Quarta, 21 Novembro 2018

Golpistas deixam de fornecer remédios no SUS

Written by  Published in Últimas notícias Sexta, 27 Outubro 2017 22:00
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medicamentos


Os golpistas, por intermédio do Ministério da Saúde, informaram que deixaram de fornecer seis dos oito remédios biológicos para artrite reumatoide que estavam disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde).

O Professor Doutor Morton Scheinberg, livre-docente pela USP e reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, esclareceu que:  “O governo teria apresentado estudos que comprovariam os benefícios de adquirir apenas esses produtos, de forma a onerar menos seus cofres. Mas esses estudos não têm fundamento científico, apenas econômicos, e defendem uma tese que favorece exclusivamente o governo. E não o paciente.

Com essa medida, o governo está revertendo o enorme avanço que o Brasil obteve no tratamento da artrite reumatoide nos últimos anos, um verdadeiro exemplo de sucesso, várias vezes apresentado internacionalmente por comprovar a importância de o país oferecer esses medicamentos na rede pública. Quem mais se beneficiou com a inclusão dos biológicos no SUS foram os pacientes. E são eles que mais serão prejudicados caso essa medida se concretize.” (Folha de S. Paulo, 26/10).

Também segundo o Professor Doutor Scheinberg: “Estima-se que a doença afete cerca de 1% da população mundial, com incidência maior no sexo feminino.

 Embora sua alta complexidade dificulte o tratamento, nas últimas duas décadas houve grande progresso no arsenal medicamentoso. Os produtos conhecidos como biológicos (por não serem produzidos por síntese química) ajudaram os pacientes com o alívio da dor típica da artrite e hoje já estão disponíveis no Sistema Único de Saúde. Essa terapia atenua sintomas e deformidades, reduzindo a necessidade de cirurgias e absenteísmo.” (Idem).

 Scheinberg conclui: “Ainda estamos longe de uma cura para a artrite reumatoide, mas estamos trabalhando para termos cada vez mais opções medicamentosas, com diferentes mecanismos de ação, para podermos continuar trabalhando a doença mesmo quando a primeira linha de terapia deixou de funcionar. Neste momento, há mais de 60 novos medicamentos sendo testados.  Mas nada disso chegará ao paciente se não criarmos formas de tornar esses produtos acessíveis.

É preciso haver um equilíbrio entre ciência e economia. O ponto aqui é que não devemos nos esquecer da doença, e de como fazemos para controla-la.

Excluir esses medicamentos seria prejudicial a todos, principalmente considerando o envelhecimento da população e a necessidade de mantermos a qualidade de vida dos brasileiros, para que permaneçam economicamente ativos. Perdem todos. E quem ganha são os cofres públicos.” (Idem).

Seguir o exemplo da luta dos diabéticos de São Bernardo por seringas

A população de São Bernardo do Campo obteve recentemente uma importante vitória contra o governo do golpista tucano do PSDB, do prefeito Orlando Morando, o qual havia reduzido o fornecimento das 60 (sessenta) seringas  que os 9.000 insulino-dependentes da cidade necessitam mensalmente para apenas 20 (vinte) seringas, ao mesmo tempo que orientava no sentido de reutilização até 8 (oito) vezes sendo que agora voltou atrás.

A população iniciou uma grande campanha nas redes sociais contra o corte no fornecimento das seringas e a sua reutilização porque logicamente as seringas são descartáveis, sendo óbvio o risco de contaminação.

A Prefeitura do golpista Orlando Morando apoiava-se no também golpista Ministério da Saúde de Michel Temer que orienta nesse sentido.

O próprio Poder Judiciário chegou a condenar a reutilização de seringas.

Além da campanha da população nas redes sociais, destacamos a entrevista do jornalista Cadu Bazilevski ao Metro News, onde este informou o que isso estava acontecendo com seu pai diabético, João Batista Aragão Neto. A repórter, Vanessa Selicani, do Metro News -             ABC, fez um excelente artigo, onde ouviu especialistas, representantes de entidades de diabéticos e o próprio Ministério da Saúde golpista, que vem promovendo o desmonte da Saúde Pública no Brasil.

Posteriormente, o SPTV da Rede Globo fez uma reportagem na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Paulicéia, em São Bernardo Campo, onde foi confirmado o corte, sendo que na mesma o prefeito golpista informou que a Prefeitura voltaria a fornecer as 60 (sessenta seringas), e que a cidade gastará mais R$ 200.000,00 reais por ano, com os 9.000 diabéticos com isso. Ora, a cidade de São Bernardo do Campo tem um orçamento bilionário, nada justificando o desmonte da Saúde Pública. É só o golpista deixar de gastar com propaganda enganosa.

Essa vitória da população de São Bernardo do Campo deve servir de exemplo na luta contra o desmonte da Saúde Pública no Brasil, seja em nível municipal, estadual ou federal.

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