Domingo, 09 Dezembro 2018

Quando o movimento de massas se levantar

Published in Market Data Terça, 15 Maio 2018 21:00
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As “frentes populares” que foram colocadas em pé na década de 1980, como, por exemplo, no Brasil com o PT, como tudo na vida e na sociedade, nasceram , se desenvolveram, e, a partir da idade adulta, que aconteceu no Brasil no governo Lula, entraram em brutal decadência, principalmente a partir do segundo governo Lula.

No Brasil, a política de “frente popular” se encontra numa etapa tão degradada que nem sequer consegue convocar um 1º de maio e entrega de bandeja para a extrema direita sua principal figura pública e candidato à presidência, Lula, sem nem sequer insinuar que vai convocar uma mobilização de massas, de tanto medo que tem de ser superada pelo próprio movimento que, por meio de uma faísca, pode fazer com que o regime político inteiro seja colocado em xeque pelos trabalhadores.

A “frente popular” como um todo, a burocracia política, a burocracia sindical, assim como a burocracia dos movimentos sociais, pode ser totalmente ultrapassada. A vida da “frente popular” ficou totalmente integrada ao regime político, portanto, integrada ao imperialismo. Os trabalhadores devem contrapor à política contrarrevolucionária a política de frente única, ou seja, a luta unificada contra os ataques da burguesia e contra o golpe, que faz parte da escalada dos ataques.

O problema nesse momento é que a “frente popular” controla os aparatos dos sindicatos e dos movimentos sociais que foram conquistados a partir de décadas de luta. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) é um produto das enormes lutas contra a ditadura militar. O mesmo pode se dizer sobre o MST (Movimento dos Sem Terras) ou sobre a  UNE (União Nacional dos Estudantes).

A “frente popular” está interessada nas eleições burguesas e golpistas por causa do próprio caráter de classe. Por isso, se deve chamar a luta dos trabalhadores unificados contra todos os ataques e o voto nulo. As eleições golpistas não devem ser boicotadas, se acontecerem, porque não há força para isso, mas sim pode ser chamado o voto nulo, participando das eleições e denunciando o golpismo e a integração da “frente popular”ao golpe. Neste momento, os partidos de esquerda são cada vez menores e mais oportunistas e a “frente popular” está totalmente vendida e empurrada para a direita pelos ataques do imperialismo. Portanto, quem pode chamar um levante de massas não o faz porque está em uma política de total entrega ao imperialismo, se trata de um instrumento de contenção do movimento de massas. E a esquerda revolucionária não tem forças suficientes porque se compõe de grupos extremamente pequenos e isolados das massas.

A resposta à crise política só pode vir do movimento de massas. A crise aumenta, o imperialismo ataca cada vez mais os trabalhadores. Em algum momento, no próximo período deverão explodir grandes greves, grandes protestos em escala mundial. A partir daí, haverá a disputa entre a extrema direita e os setores revolucionários pela direção do movimento de massas. A extrema direita tentará se valer das camadas médias da população para colocar em pé um movimento fascista. Os revolucionários deverão buscar se fundir aos elementos mais avançados da classe operária, na luta para colocar em pé partidos operários revolucionários de massas.

A grande questão que está colocada é quando as massas entrarão em movimento novamente e se daí surgirá uma nova camada de dirigentes, uma vez que os atuais, que são produto do ascenso operário da década de 1980 e da decadência “neoliberal” da década de 1990, já não são mais dirigentes e sim burocratas de carteirinha que tendem a ser ultrapassados pelo movimento da classe operária em escala mundial.

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