Domingo, 22 Abril 2018

Global Economy (17)

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vivamus quis nisl magna. Duis ultricies fringilla tellus et malesuada. Fusce id justo id erat pellentesque cursus. Sed dignissim urna quis arcu dictum quis venenatis orci bibendum. Phasellus sollicitudin urna nec dolor consequat et volutpat ante ullamcorper.

putin lula

Uma coisa interessante é que o bombardeio da Síria pelos Estados Unidos, França e Reino Unido foi quase que uma operação em acordo com os russos e, até certo ponto, com o Irã. Houveram uma série de contatos, principalmente do primeiro ministro francês Edouard Philippe com Vladimir Putin, que era anunciado um jogo de cartas marcadas, de que haveria esse bombardeio. O próprio Donald Trump já tinha anunciado isso pelo Twitter. Tanto assim foi que o governo sírio deslocou aviões e os principais equipamentos militares para regiões controladas pelos russos,   onde existem poderosos sistemas antimísseis chamados S-45. Não houve nenhuma perda nesse bombardeio.

Os bombardeios foram efetuados em três centros de pesquisa onde supostamente estariam sendo desenvolvidas armas biológicas. Um localizado perto de Damasco e os outros dois perto da cidade de Homs a noroeste de Damasco. Não houveram mortes. O que chama a atenção é que, primeiro, esse bombardeio aconteceu na noite do dia anterior em que os inspetores da ONU relacionados às armas químicas iriam investigar na Síria. Em segundo lugar, não houve a aprovação das Nações Unidas. Ou seja, foi uma ação unilateral dos Estados Unidos, França e Inglaterra.

No caso dos europeus não houve a aprovação do parlamento europeu, nem do parlamento francês, nem do parlamento britânico. Não houve nenhuma comprovação de que realmente tenha ocorrido um ataque com armas químicas pelo governo sírio. Nós temos aí uma operação que poderia ser chamada de "mentirinha".

Agora, quais são os interesses que estão em jogo? Em primeiro lugar, no caso dos Estados Unidos, França e Inglaterra trouxe uma situação de muita crise. Nos Estados Unidos temos que Donald Trump já não é mais o governo. Ele é uma figura para "inglês ver", uma espécie de rainha da Inglaterra. Quem governa é o Hawk americano, a extrema direita. Temos agora na CIA Mike Pompeo, ex-ministro da defesa, temos John Bolton que é o conselheiro de segurança nacional e temos vários outros elementos que passaram a controlar o governo. Basicamente é uma troca de generais e alguns elementos da extrema direita, onde Donald Trump e os seus colaboradores próximos foram sendo demitidos e substituídos por outras pessoas, umas após outras. A grande demissão, tirando essa de Rex Tillerson que era o secretário de Estado substituído por Mike Pompeo, foi a de Steve Bannon que foi o grande ideólogo da campanha de Donald Trump e que viabilizou sua vitória nas eleições passadas.

Como a extrema direita impõe a guerra contra o Irã, que é uma saída de força, apesar de que esta tem levado à derrotas catastróficas, o governo Donald Trump precisava fazer um figurino. No caso da França a mesma coisa, precisavam desviar a atenção dos problemas sociais gerados com a reforma trabalhista que, apesar de ter sido passada por decreto e apesar também do governo ter maioria no congresso e não ter aprovado a reforma por meio do parlamento, há uma crise brutal no país. Na Inglaterra a crise é ainda maior com toda a questão do Brexit, etc.

Se adicionarmos a isso o aumento das contradições interimperialistas, entre o imperialismo norte americano e o europeu, fica muito claro que se tratou de um jogo de cena. Importante notar que os russos também fizeram parte do jogo de cena. Putin sabia que o bombardeio ia acontecer e os sírios também e não tomaram nenhuma medida.

Um fato muito interessante é que os sírios conseguiram por meio de um sistema antimísseis antigo, S-120 e S-200 russos derrubaram mais de 70 mísseis dos mais de 103 lançados. Os russos prometeram que vão mandar como auxílio os S-300 que já tinham sido comprados em 2008 mas que não tinham sido entregues por conta das sanções das Nações Unidas contra o governo de Al-Assad.

O que tudo isso significa principalmente em relação à esquerda? Significa em primeiro lugar que a esquerda se encontra numa etapa de decadência tão grande que ou ela fica totalmente à reboque da política entreguista de Frente Popular, de conciliação de classes como se vê claramente no Brasil em cima da prisão de Lula, ou ela adota uma posição totalmente confusa. Se coloca totalmente à reboque da política de conciliação de classes da frente popular, ou acaba adotando uma política igual, mas disfarçada, de apoio ao mal menos pior.

