Quarta, 21 Novembro 2018

Operários da Volks torturados na Ditadura fazem protesto em São Bernardo

Written by  Published in Últimas notícias Sábado, 16 Dezembro 2017 22:00
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Os operários da Volkswagen de São Bernardo do Campo, torturados na Empresa durante a Ditadura Militar de 1964, realizaram protesto na porta da fábrica, na quinta-feira, dia 14 de dezembro.

Um dos candidatos à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo da Oposição Metalúrgica contra o pelego Joaquinzão, Lúcio Bellentani, esteve presente:

“(...) Fazia parte do grupo Lúcio Bellentani, que em 1972 foi abordado na linha de produção por agentes da ditadura. Ele alega ter sido torturado dentro da fábrica.

Hoje com 72 anos, ele e outros funcionários denunciaram a Montadora ao Ministério Público. ‘Queremos que eles se responsabilizem. Pedimos uma reparação coletiva, como a construção de um museu, e reparações individuais financeiras.” (Folha de S. Paulo, 15/12/2017).

A Empresa encomendou Relatório ao professor alemão Christopher Kopper, “contratado pela montadora após ex-funcionários relatarem à Comissão Nacional da Verdade casos de perseguição” (Idem).

O relatório concluiu:

“que houve cooperação entre a equipe de segurança industrial de sua filial brasileira e a ditadura militar no país. O texto afirma, porém, que não foram encontradas evidências claras de colaboração institucionalizada da empresa.” (Idem)

Tal relatório foi apresentado pelo CEO da Volks na América do Sul e no Brasil, Pablo Di Si, depois dos protestos do operários, sendo “uma placa em memória das vítimas da ditadura foi descerrada na fábrica.”

Acrescente-se que a Volkswagen deu guarida a criminosos nazistas, como “Franz Stang, ex-chefe de dois campos de extermínio na Polônia [Treblika e Sobibór] não só se tornou funcionário da montadora de São Bernardo do Campo, como montou um esquema de espionagem na fábrica em colaboração com o regime militar.” (UOL, 27/07/2017). Stangl foi preso e condenado em 22 de outubro de 1970 à prisão perpétua e morreu em 28 de junho de 1971 de parada cardíaca, na cidade de Düsseldorf.

A Volks deve pagar as indenizações aos operários torturados e aos perseguidos, até que seja totalmente expropriada pelos trabalhadores, num governo revolucionário operário e camponês.

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