Quarta, 21 Fevereiro 2018

Global Economy (14)

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O efeito colateral na esquerda

Quinta, 15 Fevereiro 2018 00:00

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O movimento de massas está paralisado no Brasil e mesmo no mundo. Não há manifestações, não há greves; só há ataques de uma parte em relação à outra, só um lado bate no outro. E do outro lado temos uma esquerda politicamente, totalmente corrupta. Não no sentido somente burguês da palavra que significa roubar dinheiro, apesar de que também é isso, mas principalmente corrupta no sentido de traição dos trabalhadores.

Qual é a política da esquerda integrada ao regime? Manter o seu lugar ao sol no regime burguês; ela busca cargos nos sindicatos, nos parlamentos, nas empresas estatais e faz acordos com a burguesia. A política dos trabalhadores é exatamente outra. Há que se romper com essa política traidora. Mas como fazer, sendo que os trabalhadores estão paralisados? Na realidade, o “destravamento” do movimento revolucionário passa pelo ascenso operário.

Devido ao grau de crise que há em todo o mundo, se não houver um ascenso operário, teremos que virar religiosos, evangélicos fanáticos e dizer que não há mudança qualitativa e que só há ação de um lado e não há reação do outro. Isso seria um fato histórico sem igual nos últimos 12 mil anos de civilização humana. Seria muito estranho de ser assim. Estamos em uma situação de enorme turbulência, mas ela está controlada, como se a sociedade estivesse montada em cima de uma nata grossa. Só que uma nata grossa que em algum momento deve se arrebentar, como aconteceu em 2008, mas com muito maior força.
 

Para onde vai a esquerda?

A esquerda atual se divide em dois grandes grupos, principalmente no Brasil, e está com os dias contados também porque ela está atrelada ao regime, ela se integrou junto com o neoliberalismo ao regime burguês.

A esquerda comprada, o PT e os demais partidos da frente popular, no Brasil e nos demais países do mundo, tende a ser totalmente ultrapassada pelo ascenso operário. Por que? Porque é uma esquerda que já não tem mais militância. O PT tem militante, mesmo, no movimento operário, de base, com grande autoridade dos trabalhadores que não seja um pelego vinculado à empresa? Não tem mais isso. Em várias categorias onde o PT fez chefes, por exemplo nas estatais, o PT é odiado literalmente. Inclusive nos sindicatos. Quem é mais ou menos "amado" por falta de alternativas é o Lula, não o PT. Nos movimentos sociais, o PT é um pouco mais forte, mas com uma série de ressalvas, com tendência à queda.

Num novo ascenso operário, semelhante, por exemplo, ao que aconteceu entre 1978 a 1987, mais ou menos, em categorias de ponta, o PT tende a se complicar e muito. E, inclusive, tende a rachar em mil pedaços. No último congresso do partido, que aconteceu no mês de julho do ano passado, ele não rachou em dois grupos, um deles encabeçado por senador Lindberg, porque Lula interveio pessoalmente e fez uma manobra, impondo a senadora Gleisi Hoffman como presidente. Senão teria rachado ali mesmo. E isso sem ascenso operário, apenas por causa da pressão da direita.

A esquerda integrada ao regime político, num ascenso operário, tende a ser ultrapassada e a morrer. O PT vai desaparecer sem dúvida. O PSTU e o PSOL também.

A esquerda contemplativa, não diretamente incorporada ao regime, também tende a desaparecer, inclusive nós mesmos. Por que? Porque se trata de uma esquerda que está desvinculada do movimento operário. Esse é o grande problema. Não há um partido operário revolucionário, não há sindicatos revolucionários organizados na base, não há um movimento de massas forte. Essas tarefas somente podem ser resolvidas a partir de um novo ascenso, a partir do surgimento de novas lideranças. Essa caracterização pode ser considerada espontaneísta, mas o fato é que essa esquerda atual não tem absolutamente nenhuma condição de liderar nada; é uma esquerda comprada pela burguesia ou pequenos grupelhos desligados do movimento de massas, que é quase inexistente. Esses grupos pequenos no geral têm um comportamento de tipo “hippie”. Uma espécie de lumpesinato intelectual, uma loucura mórbida. A maioria desses militantes acha que simplesmente pelo fato de publicar matéria na Internet estão mudando o mundo. O que é um absurdo, porque o mundo se muda na prática, não na conversa, no discurso.

