Quarta, 16 Janeiro 2019

Por  Antonio  Fernando 

lutadoscorreios222

1- O primeiro passo que os trabalhadores devem tomar como prioridade é lutar para manter todos os seus direitos que foram conquistados através de uma longa jornada de lutas contra um gigante, como é o aparelho de uma Empresa como a ECT;

2- Ao longo de um período nevrálgico que a Empresa viveu no período dos governos FHC, onde já se colocava que a ECT deveria ter capital misto, para poder gerar seus próprios recursos e destinar 50% dos lucros para a União. Assim, abriu-se o caminho para uma infinidade de agências franqueadas, em que grande parte da lucratividade fica na mão de especuladores ligados à políticos. Ao invés de aumentar a riqueza da ECT, as agências franqueadas deixam a mesma em situação totalmente sucateada.

Hoje esse mercado de franquias pode estar com os dias contados, devendo ser abocanhado pelo mercado especulativo internacional devido à crise financeira mundial, em especial nos Estados Unidos;

3- Nesse momento, a necessidade imediata de todos os trabalhadores é encarar a situação de terra arrasada, pois os especuladores que foram introduzidos para administrar a Empresa, como é o caso de Paulo Guedes, ligados diretamente ao mercado especulativo financeiro internacional, deixam claro que irão arrancar o sangue do trabalhador até a última gota.

Para estes vai ser como estar numa festa no parque de diversões, onde quem administra o caixa é o dono e quem gira a roda é o peão;

4- Para não dizer que a coisa vai ficar ainda pior, na reunião que aconteceu no dia 5.12 em Brasília, na FENTECT, deu para notar que a Diretoria já se encontra em ritmo de férias e que, se o trabalhador achar que é necessário lutar, ele que vá se manifestar.

Porque para a direção da FENTECT(Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios Telégrafos e Similares) quem não se mobiliza são os trabalhadores, por isso tem que se seguir a vontade da maioria da categoria;

5- Os ecetistas não devem esperar que os ataques não aconteçam, porque os generais têm como certo que a categoria não terá capacidade de resistir porque a burocracia sindical se encontra totalmente inerte.

Mas há um ligeiro engano que eles não se apercebem: é que a classe ecetista é uma classe a nível nacional e que já se ergueu de várias traições tanto pelo lado da direção da Empresa, quanto pelas direções entreguistas e vendidas do movimento sindical.

Nos últimos acordos e campanhas salariais os ecetistas se opuseram com muita energia aos ataques patronais e, se não fosse pela traição da burocracia sindical, a categoria como um todo não teria entregue o fígado para seus inimigos, que são os patrões e os dirigentes traidores do movimento sindical.

6- Se os generais que se dizem amigos dos trabalhadores e afirmam que a empresa não será entregue aos abutres do mercado financeiro imperialista quiserem realmente saldar essa dívida com a categoria devem imediatamente:

a – Fazer a abertura dos livros contábeis (com ampla exposição pública);

b - Acabar com as terceirizações;

c – Reestatizar as agências franqueadas;

d - Estatizar todos os serviços postais;

f - Contratar imediatamente pelo menos 120 mil trabalhadores concursados.

7- Dada a circunstância da atual conjuntura política, em que as medidas ditadas pelo governo de Jair Bolsonaro atacam os sindicatos colocando os agentes do imperialismo, o ‘golpista’ Sérgio Moro e o “Chicago Boy” Paulo Guedes, como responsáveis por fiscalizar e controlar as relações trabalhistas, uma vez que o Ministério do Trabalho será extinto, os ecetistas devem levantar as seguintes palavras de ordem:

Fora Bolsonaro e o Golpe Militar!
Por um Congresso (emergencial) dos trabalhadores dos Correios (em São Paulo e aberto a todos os trabalhadores) e que seja realizado ainda neste mês de dezembro!
Por um plano de lutas amplamente discutido pelos trabalhadores!
Não à privatização!
Fim das terceirizações!

Gazeta Revolucionária [pdf]