Sábado, 15 Dezembro 2018

A luta da classe operária

Published in Market Data Quinta, 24 Maio 2018 21:00
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O marxismo explicou a luta da classe operária em alguns documentos como o Manifesto do Partido Comunista, em primeiríssimo lugar, e que depois foram desenvolvidos nos documentos de Lenin, nas lutas dos bolcheviques, nos documentos da III Internacional, nas elaborações de Trotsky sobre as frentes populares e o fascismo.

A frase inicial do Manifesto do Partido Comunista "Um fantasma assola a Europa" continua totalmente vigente. Nesse momento a classe operária mundial está paralisada, mas até quando? Com o bolo da riqueza social cada vez mais se reduzindo, cada vez mais tendo essa política monetária que é uma loucura, como Trump está fazendo no Oriente Médio, por exemplo, e que vai se generalizar por desespero e por falta de alternativas. Com todos esses ataques contra si a classe operária tende a entrar em movimento.

TESES

Tese 0 - O marxismo, suas teses fundamentais, seu método de análise principalmente, continua totalmente vigente porque o capitalismo continua existindo. A etapa, atual que é a etapa do domínio do grande capital, as crises predominam e as guerras são cada vez mais abertas, de contrarrevoluções, portanto, o que leva a revoluções.

Tese 1- Para o próximo período está colocado um grande colapso capitalista.

Tese 2- O grande capital irá colocar em marcha o fascismo inevitavelmente, mas para o período imediato está colocado em escala mundial a instalação de governos de cunho bonapartista, ditaduras burocráticas policiais com os militares cada vez mais na linha de frente.

Perante o medo da revolução mundial a burguesia vai tentar levantar o fascismo a partir, principalmente, das camadas médias desesperadas. Só que a crise do capital é tão grande que temos de ver até que ponto vai conseguir colocar movimentos fascistas em massa nas ruas e ainda conseguir controlar a situação nos principais países, em escala mundial.

Precisamos ver o que poderia acontecer com a ditadura militar sangrenta ou os movimentos bonapartistas no próximo período. E a classe operária que irá entrar em movimento em cima da crise do capital será que não vai lutar como sempre fez para retomar os sindicatos? Pela formação de partidos políticos próprios mesmo que sejam operários centristas? Será que não irão surgir novas frentes populares de esquerda, por meio das quais o imperialismo vai tentar conter a revolução?

Tese 3- O papel dos revolucionários é sempre lutar pela independência da classe operária de todos os setores da burguesia e, inclusive, dos setores pequeno burgueses da política de frente popular que no Brasil é encabeçada pelo PT.

Tese 4- Para o próximo período está colocado o enfrentamento entre a burguesia e a classe operária mundial.

Há uma série de questões políticas que estão em aberto e que precisaríamos trabalhar no próximo período, conforme o desenvolvimento da situação política mundial continua a avançar.

O que foi colocado por Trotsky no Programa de Transição de 1938, é a política que deve mobilizar a classe operária neste momento e a política para apontar a  direção quando ela der indícios de que vai entrar em movimento.

Hoje podemos dizer é que as duas estratégias fundamentais da classe operária continuam vigentes e que são a luta pela revolução operária, pela tomada do poder por meio de uma revolução de massas dirigida pela classe operária, e para que isso se viabilize é necessária a construção do partido operário revolucionário. Esses são os dois objetivos estratégicos da classe operária mundial e que, segundo o grande capital, estariam enterrados. Temos de ver se, em cima de um grande ascenso de massas no próximo período, está realmente enterrado.

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