Sábado, 15 Dezembro 2018

Por um CONREP Ampliado de Emergência para impulsionar a luta contra a privatização e os ataques de Bolsonaro/Paulo Guedes

 

Por Antônio Fernando

correiobase

 

Os generais foram colocados nas empresas estatais para tomarem medidas repressivas contra os trabalhadores, se necessário, e sem nenhuma hesitação. O exemplo dos Correios é significativo e retoma uma prática que não é nova. Durante a ditadura, a empresa já foi comandada por um coronel. E o regime era duro. Não tinha sindicato e o peso que o carteiro tinha que carregar era exorbitante.

Hoje, após pouco mais de uma semana das eleições, há um clima de disputa muito acirrada entre os dois polos que estão dando apoio a Bolsonaro: de um lado está a figura do megaempresário e especulador financeiro Paulo Guedes, o Chicago Boy, e do outro, os generais, que não são a favor de entregar as estatais em sua totalidade.

Estes têm a intenção de fatiá-las para alcançar o seu principal objetivo, que é controlar a máquina estatal e impor que a rentabilidade passe pelo crivo dos militares mesmo que, para isso, seja preciso militarizar os próprios trabalhadores.

 

Abaixo a ditadura nos Correios

É necessário que os trabalhadores se comuniquem com quem já vivenciou o período do regime militar, que perdurou nas décadas de 1970 e 1980 e que na empresa dos Correios foi mais intenso até o ano de 1985. Mas naquele período essa tropa de choque do imperialismo não queria impor uma entrega total das empresas como está colocado nos dias atuais.

A questão é que, como a taxa de lucros dos capitalistas está totalmente deteriorada, estes não medirão nenhum esforço para recuperá-la, nem que para que isso seja possível, tenham de matar suas próprias mães. Essa é a selvageria do capitalismo que se encontra numa situação de total decadência.

Não se deve ter nenhuma ilusão de que as reformas contra os trabalhadores não serão colocadas no regime ditatorial de Bolsonaro. Temos que ter em mente que essas reformas serão até ampliadas, possibilitadas pelas leis que o próprio PT aprovou enquanto governo como, por exemplo, a lei Antiterrorista.

Utilizando a legislação atual, o novo governo irá apertar o cerco contra as organizações dos trabalhadores. Organizações, estas, que deveriam lutar para barrar esses ataques que estão colocados e que já estão em andamento.

Resistir aos ataques do governo Bolsonaro/Paulo Guedes

Na empresa, os constantes ataques que já vêm sendo colocados nos últimos dez anos, como as terceirizações em massa, se transformarão nesse governo pró imperialista em demissões em massa. Ou então, resultarão no aumento da jornada de trabalho, com redução de salários, além de serem retirados todos os seus direitos de benefícios como, por exemplo, vale transporte, auxílio saúde e auxílio creche, entre outros.

Os direitos trabalhistas, conquistados através de grandes lutas, poderão ser retirados de maneira abrupta e sem que nenhuma reação possa ser colocada em prática, pois a repressão das baionetas pode ser utilizada contra os trabalhadores a qualquer momento.

Nesse momento, precisamos urgentemente agrupar os ativistas sérios, para mobilizar as bases sindicais para que estas pressionem as duas Federações dos Correios, fazendo com que estas chamem um CONREP (Conselho de Representantes) ampliado, imediatamente. Esse CONREP deve ter como objetivo central elaborar um plano de lutas nacional contra a privatização da empresa e contra a retirada de nossos direitos

Gazeta Revolucionária [pdf]

 gr19 capa

Números Anteriores


AcordaTI 01capa  


 Acorda Vargem Grande 0 capa


Acorda Educador 0 capa