A crise capitalista, o ascenso operário e a esquerda

A saída para a crise atual da esquerda e do movimento operário só pode ser um grande ascenso operário. Esse grande ascenso deverá acontecer em algum momento, em cima do aprofundamento da crise capitalista, dos crescentes ataques aos trabalhadores e de alguma “loucura” que a burguesia possa vir a fazer em algum lugar do mundo, como, por exemplo, uma guerra. A burguesia fez a guerra do Iraque e do Afeganistão, o que acelerou a crise de 2008, que gerou uma enorme desestabilização no Oriente Médio, no norte da África e no Sahel, que é a região localizada ao sul do Deserto do Saara. No próximo período, vai acontecer inevitavelmente um outro colapso capitalista e ainda veremos para onde a situação política se desenvolverá. O grande ponto passa pela entrada em cena da classe operária.

A candidatura Lula, que está inviabilizada, é uma candidatura da esquerda burguesa que está inviabilizada pelo imperialismo. A política do PT é uma política hiper calhorda, integrada ao regime, que busca fazer acordos com a direita e o imperialismo, para isso tem como papel principal conter o movimento de massas. Essa esquerda toda, em algum momento no futuro, em cima de uma grande crise, que gerará um ascenso no movimento operário, tende a ser ultrapassada com relativa facilidade, pois é uma esquerda que não tem força na base e que está integrada ao regime, principalmente aos aparatos do estado burguês. E os outros grupos pequenos, nos quais nos incluímos, também tendem a ser ultrapassados porque fazem parte de uma esquerda que não tem penetração real, força de base nenhuma.

Provavelmente, uma parte, tanto da esquerda oportunista quanto da esquerda contemplativa, em grande medida, deverão se desintegrar em ruptura, dando lugar a novos agrupamentos de tipo centristas e até alguns revolucionários, dependendo da força do movimento de massas. Isso seria o mais normal.

O papel do PT na destruição da esquerda atual é enorme. Ele é responsável pela paralisia geral, também. Da mesma maneira que os demais agrupamentos de frente popular são responsáveis comuns.

Então, o que pode fazer nesse momento o que restou da esquerda revolucionária no Brasil? Inevitavelmente, seria preciso continuar com a análise política. Nós do Gazeta Revolucionária, também temos feito um grande esforço para tentar nos vincular ao movimento operário. Mas temos enfrentado enormes dificuldades devido à paralisia e até ao hippismo e lumpesinato de certos militantes que têm se aproximado de nós. Mas a solução para a crise da esquerda só pode ser uma, que é, necessariamente, o ascenso do movimento operário que virá inevitavelmente em cima do aprofundamento da crise capitalista mundial.

A morte terceirizada no Carnaval de São Paulo

Domingo, 11 Fevereiro 2018 00:00

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No último Domingo dia 04/02 o jovem Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, morreu após levar um choque ao encostar em um poste na esquina das Ruas da Consolação e Matias Aires durante a passagem do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta.

A posição do prefeito Doria (PSDB) sobre o acidente é de que a prefeitura não tem culpa no acontecido. Como sempre, o governo  de São Paulo sob o controle do PSDB, não assume a responsabilidade pelas tragédias. Foi assim, por exemplo, no desabamento da Estação Pinheiros quando sete pessoas morreram. Os tucanos além de serem epítetos privatizadores, também não lavam a cara para terceirizar as responsabilidades.

O Jovem foi eletrocutado ao encostar em um poste que era usado pela CET (Companhia de Engenharia de Trafego), e onde tinha sido instalada uma câmera para fiscalização do carnaval. Esse serviço de vigilância foi terceirizado pela prefeitura para a empresa Dream Factory que, por sua vez, repassou o serviço para a GWA Systems. Temos aí um caso evidente de quarteirização.  Assim tem ocorrido com praticamente todos os serviços públicos que, quando não são privatizados diretamente, são terceirizados para satisfazer os interesses das empresas privadas que têm única e exclusivamente o propósito de lucros. 

O próprio prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB) se confunde ao tentar tirar a sua responsabilidade:  “A instalação dessa câmera não estava autorizada, portanto, ela não representava um instrumento oficial da Prefeitura de São Paulo. Ela foi instalada indevidamente e em condições técnicas inadequadas, mas o laudo final nós temos que aguardar, será emitido pela polícia técnica da Polícia Civil". Ora, se as câmeras instaladas em locais públicos não são responsabilidade da prefeitura, como é o caso alegado por Dória, significa que qualquer um pode instalar o que quiser nos espaços públicos sem pedir autorização da prefeitura?

