Sábado, 15 Dezembro 2018

Censura da biografia de Belchior: apoio ou repúdio?

Written by  Published in Global Economy Sexta, 17 Novembro 2017 22:00
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A socióloga Ângela Belchior quer impedir a circulação da biografia de seu irmão intitulada “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, escrita pelo jornalista Jotabê Medeiros, editado pela Editora Todavia.

Ângela alega que o livro é “mentiroso”, “cheio de erros” e “ofensivo à honra do artista e de sua família”, e que “Nosso objetivo é tirar o livro de circulação, estamos tomando providências.”  (Folha de S. Paulo, 17/11).

Como ponderou Ruy Castro em sua coluna:

“É normal – as famílias, que julgam saber tudo sobre seus parentes ilustres, sempre se surpreendem com as revelações levantadas por biógrafos. Até pouco, a lei autorizava a ir aos tribunais e tentar tirar um livro de circulação. Em 1995, conseguiram com que “Estrela Solitária”, minha biografia de Garrincha, passasse um ano proibida, e, em 2006, baniram para sempre “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo Cesar Araújo.

Só que, do voto de Cármen Lúcia para cá, nenhuma autor é obrigado mais a pedir a autorização de ninguém para biografar quem quer que seja e, se o biografado ou sua família não gostar do resultado, que processe o autor e tire-lhe as calças – mas o livro não poderá ser proibido de circular.

(...) Não por coincidência, Ângela está escrevendo seu próprio livro sobre o irmão, a sair em 2018.

Ótimo, e boa sorte para esse livro. Mas o de Jotabê Medeiros, que não li e já gostei, não pode ser tocado, a não ser por quem vá às livrarias e compre um exemplar.” (Idem).

Conforme nos ensinaram André Breton, Diego Rivera e Leon Trotsky:

“Se para o desenvolvimento das forças produtivas materiais, cabe à revolução erigir um regime socialista de plano centralizado, para a criação intelectual ela deve, já desde o começo, estabelecer e assegurar um regime anarquista de liberdade individual. Nenhuma autoridade, nenhuma coação, nem mesmo o menor traço de comando!,” (André Breton, Diego Rivera e Leon Trotsky, “Manifesto por uma arte revolucionária independente.”), México, 25 de julho de 1938.

A censura é uma forma de repressão do Estado burguês, sendo que os revolucionários marxistas colocam-se contra todas as formas de censura, porque há necessidade de total liberdade de criação, devendo ser assegurado a liberdade individual para a arte.

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