Domingo, 16 Dezembro 2018

desemprego2

De acordo com os últimos dados liberados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o desemprego teria sido reduzido para pouco menos de 13% da mão de obra.

O número de trabalhadores ocupados seria de 90,8 milhões, com e sem carteira de trabalho assinada. O número total de desempregados seria de aproximadamente 14 milhões de pessoas.

Como nas ultra manipuladas estatísticas somente são consideradas as pessoas que estão efetivamente procurando trabalho, o número de desempregados adicionais seria de 3,3 milhões adicionais por causa daqueles que teriam voltado à procura de uma vaga.

Os salários teriam caído 3,3% em um ano somando um volume total de R$ 175,6 bilhões.

O aprofundamento da crise capitalista tem aumentado a pressão sobre as famílias operárias, jogando no mercado de trabalho jovens e idosos. Desta maneira, aumenta a pressão sobre os trabalhadores empregados e sobre a qualidade das vagas, levando ao aumento do trabalho precarizado. O número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou em 3,5%, em relação a fevereiro, em 314 mil, para um total de 22,9 milhões.

A recessão industrial tem atingido em cheio a economia brasileira, em níveis dramáticos. E continua avançando de maneira cada vez mais acelerada. O número de demissões, em relação ao ano passado, foi de 10 milhões de operários com carteira assinada nos últimos seis anos. Isso sem contar as demissões de terceirizados dos quais não foram apresentados dados, mas é óbvio que os números são gigantescos.

DESEMPREGO REAL DE 40%

A população total do Brasil é de aproximadamente 204 milhões de pessoas. A População Economicamente Ativa (PEA) está estimada, de acordo com as estatísticas oficiais do IBGE, em, aproximadamente, 103 milhões de pessoas. Se considerarmos as pessoas entre 14 e 65 anos, o número passa para, aproximadamente, 128 milhões.

Existem em torno de 11,5 milhões de pessoas não incorporadas ao mercado de trabalho: a população carcerária (superior a 500.000 pessoas, recorde mundial em crescimento), os incapacitados para o trabalho (em torno de sete milhões) e os dependentes nas famílias com rendimentos acima de 20 salários mínimos (estimamos em quatro milhões de pessoas, considerando dois dependentes para cada uma das dois milhões de pessoas que têm esses ingressos). Se desconsiderarmos, ainda, os, aproximadamente, três milhões de pessoas que estão na faixa de 10 a 14 anos e entre 65 e 70 anos, que estão trabalhando, concluímos que, pelo menos, 117,5 milhões de pessoas compõem a PEA real, 16,5 milhões de pessoas a mais do que as manipulações estatísticas oficiais do IBGE consideram.

Os trabalhadores com carteira assinada somam hoje apenas 34,4 milhões, ou 40,2% da PEA, dos quais, pelo menos, 10,5 milhões são terceirizados de acordo com a pesquisa setorial divulgada pelo Sindeprestem e pela Asserttem.

Segundo os dados do programa Bolsa Família existem pelo menos 16 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema.

Mais de 110 milhões de pessoas vivem com menos de um salário mínimo. E, para estatísticas oficiais, a maioria da população brasileira nem sequer existe.

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