Segunda, 20 Agosto 2018

pimencano


No dia 22 de março, em assembleia com mais de dois mil trabalhadores da educação, que estão em greve desde o dia 8 de março, foi informado pela direção do Sindicato que em reunião com a intermediação do Ministério Público o governo se comprometia a cumprir os acordos de reposição escalonada para se chegar ao piso salarial caso não se ferisse a lei de responsabilidade fiscal. Mais uma vez o governo de Fernando Pimentel (PT), o "Pimencano", mostrou que em nada se diferencia dos governos do PSDB, nos períodos de crise vai cada vez mais à direita e mesmo num ano eleitoral em que seria mais susceptível vem mostrando que não está disposto a fazer cumprir a lei do piso salarial nacional dos professores.

A Educação tem demonstrado por anos seguidos que é um dos setores que mais têm lutado contra os ataques dos governos burgueses. Fernando Pimentel (PT) que teve voto e cabos eleitorais entre os educadores tratou de decepcionar desde o início. Afinal Pimentel sempre foi um burguês a serviço dos burgueses.

Pimentel não cumpriu promessas de campanha, como, por exemplo, pagar o Piso Salarial Nacional e investir o mínimo constitucional de 25%.

Pelo contrário, o governo de Fernando Pimentel (PT), parcelou o 13’ salário em 4 vezes; não repassou verbas ao Ipsemg deixando vários trabalhadores sem atendimento médico; não paga férias-prêmio para quem está se aposentando; interrompeu a nomeação dos concursados; iniciou o ano letivo de 2018 após o dia 15 de fevereiro para economizar ainda mais sobre os contratados; dá calote em todas negociações e acordos assinados.

O déficit do governo do estado de MG para com a Educação chegou ao ano de  2016, segundo o DIEESE, a mais R$8,5 bilhões, com enorme crescimento durante o governo Pimentel (PT).

Este é o mesmo governo que esteve ao lado da Samarco no maior crime ambiental do estado de Minas Gerais, que nada fez para impedir a entrega de quatro usinas da Cemig, para o capital privado, pelo governo golpista de Michel Temer.

Os trabalhadores não podem interromper a greve enquanto os acordos não forem cumpridos, enquanto este governo intransigente e mentiroso não garantir e pagar suas dívidas com a Educação.  Qualquer promessa ou negociação para se cumprir no futuro será golpe, por isso não podemos aceitar, mesmo com a intermediação de outros órgãos, a retomada das atividades com promessas ou mais parcelamentos nas reivindicações.

Devem ficar atentos também, no caso de haver eleições no fim do ano, aos candidatos que vão apoiar a reeleição deste governo traidor da categoria e da classe trabalhadora. Não votar neles e não aceitar nenhuma negociação com a direita golpista, porque a única saída é a organização e a luta da classe trabalhadora. Portanto devem ficar atentos aqueles dirigentes sindicais que estão a mais de 10, 20, 30 anos liberados nos sindicatos, sem saber mais o que é trabalhar numa escola sucateada ao extremo por governos, até agora todos de direita, porque estes dirigentes apesar do discurso fantasioso transvestido de esquerda, nos momentos de eleição se lançam candidatos e aproveitam o capital político construído através do aparato sindical para continuar mudando para o lado dos capitalistas. Ainda mais nestas eleições, mais uma vez, se elas acontecerem, se darão em um estado de exceção, onde todos as instituições do estado burguês de opõem com todas as forças contra os trabalhadores.

No dia 4 de abril os trabalhadores farão nova assembleia e devem manter a greve porque ao que tudo indica o governo Pimencano não vai ceder tão fácil, os trabalhadores devem manterem-se firmes e não marcar data para o fim da greve como já se insinuou na última assembleia. Devem construir os comandos de greve regionais, o estado de Minas Gerais é muito grande, organizar juntamente com a comunidade a interrupção de rodovias e ocupação de prédios públicos. As centrais sindicais devem organizar greves nos outros setores do funcionalismo público pois todos estão sofrendo com os cortes do neoliberalismo petista, tucano e outros impostores do capitalismo. Existem escolas em que os estudantes estão se mobilizando em apoio a greve, inclusive ajudando na interrupção de rodovias para mostrar à população o descaso com a Educação, esse é um fator relevante, os trabalhadores devem convidar a juventude e organizar atos em conjunto.

O golpe se derrota na luta

O golpe que os trabalhadores sofrem hoje é um produto da evolução política da etapa anterior, inclusive, e principalmente dos governos do PT, por exemplo, quem aprovou no Brasil a Lei das Organizações Criminosas que é praticamente a mãe da Lava Jato? A Lei Antiterror? Quem barrou a Auditoria da Dívida Pública? Quem fez todo o tipo de negociata com a direita? Dilma, Lula, o PT. O golpe germinou bem antes do impeachment de Dilma. Então o que está acontecendo é consequência direta da política de conciliação de classes que se baseava em manter privilégios para a cúpula da burocracia estatal e da própria Frente Popular em acordos com o imperialismo e mantendo aqueles que já tinham sido impostos, enquanto deixava algumas migalhas para a população pobre. O Brasil tem tantas desigualdades sociais, piores que países como a Índia, que as migalhas dadas pelo Bolsa Família, Fies e outros fizeram uma grande diferença porque para um morto de fome receber 80 reais já é muita coisa.

A frente popular é uma política de conciliação de classes que no momento atual se encontra em uma etapa final, moribunda, e os seus representantes têm que ir muito mais à direita e aumenta a traição sobre os trabalhadores. Tanto é assim que os trabalhadores estão sofrendo enormes ataques e as centrais sindicais, principalmente a CUT e a maioria dos Sindicatos que seguem a política da frente popular, o PT e demais partidos que fazem parte dela, não estão mobilizando praticamente nada, assim passou a reforma trabalhista, a PEC 55, a PLS 257, a intervenção militar no Rio de Janeiro. Não fizeram absolutamente nada porque o negócio deles são as eleições, os cargos no Estado, manter os privilégios. Com a perda de muitas prefeituras nas últimas  eleições o PT começou a entrar em crise e com a pressão da direita essa crise fica ainda maior, e ainda há a pressão do lado da esquerda, que é uma série de greves que começam  a acontecer, mesmo sendo greve parciais e todas traídas pelas suas direções mas que revela que há uma pressão das massas no sentido de resistir.

A burocracia está numa política calhorda de entregar todas as greves porque ela está integrada, em escala mundial, ao regime capitalista, ela só pensa em cargos e eleição, foi assim com a recente greve dos Correios e algumas outras. No caso do PT estão muito preocupados em manter mesmo a existência do partido que poderia significar um enfraquecimento da burocracia centrista principalmente àquela ligada à frente popular. Então todos estes burocratas estão tentando salvar seus privilégios, manter suas liberações nos Sindicatos e cargos nos aparatos do Estado. Isso explica em boa medida a posição do governador Fernando Pimentel (PT), dos deputados do seu partido e da grande maioria da burocracia sindical.

A Educação em todo o país começou a se mobilizar diante dos enormes ataques, temos que unificar todas as lutas rumo a construção de uma verdadeira greve geral para derrotar todos os golpes contra os trabalhadores.

Nenhuma confiança em Pimentel.
Manter a greve até a vitória!
Nenhum acordo com os golpistas!

Nacional

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