Quarta, 21 Novembro 2018

greveeducaçao

No dia 8 de março, dia internacional da mulher, foi realizada uma grande assembleia dos trabalhadores da educação de Minas Gerais, em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Mesmo antes de iniciada a assembleia com a intervenção de algumas companheiras de movimentos feministas diferentes, os trabalhadores, na sua grande maioria mulheres já ensaiavam o grito de greve, greve, greve.

Depois que o Sindicato passou os informes das reuniões com o governador Fernando Pimentel (PT), não houve dúvidas quanto à necessidade da greve. A educação é um dos setores mais atacados devido em primeiro lugar a crise financeira mundial e pela postura dos governos, mesmo os mais à esquerda de fazerem a opção pelo neoliberalismo como forma de manter recuperar a taxa de lucros dos grandes capitalistas. No caso de Minas Gerais, um governo petista plenamente integrado ao golpe contra os trabalhadores.

Fernando Pimentel (PT) não cumpriu nenhum dos acordos feitos com a educação desde que tomou posse em janeiro de 2015, agora mesmo em ano eleitoral, vem descumprindo desavergonhadamente documentos assinados em conjunto com o Sindicato. A começar por não pagar o piso nacional da educação que foi para 2.455,35 em 2018, como havia prometido. O pagamento do reajuste retroativo à 2016, a diferença, que havia prometido pagar em 5 parcelas o governo fez uma proposta na reunião do dia 08 de março, fazê-lo em 8 parcelas, ou seja, o governado piora a proposta em relação a pagar as faturas trabalhadores da educação. Também mandou numa mesma “cartinha” aos educadores, que a dívida com os hospitais e clínicas que atendem aos servidores, que aliás, muitos não estão nem atendendo mais, vai ser paga até julho. O governador não cumpriu a lei de investir os 25% na Educação em nenhum dos anos anteriores. Por fim não se dispõe a dar qualquer reajuste para os servidores da Educação.

As intervenções dos trabalhadores foram no sentido de que deve radicalizar a luta, fazendo ocupações e interrupção de vias públicas, visto que as últimas greves feitas de maneira muito pacífica não deram os resultados desejados. Diversas intervenções também frisaram que a Educação foi o setor que elegeu o atual governador e nem por isso poderá aceitar o desrespeito com vem sendo tratados, que ninguém ali estaria fazendo uma crítica pela direita, pelo contrário, o governador é que, desde o início vem se posicionando ao lado dos capitalistas, como foi no caso do crime da Samarco e Vale na destruição do Rio Doce e de grande parte do território mineiro.

As estratégias da luta passam além da paralisação, ocupações e passeatas, por fazer atos nas regionais chamando e esclarecendo a comunidade que a luta pela Educação é uma luta de todos. Os educadores têm uma ampla pauta que passa por melhorias na infraestrutura das escolas, como melhores bibliotecas, banheiros, material didático etc. Tudo isso está sendo emperrado porque os governos, tantos os de direita como os de “esquerda”, preferem irrigar os recursos para o pagamento da hipercorrupta dívida pública aos grandes banqueiros, cerca de 44% do que é arrecadado vai para a amortização de juros de uma dívida que já foi paga diversas vezes. Esta é uma opção política e temos que perguntar quem será capaz de romper com esquema de corrupção legalizada.

Dia 15 de março, os educadores voltam a fazer nova assembleia para avaliar as atividades e reforçara a mobilização.

É hora de organizar os comitês em defesa da educação nos bairros e nas cidades junto com a comunidade!
Nenhum acordo com este governador que não cumpre nada! Nenhum acordo com a direita!
Eleição de representantes de todos os seguimentos das escolas para integrar um comando de greve!

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