Aqui temos duas campanhas que precisam ser claramente definidas. A campanha de que Lula tem de ser defendido é totalmente correta. Lula tem de ser defendido da extrema direita e do imperialismo mas, conforme os mestres do marxismo têm dito, precisam ser denunciadas todas e cada uma das suas capitulações. Lula precisa ser denunciado como um promotor da política de conciliação de classes e como quem está encabeçando a canalização do movimento de massas, do movimento operário, para uma via eleitoral falida.

Num país dominado por um golpe de Estado, que evoluiu de um golpe parlamentar para um golpe de Estado do Judiciário e que está evoluindo rapidamente para um golpe de Estado encabeçado pelos militares, Lula não pode ser defendido sem denunciar isso, às cegas, é um absurdo. Ele tem de ser defendido e ao mesmo tempo tem que ser denunciado as traições ao movimento de massas.

Da mesma maneira deve ser esclarecida a situação da Síria aos movimentos de massas. Essa deve ser defendida contra os ataques do imperialismo? Perfeitamente, tem de ser defendida sim, mas ao mesmo tempo deve ser esclarecido que a política dos russos, em primeiro lugar, do Irã e da China não é a favor, como alguns da esquerda falam, do movimento operário nem nada parecido. Eles têm contradições com o imperialismo e representam setores menores da burguesia.

Precisa esclarecer que, nesse momento, os russos e os chineses encabeçam uma política que tem como objetivo realocar os dois países no mercado especulativo mundial com o controle bonapartista de Putin e de Xi Jinping. Não se trata de serem anti imperialistas . Eles fazem parte das burguesias regionais que têm contradições com o imperialismo. Então, o apoio a esse nacionalismo burguês ultra decadente da mesma maneira que o apoio às frentes populares ultra decadentes tem de ser contextualizado nesse sentido. Um apoio mas hiper condicionado, denunciando todos os podres.

O governo de Al-Assad é uma coisa parecida. É um nacionalismo burguês de quinta categoria, de decadência total. Tudo bem que ali as mulheres não são obrigadas a usar burka, têm direitos, etc., mas o ponto é que se trata da segunda onda de governos nacionalistas árabes que, a partir da crise da década passada, principalmente a partir de 2008, aceleraram muito a aplicação da política neoliberal contra as massas. Ou seja, se trata de um nacionalismo burguês decadente. Não se dá uma carta branca a esse nacionalismo. Precisa apoiá-lo estritamente no que ele se opõe ao imperialismo e esse apoio precisa ser condicionado a uma denúncia da política reacionária e contra as massas que ele aplicam.

Putin não está na Síria para defender a população, tanto assim é que tem acordos com Deus e o diabo. Tem acordo com Netanyahu de Israel  para bombardearem alguns lugares na Síria, embora, neste momento tenham colocado alguns entraves. Busca acordos com o imperialismo. Tem acordos com a Turquia. O problema é que ele é um capitalista que busca salvar os próprios lucros no Oriente Médio, em torno da guerra do gás, que temos explicado bastante, e também do comércio de armas.

Todo apoio a qualquer setor da burguesia, mesmo que seja a ala esquerda, tem de estar condicionado a uma política de independência da classe operária e em nenhum momento esse apoio pode ser dado com cheque em branco. Os ataques contra Lula, contra o PT, contra toda a esquerda precisam ser denunciados sem dúvida. Da mesma maneira precisam ser denunciadas todas e cada uma das capitulações do próprio Lula e do governo do PT que está levando o que restou do movimento de massas anterior - porque o atual movimento tende a ser ultrapassado - para o buraco, para uma via eleitoral, para eleições hiper controladas e convocadas dentro de um contexto golpista, onde o imperialismo pretende colocar um governo muito mais duro contra os trabalhadores.

Isso precisa ser denunciado em primeiríssimo lugar e, no caso da Síria a mesma coisa. Contra o imperialismo mas contra todos os conchavos que esses pseudo nacionalistas fazem com o imperialismo, sejam os chineses, sejam russos ou sejam sírios.


Por uma política operária revolucionária!
Contra o imperialismo!
Pela construção de partidos operários marxistas!

