenda de confronto às políticas do imperialismo, uma espécie de PT mexicano, mas se sujeitou juntamente com Peña Neto ao governo Trump que impôs ao México um novo Nafta (Acordo de livre comércio da América do Norte).

Esta sujeição serve de exemplo para quem acha que o PT vai chegar ao governo e vai fazer um grande governo para os trabalhadores, o que é ridículo, pois essa região tem dono, o Estado tem dono, que são os Estados Unidos.  Certo que tem aí a manipulação relacionada com as eleições do meio período, legislativas, que vão acontecer nos Estados Unidos agora em novembro, e Trump precisa levantar um pouquinho a sua bola.

Mas a questão é que Lopes Obrador já está se colocando a serviço da continuidade do Nafta, inclusive porque não tem muita escolha, trata-se de um esquema. O que vai fazer? Vai enfrentar os Estados Unidos? Como? Só se mobilizar a população contra todo o saque dos Estados Unidos, contra a exploração, contra o grande capital, mas esses governos não vão fazer isso, então se veem obrigados a se submeter às imposições do imperialismo. 

As Frentes Populares são governos burgueses

Quando Dilma falou “eu fui obrigada a aprovar a lei antiterror porque senão os Estados Unidos iriam nos impor sanções terríveis”, ela dizia a verdade. Se ela não tivesse sancionado a lei, os Estados Unidos, com certeza absoluta, teriam aplicado essas sanções. Mas há duas políticas aqui. A política de fazer acordo com o imperialismo, que é a política de Lula, que é a política de todo esse chamado socialismo do século XXI, o chavismo, e há a política revolucionária que tem que se contrapor à grande força do imperialismo em crise com uma força no mesmo nível, a força da população mobilizada encabeçada pela classe operária, e não com retórica.

Os setores da pequena burguesia, pela sua própria posição de classe não vão mobilizar os trabalhadores porque estão interessados em manter seus próprios privilégios, seus cargos nos aparatos do Estado e até mesmo nos aparatos sindicais.

Então, Dilma está completamente coerente na sua política de classe pequeno burguesa, o PT e Lula também estão coerentes em ir lá e negociar com A, B, C ou D, fazer acordos, manter os lucros dos bancos e dar algumas migalhas para os trabalhadores, bolsa família, bolsa daqui bolsa de lá. O chavismo foi especialista em bolsa, 40% do orçamento estava destinado às bolsas, as chamadas Misiones, programas assistenciais e mais 20% de subsídios.

Só que esses programas sociais não resolveram os problemas, principalmente, por exemplo, quando Chaves nacionalizou 50 grandes empresas comprando-as em cima dos altos preços do petróleo, mas nenhuma delas saiu do papel devido ao burocratismo e também à pressão do imperialismo, devido à grande guerra econômica com a direita, o que é normal porque não é apenas um lado que joga.

O “socialismo” do século XXI

Rafael Correa no Equador, Evo Moralez na Bolívia, Hugo Chaves e depois Maduro na Venezuela encabeçaram essa onda nacionalista pequeno burguesa que teve como principal objetivo conter, dar uma alternativa não revolucionária ao grande movimento de massas que tinha se formado contra as políticas neoliberais em colapso.

Na verdade, esse movimento começa antes na Venezuela, em 1989, com o chamado Caracazo, o grande movimento de massas que surgiu contra essas políticas neoliberais. 

Muitas revoltas aconteceram na América Latina como, por exemplo, a Guerra da Agua[1] e Guerra do Gás[2] na Bolívia, onde um tarifaço no gás fez com que os mineiros, principalmente, de Uyuni, saíssem armados de dinamite e colocassem o presidente neoliberal para correr. Evo Moralez sobe ao governo nessas condições, mas para colocar panos quentes, toma uma série de medidas aparentemente radicais, mas mantém inabaláveis os acordos com o imperialismo.

Rafael Correa, no Equador, fez auditoria da dívida pública em 2007, e Maria Lúcia Fatorelli, que é a principal dirigente do grupo da Auditoria Cidadã da Dívida, participou. O negócio era tão podre que alguma coisa em torno de 70% dos títulos foram renegociados por 30% de seu valor e com esse dinheiro o país conseguiu construir ótimas estradas, investir na saúde, etc.,  e dar uma certa estabilidade ao país, que tinha entrado em colapso durante o governo anterior, em meados da década passada.

Com a crise de 2008, que se aprofundou muito em 2015, o sucessor de Corrêa, Lenin Moreno, adotou uma política abertamente pró-imperialista e contra Rafael Correa, que tinha tentado negociar com o imperialismo devido à crise brutal em que o país se meteu, mas não conseguiu.

Isso é o que o PT, se por um acaso chegar ao governo com Haddad, que é uma espécie de tucano/petista, vai ser obrigado a fazer também porque só se tem duas alternativas diante do aperto que o imperialismo está dando sobre a América Latina: ou enfrenta o imperialismo, e para enfrentar teria que ter uma mobilização de massas que o apoiasse, e o PT não está mobilizando absolutamente nada, nem para fazer firula mais, leva tudo para o Judiciário e vive negociando aqui e ali, ou se submete mesmo fazendo um discurso com verniz de esquerda.

