Terça, 25 Setembro 2018

Massacre ao povo palestino (parte 1)

Written by  Published in Global Economy Segunda, 28 Maio 2018 21:00
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Nakba, 70 anos de assassinatos


joesacco

No dia 14 de maio deste ano mais de 60 palestinos foram mortos por disparos de fuzil do Exército Israelense e mais algumas dezenas ficaram gravemente feridos na Faixa de Gaza, próximo à fronteira estabelecida por Israel. Foi o maior número de mortos desde o dia 30 de março quando vinha acontecendo protestos da Grande Marcha de Retorno. O dia 14 de maio de 1948 entrou para o calendário palestino como "o dia da catástrofe" ou "nakba", em árabe, data da fundação do Estado de Israel, em que milhares de palestinos foram expulsos de suas terras e casas para dar lugar aos colonos judeus. O Massacre vem chamando a atenção para a necessidade de apoio à causa dos palestinos que vivem em condições subumanas em verdadeiros campos de concentração, principalmente na Faixa de Gaza. Ao que os grandes jornais, principalmente os telejornais chamaram de confronto, nada mais foi que uma chacina de palestinos indefesos, tanto é que não houve sequer um ferido do lado israelense. Além de tiros de fuzil, o exército israelense conta com sofisticados drones para jogar bombas. Uma criança de colo de oito meses, Laila Anwar Al-Ghandour,  morreu sufocada por gás lacrimogênio jogado de um destes drones. Para aumentar o terror os israelenses usam projéteis conhecidos como "dum dum" que são mais letais que os convencionais, pois se estilhaçam dentro do corpo da vítima.

Há 70 anos, os palestinos vem sofrendo ataques terroristas por parte dos israelenses, humilhações, tomada de casas e terras, saques nos acampamentos, restrições a acesso à infraestrutura e mortos de forma indefesa por uma força policial fortemente armada, treinada para a tortura. Muitos dos que morreram nas proximidades da fronteira da Faixa de Gaza levaram tiros pelas costas, qualquer um que se aproximava a 300 metros da cerca de separação era alvo do exército. Desde 1991, Israel sitiou a faixa de Gaza, as pessoas não podem sair e praticamente não é permitido que nada entre.  O governo egípcio colabora com o terror israelense, o ditador Abdel Fattahel-Sisi, faz cerco na pequena fronteira do país com a Faixa de Gaza para impedir a ajuda humanitária de entrar no país.

A situação é tão grave que até mesmo a Revista The Econonist, uma publicação da nata capitalista mundial, em uma matéria recente que tem como título “Israel deve responder pela mortes em Gaza”  , responsabiliza os palestinos pela violência na região, mas, ao mesmo tempo, denuncia a violência praticada pelo exército israelense contra a população daquele pequeno território que teve suas terras roubadas, seus empregos destruídos e suas famílias separadas ao longo dos anos pelo Estado sionista.

Enquanto a chacina era feita em Gaza, uma cerimónia coordenada pelo primeiro ministro Benjamin Netanyahu, com a presença de vários representantes de outros países, inaugurava a transferência da embaixada americana decidida por Donald Trump da capital de Israel TelAviv para a cidade de Jerusalém, uma cidade berço de várias culturas e religiões que conviviam em harmonia até que o movimento sionista iniciou a exclusão dos não judeus com a criação do Estado de Israel, como a “Terra Prometida", há 70 anos atrás.

Segundo a matéria da The Economist: “Gaza é uma prisão, não um Estado. Mede 365 quilômetros quadrados e abriga 2 milhões de pessoas, é um dos lugares mais populosos e miseráveis da Terra. Há falta de remédios, de energia e de outros itens essenciais. A água da torneira é intragável; o esgoto não é tratado e é bombeado para o mar. Gaza já tem uma das maiores taxas de desemprego do mundo, com 44%.” E não esconde que Israel controla o território e seus habitantes a partir da terra, mar e do ar. E que qualquer palestino, mesmo um fazendeiro, que esteja a 300 metros da cerca está sujeito a ser baleado. Sem falar que Israel raciona a entrada de energia elétrica, de comida e até mesmo de medicamentos para a população. Todas essas restrições se dão em um suposto controle para a segurança da população de Israel.

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