As guerras híbridas

Domingo, 15 Abril 2018 00:00

hibrid

Trata-se de um método imperialista para atacar os países sem a necessidade de intervir diretamente insuflando o descontentamento nos povos e o desejo de derrubar seus governos. São as chamadas guerras híbridas, ou guerras coloridas. Estas foram primeiramente elaboradas por políticos importantíssimos dos Estados Unidos, como por exemplo, o ex todo-poderoso Secretário de Estado Henry Kissinger e, principalmente, pelo assessor de Segurança Nacional de vários governos norte-americanos, muito famoso nos governos de Ronald Reagan, Zbignieb Berzinski.

Isso é o que está acontecendo no Brasil. O governo do PT, encabeçado por Dilma Rousseff, foi retirado pela incapacidade de manter o grau de espoliação que o imperialismo impõe e que requer ataques muito grandes contra a classe trabalhadora. Esses ataques passariam pela retirada, por exemplo, de todos os direitos sociais, todos os direitos trabalhistas e por acabar com a aposentadoria. Não se trata de retirar um ou outro direito mas sim de retirar todos os direitos. Fim das férias, fim da aposentadoria, fim das horas extras, fim da CLT, fim do descanso semanal remunerado, fim de absolutamente tudo.

O próprio governo de direita de Michel Temer não está conseguindo isso e, por esse motivo, ele também se encontra sob ataque da mesma maneira que, parcialmente por enquanto, está acontecendo também com o PSDB. O imperialismo precisa desses ataques por conta da queda da taxa de lucros e ainda precisa conter o inevitável ascenso do movimento de massas.

A aposta do imperialismo não é pelos mecanismos parlamentares mas pelos mecanismos extra parlamentares que, conforme ficou claro ultimamente, tem uma forte participação, inclusive, dos militares envolvidos. Basicamente esse mecanismo passa pela imposição de ditaduras de cunho bonapartista, ditaduras policiais burocráticas, que acabam destruindo as poucas liberdades individuais que ainda existem e que acabam colocando os militares em um papel de primeira ordem.

No Brasil, essa política ficou ainda mais clara com a intervenção militar no Rio de Janeiro. Ficou também muito claro com as declarações do general Vilas Boas, o comandante geral do Exército, que supostamente seria um general muito democrático, que deixou claro que ou Lula era condenado ou os militares tomariam uma ação. Têm sido várias as intervenções públicas que demonstram o papel dos militares e a evolução da situação política rumo a uma nova reedição do golpe militar de 1964. Só não vê quem não quer ou quem se encontra envolvido até o tutano no emaranhado do regime burguês hiper decadente.

A crise da direita tradicional

Domingo, 15 Abril 2018 00:00

tradicional

A direita tradicional passou a ser colocada pelo imperialismo na mesma situação que a esquerda burguesa porque não consegue impor contra as massas os ataques que o grande capital precisa para estabilizar a taxa de lucros. Por esse motivo, o imperialismo também está atacando o governo Temer no Brasil. Está atacando o governo encabeçado por Maurício Macri na Argentina. Depôs um presidente bastante de direita no Peru, Pedro Pablo Kuzcinski , que tinha sido ministro de Economia nos últimos governos.

Por que o imperialismo está aplicando essa política? Por que o imperialismo está correndo risco de desestabilizar a América Latina inteira o que poderia acelerar as tendências revolucionárias? Simplesmente porque não tem outra alternativa. Não se trata de um problema moral. Se trata de que precisa salvar os lucros.

A Operação Lava Jato no Brasil não é uma operação de um juiz maluco chamado Sérgio Moro. Ele não é nenhum maluco e além disso, é juiz de primeira instância que faz parte das engrenagens golpistas. A própria Operação Lava Jato é produto de um movimento do imperialismo que foi colocado em marcha a partir de 2014, justamente quando a crise capitalista voltou a acelerar em escala mundial, por meio de informações que somente podem ter origem na NSA (National Security Agency, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos). Começou a partir de informações vazadas de e-mails da Petrobras e da Odebrecht. Quem conhece um pouco de tecnologia sabe que essas informações têm um alto nível de criptografia e de confidencialidade. Somente por meio de mecanismos como os que a NSA usa poderia ter havido o vazamento dessas informações que foram disponibilizados para o juiz Sérgio Moro e para a Operação Lava-Jato.

O imperialismo não confia na esquerda burguesa nem na direita tradicional como instrumentos políticos de contenção do inevitável ascenso de massas que deverá acontecer, no próximo período, como consequência do aprofundamento da crise capitalista mundial e a aceleração dos ataques do grande capital. Por esse motivo avança rapidamente na direção da imposição de regimes bonapartistas, de ditaduras burocráticas policiais com os militares cada vez mais cumprindo um papel de primeira ordem.