O PT tem medo de mobilizar as massas e ser ultrapassado, tem medo de perder o controle, porque o PT está completamente integrado ao regime.

Na Venezuela, Hugo Chávez e Maduro aparentemente seriam governos muito mais radicais, onde um certo nacionalismo militar até poderia ser considerado, mas o que acontece? Por se tratar de uma burocracia militar, é bastante limitada. Evidente que se fosse para levar para o lado pessoal provavelmente Chaves tivesse as melhores intenções do mundo.  Maduro também é uma pessoa que trafega bem entre os movimentos sociais, muita gente gosta dele, é uma pessoa muito simpática, mais ou menos como Lula, mas não se trata de ser bom ou mau, mas de qual grupos essas pessoas representam e qual política estão aplicando. Todos são elementos ligados à classe média.

Hugo Chávez, por exemplo, foi um grande pagador da dívida externa, ele nunca enfrentou o imperialismo no essencial, as nacionalizações que ele fez nunca foram confiscações e as mobilizações que ele tentou fazer na melhor das boas vontades, nunca saíram do papel porque os conselhos populares que ele criou eram todos burocráticos, controlados por uma burocracia chavista, principalmente desse novo partido, o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) que agrupou praticamente toda a esquerda venezuelana após 2006.

Mas o grande ponto é que essa política está indo para o buraco total, ou seja, não há socialismo pequeno-burguês, ainda mais numa situação de crise, que consiga avançar.

A política imperialista levará a América Latina ao colapso

Então, temos um socialismo pequeno burguês por um lado, e por outro lado bases militares dos Estados Unidos espalhadas por todo lugar. Também, com as agências dos serviços de inteligência muito atuantes tanto com a guerra frontal quanto com a guerra assimétrica, também chamada guerra híbrida ou revolução colorida, que é o mesmo tipo de agressão só que feita de uma maneira simpática. Um que te dá uma punhalada com cara de mau e o outro que te dá uma punhalada com cara de bonzinho, até lhe faz carinho, mas continua lhe dando a mesma punhalada.

Não podemos esquecer que os Estados Unidos têm mais de 800 bases no mundo, das quais sete estão na Colômbia e agora foram abertas mais duas por Macri na Argentina. No Paraguai mais duas, no Chile uma, na Bolívia não tem nenhuma porque Evo Morales colocou para fora. No Equador a base de Manta que Rafael Corrêa tirou em 2008/2009, agora está sendo renegociada por Moreno.

É uma política em que o imperialismo está fazendo o que ele sabe fazer bem, que é aplicar a força e atacar os trabalhadores para salvar o grande capital da crise. Vai continuar montando novas bases militares, dizem que são 25 oficialmente, mas tem mais.

Enfim, a América Latina está indo para um colapso enorme, principalmente se houver um colapso capitalista que seja detonado de algum ponto. Seja a partir da Argentina, seja a partir de algum banco nos Estados Unidos ou na Turquia. E o Brasil e a Argentina estarão na linha de frente.

Os Estados Unidos continuam apertando a região com muita força. O que fazer para enfrentar essa força? Teria que ser pela “positiva”, alguma força no mesmo nível, que só pode ser a força dos trabalhadores organizados nas ruas.

A política do PT é uma política calhorda porque tenta ajudar o imperialismo com a participação em eleições ultra manipuladas com todos os juízes comprados. É como entrar num jogo já sabendo que o juiz e os dois bandeirinhas estão comprados, e você tem de jogar na segunda divisão, porque na primeira, como já se viu, o Lula não pode participar. É um absurdo colocar algum tipo de expectativa nessas eleições golpistas.

Voto nulo contra o circo das eleições golpistas!
Fora o imperialismo da América Latina!
Só a mobilização dos trabalhadores pode enfrentar os ataques do imperialismo!


[1] A guerra da água da Bolívia, também conhecida como guerra da água de Cochabamba, designa uma revolta popular que ocorreu em Cochabamba, a terceira maior cidade do país, entre janeiro e abril de 2000, contra a privatização do sistema municipal de gestão da água, depois que as tarifas cobradas pela empresa Aguas del Tunari (filial do grupo norte-americano Bechtel) dobraram

[2] Durante um mês e meio, de 2 de setembro a 19 de outubro de 2003, a Bolívia sofreu um conflito político de grandes dimensões, que só terminou com a renúncia do Presidente Gonzálo Sànchez de Lozada. Houve a sua substituição, constitucional, pelo Vice-presidente, Carlos Mesa Gisbert, e, nesse processo, destacava-se a promessa deste último de realizar um plebiscito para redefinir a política de exportação do gás e revisar a Lei de Hidrocarburos. Desse modo, múltiplos elementos que convergiram no conflito foram temporariamente aliviados, mas, cabe dizer, eles ainda estão latentes e prontos para emergir de novo, em possíveis futuras crises de imprevisíveis dimensões e conseqüências.

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