Segunda, 24 Setembro 2018

monizbandeiraNo início do mês de Setembro, o ilustre politólogo Moniz Bandeira, militante marxista pelo qual temos muito respeito, e que inclusive faz uma análise de conjuntura internacional muito próxima da nossa, escreveu uma carta ao jornalista Paulo Henrique Amorim, na qual advogava uma intervenção militar no Brasil, por conta da crise política e dos terríveis ataques desferidos pelo impopular governo Temer. O posicionamento de Moniz Bandeira nos surpreendeu. Inclusive porque é fruto de uma leitura ingênua da realidade, coisa que Moniz não costuma fazer. De todo modo, cabem aqui algumas considerações sobre o caráter das forças armadas no conjunto do regime político. E considerações sobre a questão ideológica no interior do Exército.

milicosAs forças armadas são extremamente reacionárias. Estão a serviço do status quo. É uma tremenda loucura pensar que os milicos interviriam pra estancar o entreguismo dos golpistas. O General Villas Boas, em entrevista ao Bial anteontem, disse uma coisa que tá na cara e que muita gente prefere não perceber. O general disse que a intervenção dos militares é permanente, e citou o exemplo das tropas no Rio de Janeiro. Já estamos em estado de exceção; há um golpe em curso que, pra ser aplicado no parlamento, contou com a anuência de milicos e magistrados. São as frações que tem servido de bucha de canhão na atual conjuntura. Sobre o judiciário e o papel que cumpre nos golpes na América Latina, o jurista Pedro Serrano lançou um excelente livro ano passado. Em última instância, tudo é decidido pelo judiciário. É a ditadura do judiciário. Os manda-chuvas do momento são os ministros do Tribunal Superior Federal; esses caras tem um poder extraordinário, e tudo isso, é bom lembrar, sem que sejam eleitos por voto popular e sem que estejam submetidos a dispositivos que lhes sirvam de moderação. E se a situação de crise se agudizar, entram os milicos em ação. Em ação eles já estão, sempre estiveram, desde que bem remunerados e protegidos dos ajustes fiscais pagos pelo povo. Moniz Bandeira é grande, mas agora foi infeliz. Nem judiciário nem forças armadas estão preocupados com a Nação. Estão preocupados com os próprios vencimentos. E o imperialismo continua nadando de braçada por aqui. O Temer que não coloque as barbas de molho pra ver! Já há movimentação no congresso para que seus processos sejam remetidos ao STF. É o imperialismo fustigando- o. O golpe segue em curso.

Veja também: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/valterpomar/318159/Sobre-a-ilus%C3%A3o-de-Luiz-Alberto-Moniz-Bandeira-acerca-de-uma-interven%C3%A7%C3%A3o-militar.htm

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