O efeito colateral na esquerda

Quinta, 15 Fevereiro 2018 00:00

gravatas2


O movimento de massas está paralisado no Brasil e mesmo no mundo. Não há manifestações, não há greves; só há ataques de uma parte em relação à outra, só um lado bate no outro. E do outro lado temos uma esquerda politicamente, totalmente corrupta. Não no sentido somente burguês da palavra que significa roubar dinheiro, apesar de que também é isso, mas principalmente corrupta no sentido de traição dos trabalhadores.

Qual é a política da esquerda integrada ao regime? Manter o seu lugar ao sol no regime burguês; ela busca cargos nos sindicatos, nos parlamentos, nas empresas estatais e faz acordos com a burguesia. A política dos trabalhadores é exatamente outra. Há que se romper com essa política traidora. Mas como fazer, sendo que os trabalhadores estão paralisados? Na realidade, o “destravamento” do movimento revolucionário passa pelo ascenso operário.

Devido ao grau de crise que há em todo o mundo, se não houver um ascenso operário, teremos que virar religiosos, evangélicos fanáticos e dizer que não há mudança qualitativa e que só há ação de um lado e não há reação do outro. Isso seria um fato histórico sem igual nos últimos 12 mil anos de civilização humana. Seria muito estranho de ser assim. Estamos em uma situação de enorme turbulência, mas ela está controlada, como se a sociedade estivesse montada em cima de uma nata grossa. Só que uma nata grossa que em algum momento deve se arrebentar, como aconteceu em 2008, mas com muito maior força.
 

Para onde vai a esquerda?

A esquerda atual se divide em dois grandes grupos, principalmente no Brasil, e está com os dias contados também porque ela está atrelada ao regime, ela se integrou junto com o neoliberalismo ao regime burguês.

A esquerda comprada, o PT e os demais partidos da frente popular, no Brasil e nos demais países do mundo, tende a ser totalmente ultrapassada pelo ascenso operário. Por que? Porque é uma esquerda que já não tem mais militância. O PT tem militante, mesmo, no movimento operário, de base, com grande autoridade dos trabalhadores que não seja um pelego vinculado à empresa? Não tem mais isso. Em várias categorias onde o PT fez chefes, por exemplo nas estatais, o PT é odiado literalmente. Inclusive nos sindicatos. Quem é mais ou menos "amado" por falta de alternativas é o Lula, não o PT. Nos movimentos sociais, o PT é um pouco mais forte, mas com uma série de ressalvas, com tendência à queda.

Num novo ascenso operário, semelhante, por exemplo, ao que aconteceu entre 1978 a 1987, mais ou menos, em categorias de ponta, o PT tende a se complicar e muito. E, inclusive, tende a rachar em mil pedaços. No último congresso do partido, que aconteceu no mês de julho do ano passado, ele não rachou em dois grupos, um deles encabeçado por senador Lindberg, porque Lula interveio pessoalmente e fez uma manobra, impondo a senadora Gleisi Hoffman como presidente. Senão teria rachado ali mesmo. E isso sem ascenso operário, apenas por causa da pressão da direita.

A esquerda integrada ao regime político, num ascenso operário, tende a ser ultrapassada e a morrer. O PT vai desaparecer sem dúvida. O PSTU e o PSOL também.

A esquerda contemplativa, não diretamente incorporada ao regime, também tende a desaparecer, inclusive nós mesmos. Por que? Porque se trata de uma esquerda que está desvinculada do movimento operário. Esse é o grande problema. Não há um partido operário revolucionário, não há sindicatos revolucionários organizados na base, não há um movimento de massas forte. Essas tarefas somente podem ser resolvidas a partir de um novo ascenso, a partir do surgimento de novas lideranças. Essa caracterização pode ser considerada espontaneísta, mas o fato é que essa esquerda atual não tem absolutamente nenhuma condição de liderar nada; é uma esquerda comprada pela burguesia ou pequenos grupelhos desligados do movimento de massas, que é quase inexistente. Esses grupos pequenos no geral têm um comportamento de tipo “hippie”. Uma espécie de lumpesinato intelectual, uma loucura mórbida. A maioria desses militantes acha que simplesmente pelo fato de publicar matéria na Internet estão mudando o mundo. O que é um absurdo, porque o mundo se muda na prática, não na conversa, no discurso.