A mesma atitude o prefeito higienista João Dória não tem para com as pessoas sem casa que estão morando na rua. A estes ele persegue das mais diversas formas., mandando retirar seus pertences, colocando fogo nos colchões, jogando água em quem é obrigado a dormir na rua. Sem falar que São Paulo e quase todos as cidades brasileiras estão virando verdadeiros Big Brothers. A população é vigiada 24 horas por dia numa verdadeira invasão de privacidade.

O fato de um jovem ser eletrocutado em um poste e que, apesar do testemunho de várias pessoas, ninguém admite a própria responsabilidade, é bastante sintomático do que vem a ser a terceirização, há pouco regularizada na reforma trabalhista do governo golpista de Michel Temer. As empresas terceirizadas são verdadeiros abutres que operam dentro do serviço público, pois recebem alto valor mas prestam péssimos serviços porque, para aumentar seus lucros, usam os piores materiais, fazem os funcionários trabalharem em ritmo acelerado e remuneram com péssimos salários.

É assim que os governos neoliberais vem fazendo com os transportes, a educação, a saúde, as estradas e as obras públicas e de infraestrutura:  quando não privatizam em leilões ultra corruptos, terceirizam os serviços. E a terceirização mutila, escraviza e mata os trabalhadores. Ao preço de enormes prejuízos humanos e para o país, estes governos pressionados pelo imperialismo vão entregando tudo para empresas privadas que estão em estado de pânico para manter suas altas taxas de lucro.

A única saída para a população, principalmente para a mais explorada, é a criação de organismos de luta nos locais de trabalho e moradia e avançar na construção de um partido operário e camponês para a tomada do poder.  

 

Pela imediata condenação da prefeitura de São Paulo!
Abaixo a terceirização!
Pelo fim de todos os ataques aos direitos sociais!
Pela criação do partido operário e camponês!          

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Para quem pensa que a CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) faz espionagem receptiva através de gravações, filmagens, rastreamentos etc., pode até se assustar com os outputs derivados como “políticas afirmativas” que vão de golpes de estado à “guerra cultural”. Seus agentes espalhados pelo mundo inteiro, quase sempre fetichizados como James Bond, podem ser um simples professor da High School ou um pesquisador universitário com reconhecimento internacional pelas suas teorias “complexas” e “profundas”.

Hoje é público o financiamento que a CIA fez, direta ou indiretamente, por meio de instituições como a Fundação Ford e a Fundação Rockfeller, a intelectuais e instituições de todo o mundo, principalmente durante a chamada Guerra Fria. Esses financiamentos continuam. Os livros de Frances Stonor Saunders, “Modern art was CIA 'weapon'” (1995) e “Quem pagou a conta?” e “A CIA na guerra fria da cultura” (2008) dão conta da promiscuidade que intelectuais “críticos” da “esquerda democrática”, na sua grande maioria ligados à “teoria das opressões”, mantêm com a política imperialista para o combate ao socialismo.
 

A “superação” burguesa do marxismo

Há 50 anos, era fundado o Congresso pela Liberdade da Cultura, organizado nos bastidores da CIA e financiado por ela. Depois de uma denúncia do The New York Times e da Revista Ramparts, a entidade passou a ser financiada pela Fundação Ford. Em seu livro “The CIA Bristish left and the Cold War”, o professor da Universidade de Bristol, Hugh Wilford, relata as atividades da Agência por meio da frente Farfiel Foundation, que financiava diversas atividades culturais e intelectuais no mundo. O objetivo central seria desacreditar o marxismo, tirando-lhe o foco da luta de classes e colocando em seu lugar “distrações”, como preocupações com “arranjos democráticos” a partir das superestruturas, ou seja, com a democracia burguesa formal. Transformar intelectuais marxistas mais radicais em penduricalhos do reformismo, nada que atrapalhasse os negócios dos grandes oligopólios norte-americanos.

Os intelectuais franceses que faziam certa frente à ultradireita europeia, tiveram especial atenção para arrefecer seu ímpeto marxista. Michel Foucault, em especial, foi posto a cumprir o papel de avisar aos desavisados que os revolucionários no fundo buscariam as tradições mais autoritárias que o estalinismo perpetuou. Supostamente, o “esquema” teórico foucaultiano seria algo muito superior que o “esqueminha” marxista de análise do capitalismo e sua superação. Antes mesmo de conhecer um ou outro, os nossos aprendizes de intelectuais tupiniquins se apressam a escrever textos e até livros enaltecendo a superior e complexa teoria desses autores sem desconfiarem que suas antinomias revelam a ausência de qualquer exame aprofundados da inteligência.

