Segunda, 20 Agosto 2018

Trabalhadores, ou lutam ou morrem de fome

Written by  Published in Global Economy Terça, 31 Outubro 2017 22:00
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Por Florisvaldo Lopes

lute


Com o aumento da crise capitalista mundial e a elevada perda dos lucros, os grandes capitalistas, principalmente os norte-americanos, querem aplicar nos países atrasados a politica de terra arrasada. Essa politica para os trabalhadores, implica em suga-lhes até a última gota de sangue, com grandes ataques contra os direitos trabalhistas, as aposentadorias, a saúde, a educação, num vale tudo para conter a acelerada queda dos lucros, provocada pela crise do capital parasitário.

Nos países desenvolvidos os ataques contra os trabalhadores são um pouco menos truculentos que nos países atrasados devido ao enorme temor de provocar revoluções no coração do sistema capitalista mundial. Na França, por exemplo, quando tentaram fazer uma “reforma” previdenciária, no início da década passada, a população tomou as ruas fazendo com que o governo “socialista” de plantão recuasse.

A classe operária Francesa sempre se colocou na linha de frente da luta por seus direitos, contra o capital. Foi na França onde a classe operária tomou o poder pela primeira vez no mundo. A Comuna de Paris em 1871, representou a primeira experiência operária de governo. Mesmo tendo durado poucos mais de dois meses, foi ali que se acabou com a burocracia do estado burguês e se aprovaram várias medidas a favor dos trabalhadores, contra os parasitas capitalistas. Esse foi o primeiro exemplo histórico do que a classe operária pode fazer quando unida. O segundo grande exemplo histórico foi a tomada do poder pelos bolcheviques na Rússia em 1917. Esses acontecimentos, por outro lado, também levou a burguesia a criar sua política de contenção das massas operária. A manipulação se dá por todas as partes, ou seja, tudo que a burguesia põe a mão serve para dividir, lesar, manipular e individualizar os trabalhadores. Nesse sentido, a burguesia se vale do Estado, da imprensa, das igrejas e até dos órgãos que deveriam servir apenas os trabalhadores, como os sindicatos, comprando a burocracia sindical.

A alternativa é lutar

A única saída para os trabalhadores é a luta. No Brasil, neste momento, em que vivemos os maiores ataques contra os direitos trabalhistas da história, todos os trabalhadores devem voltar seus olhos para as lutas operárias passadas, relembrar que todos os direitos conquistados até hoje o foram com muita luta, suor e sangue, de trabalhadores iguais a nós. É um grande engano achar que o Estado criou as leis trabalhistas sem a imposição dos trabalhadores. O Estado nada mais é que uma organização de patrões para controlar com ferro e fogo os levantes operários.

Contra todos os ataques impostos pelos capitalistas a os trabalhadores só nos resta a unificação e a luta, ainda mais neste momento, em que a burocracia dos partidos que se dizem de esquerda e a burocracia sindical estão traindo os trabalhadores da maneira mais cretina. Para garantir algumas migalhas dos golpistas pró imperialistas, para continuar mantendo os seu privilégios, esvaziaram as manifestações de rua, e quando as têm chamado “esquecem” que a luta dos operários é contra os ataques do grande capital que neste momento, tem uma quadrilha à frente do estado burguês. Essa burocracia traidora deixou passar sem fazer nada, a PEC 55, a qual congela investimento por 20 anos da saúde e educação; a terceirização total, a “reforma” (que é um verdadeiro massacre) trabalhista e tantos outros ataques. Se a classe trabalhadora não se unificar para lutar contra os golpistas também irá passar a “reforma” da Previdência e ataques ainda piores. Os trabalhadores devem lutar passando por cima dos burocratas sindicais em primeiro lugar. Chegou a hora dos trabalhadores tomarem as próprias mãos suas instituições de luta sejam elas, sindicatos, centrais sindicais, associações de moradores etc. Eles precisam criar o se próprio partido político revolucionário que os orientará na luta contra o estado burguês.

Aos verdadeiros revolucionários cabe a responsabilidade de unificar-se e preparar-se para orientar a luta da classe operária no próximo, e inevitável levante mundial. Está na hora de unificar a luta de todos os que realmente querem lutar para a emancipação da classe operária.

O partido operário revolucionário deverá orientar a luta pelo poder político, porém, ele deverá ser controlado com mão de ferro para que o mesmo não se venda a burguesia como muitos se venderam ao longo da história. Neste momento, fica claro que essa política mentirosa de coligação de classes vendida pela esquerda atual é uma farsa. A burguesia e a classe operária jamais serão amigas como prega essa esquerda. Como é possível unificar exploradores e explorados? A menos que voltemos a ser escravos; e isso é tudo que o capitalismo quer: trabalhador escravizado mais lucro para os exploradores.

Pelo um governo operário e camponês!
Pelo partido operário revolucionário!
Pelo fim do capitalismo!

     

         

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