A crise capitalista, o ascenso operário e a esquerda

A saída para a crise atual da esquerda e do movimento operário só pode ser um grande ascenso operário. Esse grande ascenso deverá acontecer em algum momento, em cima do aprofundamento da crise capitalista, dos crescentes ataques aos trabalhadores e de alguma “loucura” que a burguesia possa vir a fazer em algum lugar do mundo, como, por exemplo, uma guerra. A burguesia fez a guerra do Iraque e do Afeganistão, o que acelerou a crise de 2008, que gerou uma enorme desestabilização no Oriente Médio, no norte da África e no Sahel, que é a região localizada ao sul do Deserto do Saara. No próximo período, vai acontecer inevitavelmente um outro colapso capitalista e ainda veremos para onde a situação política se desenvolverá. O grande ponto passa pela entrada em cena da classe operária.

A candidatura Lula, que está inviabilizada, é uma candidatura da esquerda burguesa que está inviabilizada pelo imperialismo. A política do PT é uma política hiper calhorda, integrada ao regime, que busca fazer acordos com a direita e o imperialismo, para isso tem como papel principal conter o movimento de massas. Essa esquerda toda, em algum momento no futuro, em cima de uma grande crise, que gerará um ascenso no movimento operário, tende a ser ultrapassada com relativa facilidade, pois é uma esquerda que não tem força na base e que está integrada ao regime, principalmente aos aparatos do estado burguês. E os outros grupos pequenos, nos quais nos incluímos, também tendem a ser ultrapassados porque fazem parte de uma esquerda que não tem penetração real, força de base nenhuma.

Provavelmente, uma parte, tanto da esquerda oportunista quanto da esquerda contemplativa, em grande medida, deverão se desintegrar em ruptura, dando lugar a novos agrupamentos de tipo centristas e até alguns revolucionários, dependendo da força do movimento de massas. Isso seria o mais normal.

O papel do PT na destruição da esquerda atual é enorme. Ele é responsável pela paralisia geral, também. Da mesma maneira que os demais agrupamentos de frente popular são responsáveis comuns.

Então, o que pode fazer nesse momento o que restou da esquerda revolucionária no Brasil? Inevitavelmente, seria preciso continuar com a análise política. Nós do Gazeta Revolucionária, também temos feito um grande esforço para tentar nos vincular ao movimento operário. Mas temos enfrentado enormes dificuldades devido à paralisia e até ao hippismo e lumpesinato de certos militantes que têm se aproximado de nós. Mas a solução para a crise da esquerda só pode ser uma, que é, necessariamente, o ascenso do movimento operário que virá inevitavelmente em cima do aprofundamento da crise capitalista mundial.

A morte terceirizada no Carnaval de São Paulo

Domingo, 11 Fevereiro 2018 00:00

chain 1510581 1920 1050x525

No último Domingo dia 04/02 o jovem Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, morreu após levar um choque ao encostar em um poste na esquina das Ruas da Consolação e Matias Aires durante a passagem do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta.

A posição do prefeito Doria (PSDB) sobre o acidente é de que a prefeitura não tem culpa no acontecido. Como sempre, o governo  de São Paulo sob o controle do PSDB, não assume a responsabilidade pelas tragédias. Foi assim, por exemplo, no desabamento da Estação Pinheiros quando sete pessoas morreram. Os tucanos além de serem epítetos privatizadores, também não lavam a cara para terceirizar as responsabilidades.

O Jovem foi eletrocutado ao encostar em um poste que era usado pela CET (Companhia de Engenharia de Trafego), e onde tinha sido instalada uma câmera para fiscalização do carnaval. Esse serviço de vigilância foi terceirizado pela prefeitura para a empresa Dream Factory que, por sua vez, repassou o serviço para a GWA Systems. Temos aí um caso evidente de quarteirização.  Assim tem ocorrido com praticamente todos os serviços públicos que, quando não são privatizados diretamente, são terceirizados para satisfazer os interesses das empresas privadas que têm única e exclusivamente o propósito de lucros. 

O próprio prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB) se confunde ao tentar tirar a sua responsabilidade:  “A instalação dessa câmera não estava autorizada, portanto, ela não representava um instrumento oficial da Prefeitura de São Paulo. Ela foi instalada indevidamente e em condições técnicas inadequadas, mas o laudo final nós temos que aguardar, será emitido pela polícia técnica da Polícia Civil". Ora, se as câmeras instaladas em locais públicos não são responsabilidade da prefeitura, como é o caso alegado por Dória, significa que qualquer um pode instalar o que quiser nos espaços públicos sem pedir autorização da prefeitura?