Universidades estatais e os “negócios” das teorias pequeno-burguesas

O avanço ideológico sobre a intelectualidade da esquerda é seguida de perto por uma política de sucateamento das condições de produção teórica e, em substituição, a aplicação de uma política tecnicista nas instituições de ensino superior. O mapeamento e a formatação da produção teórica é um dos aspectos chaves para impor os objetivos do grande capital.

O controle de bolsas de estudos e pesquisas fornecidos por fundações gerenciadas por grandes grupos empresariais, que passam pela escolha dos temas mais irrelevantes para a sociedade, pelo turismo acadêmico e outras vantagens quase sempre pessoais dão a tônica para a aplicação de milhões de dólares em universidade do mundo inteiro. Nesse meio, fica cada vez mais difícil distinguir a teoria crítica independente das “complexas” teorias que reivindicam a contestação para nada mudar.

As teorias pequeno-burguesas são criadas nas universidades estatais, em “estudos” subsidiados pelas fundações dos monopólios, nos países imperialistas. Posteriormente, são “tropicalizadas” nas universidades públicas brasileiras e, a partir de aí, são divulgadas; representam e refletem a ditadura da burocracia universitária, intrinsicamente ligada à burguesia.

A estrutura de poder das universidades públicas está ligada ao poder do estado e, por esse motivo, essa burocracia aplica uma ditadura ferrenha sobre qualquer liberdade de pensamento ou crítica. Até quando fala sobre um discurso de aparência libertária, o faz com autoritarismo. O fato dessa esquerda querer que as pessoas falem de determinada maneira, e propagandear que com a mudança artificial da linguagem se resolveriam as “opressões”, se explica por representar o poder burguês constituído. Toda a esquerda pequeno-burguesa brasileira se transformou, em alguma medida, numa facção da burocracia universitária.

O marxismo universitário não passa de uma cobertura para uma estrutura burguesa. O disfarce às vezes é “quase perfeito” e chega a enganar grande parte dos desavisados. O fato dos monopólios, através da CIA ou das agências patrocinadoras da cultura, reforçarem seu apoio aos intelectuais de esquerda se deve ao prestígio que estes têm no meio acadêmico, pelo fato de terem se posicionado contra os regimes ditatoriais ao passo que os conservadores ficaram desacreditados ao apoiarem regimes fascistas.

No eixo, a tentativa de desacreditar o marxismo

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Segundo o historiador argentino Pablo Pozzi, “entre os historiadores franceses do pós-guerra, a influente escola ligada a Marc Bloch, Lucien Febvre e Fernand Braudel arrasou os historiadores marxistas tradicionais. A escola de Annales, como é conhecida pela sua principal publicação, virou do avesso a investigação histórica francesa, principalmente desafiando primeiro, e rejeitando depois, as teorias marxistas do desenvolvimento histórico. Embora muitos dos seus exponentes pretendam estar dentro “da tradição marxista”, a realidade é que apenas utilizam o marxismo como um ponto crítico de partida […] para concluir que as noções marxistas sobre a estrutura do passado - de relações sociais, do padrão dos factos, e da sua influencia a longo prazo - são simplistas e inválidas. [...] No campo da antropologia, a influencia da escola estruturalista ligada a Claude Lévi Strauss, Foucault e outros, cumpriu essencialmente a mesma função. […] cremos ser provável que a sua demolição da influência marxista nas ciências sociais perdure como uma contributo profundo tanto em França como na Europa Ocidental.”

Segundo ainda Pablo Pozzi, o essencial era não só desacreditar o marxismo como teoria, como também quatro aspectos vinculados entre si:

  1. Fraturar a esquerda cultural em diversos movimentos por meio do que se denomina “políticas de identidade”. Neste sentido, as reivindicações de classe, o conceito em si, e a luta de classes como motor da historia, diluem-se numa grande quantidade de movimentos diversos, sem que nenhum aceite a primazia do conceito básico do marxismo, as classes sociais: estes intelectuais de Nova Esquerda opor-se-ão “a qualquer objetivo de unidade da esquerda”.
  2. Desvia-se a atenção do capitalismo (e dos Estados Unidos) como causador dos problemas do mundo, para problemas como o consumo, a falta de democracia ou de educação (e a União Soviética). “O anti sovietismo converteu-se na base de legitimidade do trabalho intelectual”.
  3. Torna-se difícil mobilizar as elites intelectuais em oposição às políticas imperiais dos EUA, visando a fraturar sectores médios da classe operária. De fato, sublinha que “há um novo clima de antimarxismo e de anti sovietismo que dificultará a mobilização de uma oposição intelectual às políticas dos Estados Unidos”.
  4. Equiparava-se o marxismo com “anti-cientificidade”, e o compromisso político de esquerda entre os intelectuais é considerado como «pouco serio» e “subjetivo”: os intelectuais da Nova Esquerda estão “menos dispostos a envolver-se e tomar partido”.

