Domingo, 20 Maio 2018

A mais-valia ameaçada

Written by  Published in Global Economy Domingo, 29 Abril 2018 00:00
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lucros mais

Com o aprofundamento da crise mundial, a margem de manobra que o imperialismo tinha para sobreviver se estreitou sensivelmente. Era preciso manter a taxa de lucro estável mas o grande capital não consegue mais extrair lucro da produção abrindo novas fábricas. Precisa atacar a classe trabalhadora em todas suas conquistas, reduzindo brutalmente os salários, retirando todos os direitos que tinham sido concedidos para conter o movimento revolucionário após a Segunda Guerra Mundial, com a aplicação dos planos neoliberais. Depois das ditaduras militares no Brasil e na América Latina no geral, e com a crise dos governos FHC e Lula, tudo o que a burguesia imperialista tinha concedido teve de tirar novamente para poder repassar os recursos para o grande capital para manter a taxa de lucro. Não há nada moral nessa política, que simplesmente repete, de maneira muito decadente, a mesma política de contenção material do movimento de massas que tem sido aplicada desde o início do século XIX.

Essa política aparece em escala mundial. O imperialismo não tem atacado de frente, brutalmente, os trabalhadores por medo da revolução; tem tentado ir comendo pelas bordas. Até que ponto vai conseguir manter essa política?

Conforme a crise capitalista tem acelerado, está colocado um novo colapso do capitalismo mundial para o próximo período. As crises tem se tornado recorrentes numa periodicidade aproximada de entre sete e 10 anos. A última grande crise aconteceu em 2008. O grande capital mundial é obrigado a tomar uma série de medidas para estabilizar a taxa de lucro. Caso não o fizer, as grandes empresas quebram e o capitalismo acaba, o que é impossível que aconteça de maneira vegetativa. Os capitalistas são capazes de matar a própria mãe para manter os próprios privilégios .

A análise de Lenin de 1916, feita no célebre livro "O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo", está mais atual do que nunca. Desde o início do século passado, se abriu um período de guerras e revoluções, que representam as duas caras da mesma moeda. O imperialismo para manter o sistema capitalista funcionando precisa sobreviver ao ciclo de crises. Mas as crises atuais não são as crises do século 19, quando tudo voltava ao início depois da destruição das forças produtivas. Agora, a cada nova crise, os monopólios aumentam a necessidade própria do capitalismo de dominar de maneira mais dura, controlar a ferro e fogo o Estado burguês. Sem o repasse brutal de recursos públicos, nenhuma grande empresa consegue sobreviver. O que está colocado é que as empresas quando entram em crise não conseguem limpar totalmente a  área e, cada vez mais o capitalismo vai se enfraquecendo, necessitando de novas cirurgias, novas pontes de safena.

O regime burguês, que tem como gerente principal o que seria a condensação da sociedade civil, o Estado burguês, se encontra em crise terminal que deverá ser superada por meio da revolução operária mundial. Para as frentes populares, o Estado está acima das classes sociais. Lula, o PT e a esquerda no geral confiam no Estado como árbitro de classe, o que, hoje em dia, não passa de um absurdo total. E no caso do Brasil, que é um país semi colonial, o cretinismo da esquerda burguesa e pequeno burguesa, que é capaz de matar a própria mãe para manter o seu lugar ao sol no regime burguês, aparece de maneira ainda mais patética.

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