Sábado, 15 Dezembro 2018

A crise política é causada pela crise do capitalismo mundial

Written by  Published in Últimas notícias Sábado, 14 Abril 2018 21:00
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quedabolsas

O que temos no Brasil, neste momento, contextualizando a situação mundial, não é nenhum problema moral e muito menos jurídico, mas da sobrevivência do capital. O imperialismo norte-americano, no contexto da exacerbação das contradições com a Europa e com as potências regionais, principalmente com a Rússia e mais ainda com a China, busca impor uma maior espoliação maior de recursos no seu quintal traseiro, justamente por ter um maior controle da região, pois precisa estabilizar a taxa de lucro dos monopólios que está em franca queda.

A revista The Economist, que funciona como um grande observatório mundial do imperialismo, uma revista com mais de 150 anos, um dos mantras do capital especulativo, na edição do dia 28 de janeiro de 2017, dizia que, nos últimos cinco anos, a taxa de lucro média mundial tinha caído em 25%. Por isso, a margem de manobra do imperialismo caiu e muito.

Lula, quando assumiu a presidência da República, em 2003, nada mais fez do que receber uma passagem de bastão dos tucanos, dos dois governos de FHC, que tinham entregado o Brasil de maneira ampla, que tinham gerado um aumento das contradições sociais que se expressou numa maior debilidade no contágio da crise que tinha sido aberta no final da década de 1990 e no início da década de 2000, na Turquia, no México e na Rússia, depois nos chamados "Tigres Asiáticos" em 1997. A crise da Argentina em 1997, e depois em 2001, deixou o Brasil numa situação extremamente delicada. O movimento grevista e de massas tinha avançado muito e havia um risco de desestabilização social muito grande para a burguesia nacional e imperialista.

A verdadeira origem dos governos do PT

 Lula e a cúpula dos tucanos foram aos Estados Unidos em 2002, junto com a cúpula do PSDB, para pedir a bênção a nada menos que a George Bush Junior para que Lula assumisse a presidência sob a promessa de que todos os acordos impostos pelo imperialismo seriam mantidos. Isso aconteceu de fato. Conforme o próprio Lula falou, "os banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro como nos governos do PT". O problema é que o PT também aplicou políticas que geraram algumas contradições com o imperialismo mesmo sem deixar de lado a política do imperialismo, ao dar uma certa autonomia ao Brasil como nação. Por exemplo, durante os governos do PT, os bancos se fartaram de ganhar dinheiro, mas esse partido também impulsionou grandes empresas nacionais como a Odebrecht e outras construtoras.

É verdade que o PT não chegou nem de longe a reconsiderar ou reavaliar as privatizações horrorosas que tinham sido feitas anteriormente, como a da Vale, que tinha sido vendida por 1,5% do seu  valor com empréstimos contraídos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) e da Petrobrás, que teve 40% das ações vendidas na Bolsa de Nova York, ao preço irrisório de US$ 7 bilhões. E assim aconteceu com todas as privatizações realizadas pelos governos de FHC. O PROER e o PROES, que envolviam a privatização dos bancos públicos, também foram muito escandalosos, assim como o foi a privatização do setor elétrico e outras.

Os governos do PT, posteriormente, mantiveram, em cima de concessões, a continuidade do processo de privatização. O próprio governo Dilma, quando entrou numa situação de descontrole total, em 2014 e, principalmente, em 2015, esteve disposto a entregar a Petrobras e privatizar a Previdência Social, em acordos com os próprios tucanos. Essas negociações estiveram em andamento até com o próprio Senador tucano José Serra.

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