Muito do que se coloca no documento não é novo, embora constitua uma confirmação da importância que a CIA atribuiu às novas tendências intelectuais na sua luta antimarxista. Um elemento notável é que não faça quase referência aos volumosos fundos que a CIA destinou a captar intelectuais de esquerda. Por exemplo, Frances Stonor Saunders (“A CIA e a Guerra Cultural”) indicou que a Agencia não informava o governo norte-americano de que estava financiando diversos projetos “de esquerda” que contribuíram para afastar seres humanos de objetivos igualitários ou classistas. De fato, um dos aspectos que ela revela é que a CIA preferia “marxistas reformados” aos tradicionais conservadores e direitistas. Por “reformados” entendia-se aqueles esquerdistas que se tinham decepcionado com o comunismo, ou eram críticos da URSS.

Intelectualidade movida a dinheiro de sangue

A promoção de intelectuais “reformados”, em especial os pós-marxistas, foi acompanhada por importantes recursos económicos, acesso a editoras e meios de comunicação, e inclusive a nomeações académicas. Assim, refere o documento, diversas obras de personagens como André Glucksmann e Bernard Henri Levy converteram-se em best-sellers. Por exemplo, segundo Tom Braden, que foi diretor da Área de Organizações Internacionais da CIA, a Agencia comprou milhares de exemplares das obras de Hannah Arendt, Milovan Djilas, e Isaiah Berlin para os promover. Outro exemplo, não mencionado pelo documento, é que a VIª secção da École Pratique des Hautes Etudes, que alojava Lucien Febvre e Fernand Braudel, foi estabelecida em 1947 com um financiamento recebido através da Fundação Rockefeller. E foi depois financiada através da Fundação Ford, incluindo os dinheiros e influencias necessárias para se converter em École Pratique des Hautes Etudes en Sciences Sociales, com legitimidade para outorgar títulos universitários.

O que vemos aí é que nossos socialistas pequeno burgueses sucumbem ao “modismo” criado, seja para conseguirem bolsas, financiamento para pesquisa, viagens, participação em seminários em detrimento de uma ação revolucionária e no abandono do marxismo por meio de disfarces nem sempre sutis, em que cassam os revolucionários através de verdadeiros fãs clubes em torno de nomes que nada produzem para libertar a classe trabalhadora da exploração.

As bolsas fazem parte do mecanismo da burocracia universitária funcionar, colocando o movimento estudantil totalmente sob controle do esquema burocrático, reacionário, corrompido por dinheiro. As bolsas de estudo são a porta de entrada para privilégios, como o acesso ao mestrado, doutorado, PHDs, fora do País; é o recrutamento inicial de quadros que se especializam em arrecadar grandes volumes de recursos e fazer parte da burocracia universitária. Quando uma pesquisa escapa dos cânones estabelecidos quase sempre esbarra na falta de verbas para ser realizada.

Apesar do aprofundamento da crise do regime, a situação política não mudou substancialmente. A esquerda pequeno-burguesa passa ao escalão do esquema repressivo, com um verniz eleitoral, onde essa esquerda ganha eleições por meio dos bolsistas e dos professores bolsistas. Um sinal da crise é que a direita tomou o controle diretamente em várias universidades.

Esses esquemas mostram que o “neoliberalismo” ainda está funcionando a todo vapor: tudo se relaciona com dinheiro e corrupção. É o mesmo esquema dos sindicatos, que têm se tornado organismos mais intensamente burocráticos, o que é um sinal de crise.

A situação ainda não se deteriorou ao ponto de botar tudo abaixo e provocar a mobilização da classe operária. Enquanto a situação persistir, o partido operário terá dificuldades inevitáveis para crescer. É preciso levantar uma política dirigida pelo controle das bolsas que deveria ser feito pelo movimento estudantil.


