Sábado, 15 Dezembro 2018

As guerras híbridas

Written by  Published in Global Economy Sábado, 14 Abril 2018 21:00
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Trata-se de um método imperialista para atacar os países sem a necessidade de intervir diretamente insuflando o descontentamento nos povos e o desejo de derrubar seus governos. São as chamadas guerras híbridas, ou guerras coloridas. Estas foram primeiramente elaboradas por políticos importantíssimos dos Estados Unidos, como por exemplo, o ex todo-poderoso Secretário de Estado Henry Kissinger e, principalmente, pelo assessor de Segurança Nacional de vários governos norte-americanos, muito famoso nos governos de Ronald Reagan, Zbignieb Berzinski.

Isso é o que está acontecendo no Brasil. O governo do PT, encabeçado por Dilma Rousseff, foi retirado pela incapacidade de manter o grau de espoliação que o imperialismo impõe e que requer ataques muito grandes contra a classe trabalhadora. Esses ataques passariam pela retirada, por exemplo, de todos os direitos sociais, todos os direitos trabalhistas e por acabar com a aposentadoria. Não se trata de retirar um ou outro direito mas sim de retirar todos os direitos. Fim das férias, fim da aposentadoria, fim das horas extras, fim da CLT, fim do descanso semanal remunerado, fim de absolutamente tudo.

O próprio governo de direita de Michel Temer não está conseguindo isso e, por esse motivo, ele também se encontra sob ataque da mesma maneira que, parcialmente por enquanto, está acontecendo também com o PSDB. O imperialismo precisa desses ataques por conta da queda da taxa de lucros e ainda precisa conter o inevitável ascenso do movimento de massas.

A aposta do imperialismo não é pelos mecanismos parlamentares mas pelos mecanismos extra parlamentares que, conforme ficou claro ultimamente, tem uma forte participação, inclusive, dos militares envolvidos. Basicamente esse mecanismo passa pela imposição de ditaduras de cunho bonapartista, ditaduras policiais burocráticas, que acabam destruindo as poucas liberdades individuais que ainda existem e que acabam colocando os militares em um papel de primeira ordem.

No Brasil, essa política ficou ainda mais clara com a intervenção militar no Rio de Janeiro. Ficou também muito claro com as declarações do general Vilas Boas, o comandante geral do Exército, que supostamente seria um general muito democrático, que deixou claro que ou Lula era condenado ou os militares tomariam uma ação. Têm sido várias as intervenções públicas que demonstram o papel dos militares e a evolução da situação política rumo a uma nova reedição do golpe militar de 1964. Só não vê quem não quer ou quem se encontra envolvido até o tutano no emaranhado do regime burguês hiper decadente.

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