A mesma atitude o prefeito higienista João Dória não tem para com as pessoas sem casa que estão morando na rua. A estes ele persegue das mais diversas formas., mandando retirar seus pertences, colocando fogo nos colchões, jogando água em quem é obrigado a dormir na rua. Sem falar que São Paulo e quase todos as cidades brasileiras estão virando verdadeiros Big Brothers. A população é vigiada 24 horas por dia numa verdadeira invasão de privacidade.

O fato de um jovem ser eletrocutado em um poste e que, apesar do testemunho de várias pessoas, ninguém admite a própria responsabilidade, é bastante sintomático do que vem a ser a terceirização, há pouco regularizada na reforma trabalhista do governo golpista de Michel Temer. As empresas terceirizadas são verdadeiros abutres que operam dentro do serviço público, pois recebem alto valor mas prestam péssimos serviços porque, para aumentar seus lucros, usam os piores materiais, fazem os funcionários trabalharem em ritmo acelerado e remuneram com péssimos salários.

É assim que os governos neoliberais vem fazendo com os transportes, a educação, a saúde, as estradas e as obras públicas e de infraestrutura:  quando não privatizam em leilões ultra corruptos, terceirizam os serviços. E a terceirização mutila, escraviza e mata os trabalhadores. Ao preço de enormes prejuízos humanos e para o país, estes governos pressionados pelo imperialismo vão entregando tudo para empresas privadas que estão em estado de pânico para manter suas altas taxas de lucro.

A única saída para a população, principalmente para a mais explorada, é a criação de organismos de luta nos locais de trabalho e moradia e avançar na construção de um partido operário e camponês para a tomada do poder.  

 

Pela imediata condenação da prefeitura de São Paulo!
Abaixo a terceirização!
Pelo fim de todos os ataques aos direitos sociais!
Pela criação do partido operário e camponês!          

Nacional

Todos às ruas para barrar o avanço do golpe de Estado!

07 Abril 2018
Todos às ruas para barrar o avanço do golpe de Estado!

O sinistro juiz Sérgio Moro não perdeu tempo para expedir a ordem de prisão de Lula, logo após receber ofício do TRF-4 que autorizava a decretação da prisão um dia...

A prisão dos amigos de Michel Temer

03 Abril 2018
A prisão dos amigos de Michel Temer

O que significa a prisão dos amigos de Temer envolvidos no esquema de propinas recebidas devido ao favorecimento de empresas que operam no porto de Santos? Será que é uma...

As eleições sem Lula e o golpe militar

22 Março 2018
As eleições sem Lula e o golpe militar

  Quatro pontos devem ser considerados na hora de avaliar essas duas questões. Em primeiro lugar a prisão de Lula. Em segundo lugar o assassinato da vereadora do Rio de...

Educação

"É que Narciso acha feio o que não é espelho"

22 Abril 2018
"É que Narciso acha feio o que não é espelho"

  "É que Narciso acha feio o que não é espelho" Caetano Veloso    Na semana passada, na tentativa de dar respostas à insatisfação da categoria com o governo Fernando Pimentel...

MORENO COMO VOCÊS? O REI SE INCLINA E MATA

19 Abril 2018
MORENO COMO VOCÊS? O REI SE INCLINA E MATA

Termina a greve dos educadores de Minas Gerais   No dia 18 de abril de 2018, com uma assembleia lotada, mas menor que as anteriores, foi aprovado o fim da...

Greve da educação em Minas Gerais continua apesar do derrotismo do sindicato

11 Abril 2018
Greve da educação em Minas Gerais continua apesar do derrotismo do sindicato

PEC para fazer cumprir Lei Federal é golpe para acabar com a greve No dia 10 de abril de 2018, diante da intransigência do governo Fernando Pimentel (PT), que não...

Gazeta Revolucionária [pdf]

Saiba Mais

Bashar al-Assad, Putin, Xi Jinping,...

Uma coisa interessante é que o bombardeio da Síria pelos...

As guerras híbridas

Trata-se de um método imperialista para atacar os países sem...

A crise da direita tradicional

A direita tradicional passou a ser colocada pelo imperialismo na...

O efeito colateral na esquerda

O movimento de massas está paralisado no Brasil e mesmo...

A morte terceirizada no Carnaval...

No último Domingo dia 04/02 o jovem Lucas Antônio Lacerda...