Leia ainda:
Socialismo pequeno-burguês e "teoria das opressões" – parte 1
http://www.gazetarevolucionaria.com.br/index.php/component/k2/item/56-pb1

 

 

Michel Foucault


A crítica concreta e ideológica das teorias pequeno-burguesas representa um dos aspectos fundamentais da luta revolucionária. O debate sobre o socialismo pequeno-burguês tem como objetivo principal esclarecer os militantes revolucionários e representa um aspecto central da luta pela construção do partido operário revolucionário.

Hoje, estão em voga nas universidades as chamadas teorias sobre “as opressões”, num movimento que é imposto a partir das universidades norte-americanas que são financiadas pelas fundações ligadas aos monopólios. O marxismo se opõe a  essas teorias reacionárias e conservadoras e considera a crítica concreta e ideológica das teorias pequeno-burguesas como um dos aspectos fundamentais da luta revolucionária. É preciso analisar o processo político relacionado, mostrando a natureza e a origem, e avançar na crítica ideológica já que se trata da crítica às ideias com as quais as pessoas representam o movimento real.

Em 2004, Thomas Frank, um historiador norte-americano que estuda a relação entre a política e a cultura, publicou um livro com o título “Qual o problema com o Kansas?  Como os conservadores ganharam o coração da América”. Nele, o autor aponta que a raiva da classe trabalhadora de alguma forma foi desviada das questões de emprego e distribuição de renda para questões sociais como o aborto e o casamento gay. Frank não estava preocupado com a luta de classes. Como um acadêmico ele estudava o mercado eleitoral e como os conservadores do Tea Party afinavam um discurso que se desviava das questões econômicas para angariar votos entre a população mais pobre. Apesar de toda a verborragia o Tea Party tinha como objetivo menos Estado (o que equivale a menos serviços públicos para os trabalhadores), menos impostos (para os ricos) e mais liberdade de especulação; enfim, a velha fórmula “neoliberal”. A agenda política carregada de moralismo tem como objetivo direcionar a esquerda pequeno burguesa para discursos radicalizados em favor dos “oprimidos”, sem considerar que a base material dessas “opressões” é o próprio capitalismo e que sem vincular essas lutas à derrubada do capital é impossível resolve-las. Além disso, se trata de uma política divisionista porque impede a união de todos os oprimidos contra o capitalismo.

Luta cultural no lugar de luta de classes

A “luta cultural” é transformada pela “teoria das opressões” no centro e a luta de classes é apenas algo para se falar nos feriados com o vocabulário da Teoria do Discurso, pós-moderno, pós-estruturalista, pós-crítica etc. As análises “totais” foram abandonadas porque não teriam a capacidade de analisar os novos contextos de efervescência das “novas” identidades e “novos” atores sociais (negros, periferia, mulheres, verdes). Foucault se tornou a sensação e Pierre Bourdieu o senhor mais citado nos textos acadêmicos, ninguém sabe ao certo porque mas eles passam ao panteão da esquerda pequeno burguesa. E temos o campeão de vendas Zygmunt Bauman, que enveredou pela teoria das identidades.

O movimento estudantil foi cooptado pela burocracia universitária e, por esse motivo, aparece a defesa encarniçada da política de que os professores devem controlar a universidade. A luta política coloca a necessidade dos revolucionários terem um programa contra a universidade burocrática; contra a corrupção das bolsas e do financiamento da educação pelos grandes capitalistas.

A adaptação da esquerda pequeno-burguesa à ala “democrática” do imperialismo tem como origem Ferdinand Lassalle (o pai do socialismo oportunista moderno) e Proudhon (o pai do anarquismo). A luta real é transformada numa luta secundária e por palavras. Ao invés da luta pelos interesses da classe operária é colocado em primeiro plano o feminismo burguês, o vegetarianismo, a “contra-cultura” e o anti-racismo. Ou seja, as lutas contra as opressões se põe em busca do acolhimento entre categorias, e o reconhecimento e respeito entre diferentes. Por isso, se fala tanto em horizontalidade. Por outra parte, na teoria da luta de classes, o objetivo é destruir a burguesia enquanto classe exploradora. A teoria revolucionária da luta de classes combate a opressão para matar o mal pela raiz enquanto da luta contra as opressões fica podando a planta. A “anti-homofobia” transforma a maneira sobre como fazer sexo no centro da luta da classe operária. A suposta luta contra o racismo e o machismo é transformada em luta pela linguagem, onde algumas palavras passam a ser proibidas e até punidas pelo estado burguês. Teóricos burgueses como Habermas teorizaram sobre “dialogar com as massas”, onde as palavras adquirem uma importância crucial. Com o chamado pós-modernismo, surgiu a teoria da “desconstrução” com Deleuze, Guatarri e cia.

