Domingo, 16 Dezembro 2018

(18/07/2017)

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A crise capitalista mundial é gigantesca, brutal. A economia não sai do chão e não consegue mais extrair lucros da produção.

Para o grande capital, para as 157 famílias que dominam o mundo,  só existe uma receita real para se salvarem da crise – a que sempre foi aplicada desde 1847, desde a primeira grande crise capitalista geral: a destruição das forças produtivas. Estão aplicando essa política de maneira acelerada, não produzem, rebaixam os salários, só produzem armas, especulam de maneira brutal no mercado financeiro, etc. Isso tudo representa a destruição de forças produtivas, mas para o grande capital, apenas essas medidas não estão sendo suficientes. Eles precisam, nesse momento, criar uma grande guerra mundial para poder, em cima de uma grande destruição, fazer girar a economia durante certo período por meio do esforço de reconstrução. Essa é uma das leis fundamentais do capitalismo que somente pode levar a uma grande guerra com uma grande destruição.

O Brasil se encontra na linha de frente da crise capitalista mundial. Os norte-americanos dominam o Brasil e a América Latina e querem colocar o Brasil para repetir a história de 1964, ou seja, fazer do país uma espécie de “laboratório”, a partir de onde implantariam, novamente, outras ditaduras ferozes na América Latina inteira.

Está colocado para o próximo período, obviamente de uma maneira não linear, o que seria a terceira etapa do golpe, que implica num golpe de cunho burocrático policial, por fora do parlamento. Um golpe de tipo bonapartista, com ou sem o Exército. A evolução da situação política se dará, nesse sentido, seja por uma via institucional ou por uma via não institucional.

As delações da JBS, que aconteceram no início do mês de maio, impuseram um grande golpe contra o regime político brasileiro atual. O que vier de agora em diante, seja Michel Temer, seja Rodrigo Maia, será um governo de enorme crise. Para superar essa convulsão, momentaneamente, só por meio da terceira etapa do golpe ou pela revolução proletária. Esta poderá ser contida por meio da contrarrevolução aberta ou por meio de um regime nacionalista, ou de uma frente popular.

A terceira etapa do golpe somente pode conduzir, inclusive em escala mundial, para uma ditadura muito mais dura, de militarização da sociedade, rumo a uma guerra mundial (generalizada) ou, pelo menos, de grandes proporções. Implicaria em militarizar a economia, em transformar todos os trabalhadores em soldados. As armas são produzidas para serem usadas, o que somente pode acontecer por meio de uma guerra de grandes proporções.

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