Segunda, 16 Julho 2018

Para onde vai a China?

Written by  Published in Últimas notícias Sábado, 10 Março 2018 21:00
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Na China, os operários estão pacificados. O máximo que existe são algumas greves parciais; não existem grandes greves. Há uma situação econômica de amplo emprego e, comparando com a ocasião anterior, há uma situação de desenvolvimento, mas que tende a piorar. Hoje, está em jogo uma disputa entre a burocracia estatal e o imperialismo sobre como a integração mais plena no mercado mundial irá acontecer, num processo de desenvolvimento que vem desde a década de 1970.

As últimas medidas do presidente chinês, Xi Jinping, apertaram o controle bonapartista do PC Chinês, encabeçado pelo próprio presidente, muito mais do que já estava. O poder de Xi Jinping, com as últimas deliberações, crescerá muito, na medida em que poderá se reeleger sem limites. O aumento da idade para aposentadoria dos dirigentes para  além dos 70 anos fez com que o próprio regime bonapartismo, mas que de um tipo especial, se torne cada vez mais duro, com acordos e contradições com o imperialismo. O controle maior sobre os empresários chineses, com a campanha de combate à corrupção, tem na base o aprofundamento da crise capitalista na China.

Na disputa do mercado mundial

Na China, há uma situação muito peculiar com uma grande fuga de capitais, disfarçado, em parte, por compras de ações empresas no exterior, ao mesmo tempo que o governo chinês impulsiona compras para adquirir tecnologia. Uma boa parte da exportação de capitais chineses ao exterior é de fato fuga de capitais. E esse dinheiro é aplicado para a compra de títulos e para a especulação financeira, mais do que exportação de capital produtivo ou algum tipo de mecanismo para dominar o mercado mundial.

O imperialismo, no geral, tem tentado bloquear a aquisição de empresas de tecnologia de ponta. Há uma guerra, principalmente por parte do imperialismo norte americano, como ficou claro no caso da Hauwei e da ZTE, que são grandes empresas da área da tecnologia chinesa. Também a Alemanha tem tentado bloquear a compra de empresas de semicondutores e de robótica, dentre outras.

Quem controlará a maior integração da China ao capitalismo?

A mudança no cenário internacional, com uma maior integração da Rússia e da China no mercado mundial, para salvar o sistema da própria crise, poderá acontecer pela via contrarrevolucionária da burocracia chinesa, ou pelo controle da burguesia russa nacionalista encabeçada pelo governo de Vladimir Putin, que possui perfil semelhante, ou pelo controle do imperialismo. Mas, em ambos casos, tende a acontecer não por métodos pacíficos, mas violentos, de guerras e revoluções, de desestabilização da situação atual. Isso é assim porque essa integração só pode acontecer por meio de maiores ataques contra os trabalhadores.

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