Nos locais onde não atuam os partidos da esquerda pequeno-burguesa, como o Psol e o PSTU, para impôr essas ideias, aparece a direita com o mesmo discurso. Estão todos afinados com o Tea Party?

 

As teorias “das opressões”

 

No final da década de 1950, surgiu uma tendência ideológica que viria dar origem à chamada “contra-cultura”. Uma boa parte do trotskismo foi influenciada pela corrente intelectual anarquista Escola de Frankfurt.

Os movimentos estudantis de 1968 eram lutas contra essa ditadura, contra o estrangulamento da capacidade de pensar e, portanto, contra a burocracia universitária. A Escola de Frankfurt foi impulsionada ao primeiro plano, e com Marcuse, para quem a técnica era o principal fator de dominação e, portanto, o cientista, o sujeito chave para a transformação social,  sustentava pérolas ideológicas como que a revolução deveria ser a mudança cultural e biológica do ser humano. A teoria absolutiza a Teoria dos Instintos de Freud, que considera que a civilização é formada sobre a repressão aos instintos. Marcuse apoiou os estudantes em 1968, mas o restante desses intelectuais burgueses se posicionou radicalmente contra, inclusive rotulando-os de fascismo de esquerda. O mesmo papel cumpriram o estruturalismo e o pós-estruturalismo.

Essas teorias requentadas deram origem às teorias “das opressões” nas universidades norte-americanas, que são dominadas pela burguesia imperialista. Um setor da burguesia vendo que não dá para dominar a intelectualidade burguesa na base da religião, impulsionou o controle por meio de teorias mais elaboradas. A burocracia impõe essa ideologia por meio dessa estrutura de poder burguesa e passaram a fazer parte da ideologia do estado, da mesma maneira que tinha acontecido na época de Karl Marx com o hegelianismo.

A luta entre a ala esquerda e direita da burocracia universitária não passa de concorrência, uma luta dentro do estado, dentro da burocracia estatal, para que a própria ideologia predomine. A maioria dos professores na rede estadual é abertamente conservadora ou de direita.

Todos os mecanismos ideológicos podem ser usados em benefício de uma determinada ideologia. Quando a burguesia faz algo, se apropria como um método de dominação. O estado democrático, por exemplo, tem uma dívida enorme com o nazismo, que foi derrotado, mas tudo o que a burguesia achou importante, incorporou. A burguesia tomou como experiência adquirida, e formou o aparato repressor. O mesmo pode ser dito sobre os métodos para controlar o movimento operário por todas as ditaduras na América Latina ou contra o movimento colonial na África.

 

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A Guatemala está localizada na América Central e com um território de 108.889 km², produz basicamente alimentos, mas tem uma das maiores taxas de desnutrição do mundo e 60% da sua população vive abaixo da linha de pobreza, ganhando menos de 2 dólares por dia. Mais de 50% de sua população encontra-se na zona rural e a grande maioria é de origem maia.

O País viveu uma guerra civil declarada entre 1960 e 1996, quando cerca de 200 mil pessoas foram mortas e mais 40 mil desapareceram pelas mãos do Exército.  O ápice da repressão ocorreu durante o governo do general Mejía Victores (1983-1986) que deu um golpe dentro do golpe, acusando o governo do também general Ríos Montt de ser corrupto.

A guerra civil remonta ao golpe de estado planejado pela CIA que derrubou o presidente coronel Jacobo Arbens em 1954, que foi substituído pelo general, ligado a esquadrões da morte, Carlos Castillo Armas, que depois foi assassinado, em 1957, e substituído por outro general, Enrique Peralta Azurdia. Jacobo Arbens havia desafiado o poder da United Fruit Company (norte-americana), ao promulgar a lei da reforma agrária, que possuía mais da metade das terras férteis da Guatemala, tinha o monopólio das ferrovias e era dona do único porto comercial do país.

Monopólios e golpes encabeçados pela CIA


A United Fuit Company solicitou ajuda do governo dos Estados Unidos e o secretário de estado John Foster Dulles que era acionista empresa, e seu irmão, Allen Dulles que era diretor da CIA, se puseram à frente da articulação do golpe de estado. O governo golpista revogou todas as leis que contrariavam os interesses da UFCo.

