Sábado, 15 Dezembro 2018

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Da mesma maneira que destruíram a economia do Chile, na ditadura de Augusto Pinochet, o Sr. Paulo Guedes já declarou para que veio. Como superministro, disse que as prioridades são acabar com a previdência social e com todos os direitos trabalhistas, e entregar aos especuladores financeiros os Correios, a Petrobras, o setor elétrico, a educação e a saúde pública e tudo o mais que aferir cifras econômicas extraídas dos trabalhadores.

As divergências que os generais colocam com o obsceno ataque de senhor Paulo Guedes, não mudam o ataque essencial que querem imputar aos trabalhadores dos setores públicos. Ainda mais, que toda a equipe da escola de Chicago não aceitará ser contrariada nem que para isso tenha que isolar o nacionalismo de meia dúzia de militares.

 Esses ataques atingem toda população e em especial os funcionários públicos. No caso dos companheiros dos Correios, é urgente levantar uma pauta de luta passando por cima inclusive das questões relacionadas com a burocracia que hoje leva os trabalhadores à paralisia momentânea.

Para que a situação se transforme num gigantesco viés de luta é necessário que todos os trabalhadores se organizem em uma luta unificada.

Nos Correios, o sucateamento da empresa, para justificar a privatização, se combina com as terceirizações, com o fechamento de agências e com as franquias foram colocadas para ampliar a mão de obra não efetiva da empresa.

O PT, quando adveio para dentro da direção da ECT, ao invés de barrar esta situação, deixou o desmando continuar e ainda aumentou a situação degradante de todos os trabalhadores, que vendo a barganha sendo oficializada pelos cargos doados aos sindicalistas que receberam votos da categoria para que a situação de penúria fosse invertida, tiveram a sua projeção de ataques ser ainda mais acelerada.

Exemplos não faltaram para aumentar a crise para os trabalhadores ecetistas como, por exemplo, o plano de saúde que sem um debate aberto com todos os trabalhadores foi alterado deixando milhares de trabalhadores à mercê da sorte. O plano de complementação da aposentadoria da mesma forma foi alterado à revelia dos trabalhadores que tiveram que engolir que seus representantes legais aprovaram um reajuste contra toda uma categoria.

Para que essa situação seja revertida a favor dos trabalhadores ecetistas, é necessário que essa burocracia, que se instalou dentro das nossas organizações, seja superada de uma vez por todas por uma nova direção formada por ativistas de luta.

Os ecetistas não tem nenhum minuto mais a esperar, pois, se deixarem o novo governo escalpelará um a um. Precisamos, imediatamente, chamar um CONREP Emergencial Ampliado para toda a categoria NO PRÓXIMO MÊS DE DEZEMBRO e que seja realizado em São Paulo.

 Os Correios como são uma empresa de grande porte e sua categoria abrange o território nacional, podem colocar a burocracia, se esta vier a se recusar a atuar a favor dos trabalhadores, num limbo ainda maior do que já estão.

Inclusive, por conta de que o novo governo já diz que formará um secretariado somente para as privatizações, portanto, é dever da burocracia se portar de maneira a não abandonar a luta dos trabalhadores ecetistas.

As palavras de ordem que os trabalhadores devem aprovar nesse CONREP Emergencial Ampliado:

FORA BOLSONARO E OS GENERAIS!
FORA PAULO GUEDES E O IMPERIALISMO!
NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES!
FIM DAS TERCEIRIZAÇÕES!

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