Em 1960, aconteceu um novo golpe militar. A revolta se iniciou em cima de uma campanha de corrupção na cúpula das forças armadas e também pela descoberta do treinamento de forças paramilitares no País pela CIA. Os Estados Unidos que então aplicavam a política da “guerra contra o comunismo” e tentavam combater a influência da Revolução Cubana na América Latina, continuaram apoiando o presidente Ydígoras Fuentes. Os revoltosos foram derrotados e muitos deles formaram grupos guerrilheiros que levou à guerra civil que durou 36 anos. Dentro do Exército, houve uma depuração, onde os elementos mais reacionários foram eliminando os mais nacionalistas.

 

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Entre 1954 e 1963, o governo golpista teve um caráter bonapartista e irá endurecer em 1963, “quando ocorre o terceiro evento marcante da história recente da Guatemala, o golpe contra Miguel Ydígoras Fuentes nas vésperas da convocação do processo eleitoral no país” (do livro “À sombra das ditaduras”).

Em 1963, o Coronel Enrique Peralta Azurdía, que encabeçou o novo governo, impôs a elaboração de uma nova Constituição. Em 1966, eleições presidenciais são convocadas; é eleito um civil, Júlio César Mendes Montenegro, mas os militares impuseram a independência das forças armadas e continuaram governando a partir dos bastidores.

O imperialismo controlando o País por meio do Exército
 

A Guatemala sempre esteve governada diretamente ou indiretamente pelo Exército. O terrorismo de estado apareceu nos esquadrões da morte num ambiente promíscuo com empresas norte-americanas e operações guiadas pela CIA. Em 1996 um acordo de paz foi assinado. A frente guerrilheira Unidade Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG) entregou as armas; foram anistiados todos os militares assassinos que continuaram livres e atuando no país, mesmo os oficiais que praticavam a política da “terra queimada” que consistia em atear fogo em aldeias inteiras para punir possíveis colaborações com guerrilheiros.  A única parte do Acordo cumprida foi a entrega das armas por parte dos guerrilheiros.

O sanguinário general Mejía Victores morreu, em 1 de fevereiro de 2016, sem pagar pelos crimes, da mesma maneira que foi imposto na auto-anistia geral dos militares. Um único caso teve o julgamento finalizado, em fevereiro de 2016, quando dois ex-oficiais foram declarados culpados de crimes contra a humanidade pela escravidão sexual e doméstica e a violência sexual contra 11 mulheres indígenas do Q'eqchi. 

Em 5 de julho de 2005, foi encontrado no centro da capital da Guatemala em um edifício usado pela Polícia Nacional, um acervo com milhões de páginas abandonadas que continham dados, como nomes, idade, fotos, etc. dos milhares de mortos pela Ditadura, inclusive dados de crianças que foram arrancadas dos pais e apropriadas por membros das forças armadas para serem adotadas ou simplesmente para serem usadas como serviçais em suas casas. Os 80 milhões de documentos encontrados ainda estão sendo estudados. O nada curioso disso tudo é que tanto o governo dos Estados Unidos como as autoridades da Guatemala negavam a existência de documentação sobre mortos e desaparecidos. Além das revelações aterrorizantes que os documentos têm trazido à luz, como por exemplo, as experiências com doenças sexualmente transmissíveis feitas a pedido do governo norte-americano. (Todos documentos digitalizados até agora podem ser consultados em https://ahpn.lib.utexas.edu).

Em 1985, os militares deixaram formalmente o governo, dando lugar a um sistema político bastante parecido com o brasileiro, mas com um poder legislativo unicameral. Os principais partidos políticos são a União Nacional da Esperança (UNA), a Grande Aliança Nacional (Gana), o Partido Patriótico (PP) e o Partido Republicano Institucional (PRI), todos de direita, menos os dois últimos que são de extrema direita.

Uma “paz norte-americana”
 

Recentemente, Rigoberta Menchu, prêmio Nobel da Paz de 1992 e advogada dos povos indígenas criticou a assinatura do Acordo de Paz em 1996, pois o crime organizado e seu braço armado os “maras” ainda continuam matando e mais que na época da guerra civil. A situação de extrema pobreza em que vive a maioria da população é um prato cheio para o recrutamento dos traficantes de drogas, sendo que a desnutrição atinge 49% da população num país que produz basicamente alimentos.

Segundo o relatório da Anistia Internacional (2016), os defensores dos direitos humanos e ambientais são os mais perseguidos na Guatemala. As mulheres representam mais altos fatores de risco de morte, com menos de 4% dos feminicídios punidos.

Uma média de 15 dirigentes sindicais são assassinados todo ano, ficando atrás apenas da Colômbia, principalmente nas plantações de café e banana controladas por multinacionais estrangeiras.

 

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