Quarta, 20 Junho 2018

process

por Mario Medina

Ontem fui no cinema ver o filme do golpe. "O Processo" , da Maria Augusta Ramos. O nome não é à toa. Faz referência ao célebre romance do Kafka. O impeachment da Dilma foi praticamente uma peça kafkiana, e isso o documentário aponta com sobriedade. Não é um filme imparcial; não é um filme pra coxinhas. É um filme pra mostrar mesmo toda a sacanagem que foi o processo. A diretora focou seu trabalho no acompanhamento da bancada petista do senado, enquanto tramitava ali o indecoroso pedido de impeachment defendido pela advogada Janaina Pascoal. Aliás, esta senhora também foi filmada em sua estada pelos corredores do senado federal ao longo das arguições. A diretora Maria Augusta Ramos optou por esse enfoque: bancada petista versus Janaina Pascoal na votação do impeachment no senado. O filme só foge disso pra contextualizar em forma de legenda algumas movimentações vindas da câmara e pra mostrar a reação de manifestantes pró e contra golpe na esplanada dos ministérios; além do início do filme, que é um resumo de imagens da famosa tarde de votação do impeachment na câmara, comandada pelo bandido Eduardo Cunha. O filme começa assim: uma espécie de panorâmica da esplanada e logo em seguida o referido show de horrores no congresso. Evidente que, como assinalei acima, o filme não é imparcial. A edição do vasto material coletado converge para duas horas e meia de filme em que o telespectador é colocado diante do ardiloso plano executado por Cunha, PSDB e Janaina Pascoal para afastar ilegimamente a presidente Dilma. O filme desnuda toda essa maquinação. Fica claro o jogo de cartas marcadas no congresso, fica cristalino o cinismo de Janaina Pascoal. Chega a ser risível de tanta hipocrisia que é exposta da parte dos que comandaram o processo do golpe.
Fiz questão de ver o filme no cinema porque queria notar a reação do público. Tá ok que o filme tende a ficar restrito a um circuito alternativo; eu mesmo fui numa sessão na avenida Paulista, em um cinema frequentado por público mais ilustrado; mas queria ver a reação das pessoas. E não deu outra, a reação é de comicidade diante de tanta patifaria e cara de pau. As cenas da advogada Janaina são de longe as mais hilariantes. O cinema veio abaixo em risadas com uma cena da advogada tomando um Toddynho. A semiótica da cena não podia ser mais pertinente. Janaina Pascoal atuou como uma criança mimada, por pura birra. Maria Augusta fez questão de mostrar a ligação de Janaina à bancada evangélica, aos interesses conservadores; mostrando suas motivações ideológicas e sua paixão partidária. Mas Janaina começou tudo, é verdade, e é importante dizer, recebendo 45 mil reais do PSDB pra elaborar a peça acusatória.
Quer dizer, o impeachment foi mesmo um golpe deslavado, um golpe jurídico-parlamentar, com apoio midiático, pra sacar do poder por motivações políticas e econômicas uma presidente que já não era mais a primeira opção do mercado. Eduardo Cunha fez questão de acelerar ao máximo todo o trâmite, em retaliação pelo PT não tê-lo salvado da comissão de ética da câmara, que posteriormente o afastaria de suas funções na condução da casa por envolvimento em corrupção pesada. Ou seja, o processo todo é uma desmoralização completa.
O filme é bom mesmo. Eu recomendo. Fica meio arrastado lá pela metade, com tantas discussões de cunho burocrático que ao telespectador realmente não faz muito sentido. Digamos que é a forma burocrática contida na coisa. O que é determinante mesmo é o conteúdo político. Mas é um registro histórico. Bom pra ver como estamos imersos em jogos de aparência.

Obs 1: Interessante notar o brilhantismo da defesa de José Eduardo Cardoso. Praticamente impecável.

Obs 2: A senadora Gleisi Hoffman é uma gracinha. (Comentário meramente estético. As companheiras certamente ficarão com o charme cinquentão do Zé Eduardo Cardoso...rs)

 

Por Mario Medina
 
classe slide
 
Gostaríamos de pensar que o Brasil está prestes a entrar numa onda de mobilização social, de aguçada consciência de classe, onde os trabalhadores sairão às ruas sedentos por justiça social e dispostos a se insurgir no mínimo movimento anti-popular deste governo golpista. 
Já pensaram?! Um Brasil às portas de sua revolução social, pra desbaratar de vez esse teatro do horror em que se transformou. Um Brasil prestes a surgir para o futuro, para acertar as contas com a distribuição de renda, para conhecer o progresso, educar suas massas, levar qualidade de vida às suas famílias, apresentar um futuro promissor às suas crianças, oferecer a seus jovens um justo ideal no qual consumir seu trabalho e sua energia. Mas infelizmente não são essas as perspectivas, e temos que, com os pés no chão, analisar friamente os fatos e prognosticar com realismo os dias que virão. 
Seria ótimo traçar um perfil da revolução brasileira, mas temos, por motivos óbvios, que nos ver primeiro com o processo de contra-revolução por assim dizer, este dos últimos meses e anos, de duro cenário de contra-reformas imposto pelo capital em vista da crise mundial do capitalismo que diminui suas taxas de lucro.
Em vista do que temos assistido em termos de retrocessos sociais, comparando o desenvolvimento dos fatos ocorridos em terras brasileiras com a atual definição geoestratégica mundial, podemos imaginar o seguinte cenário:
Será praticamente impossível haver uma chapa nacional-desenvolvimentista eleita em alguma das próximas eleições presidenciais. A influência americana foi reestabelecida, o golpe é reflexo direto disso, e a direita mais neoliberaloide está destinada a ficar na gerência de turno do estado pelo próximo período, num estado que vai aderir ainda mais à escalada repressiva e truculenta. 
O braço do estado vai pesar sobre a população. Sobretudo nas periferias. Processo de recolonização da economia e da política brasileira com consequências duríssimas de estado policial. Tudo pra garantir o Brasil como pólo de superexploração de força de trabalho barata e como plataforma de rentismo para a farra do capital especulativo. 
Teremos um cenário de desindustrialização se acentuando, com o país fadado a se resignar com seu posto de mero exportador de commodities, como está sendo deliberado pelo imperialismo para continuar a ser na divisão internacional do trabalho. 
O Brasil como possível futura potência mundial renuncia às suas ambições para voltar à órbita estadunidense. Com algum capital chinês também, é verdade, mas muito longe de ser uma economia com vistas a intercambiar mais de igual pra igual com as potências mundiais, sejam elas dos Brics ou mais aliadas à Otan. O negócio aqui é exportar soja, gado e minério de ferro. Para acabar com qualquer pretensão de sustentabilidade.
O Brasil fadado a se tornar uma Colômbia da vida, um México, num emaranhado de cartéis do crime organizado assumindo posições no estado; um país mergulhado em sangue, convulso em meio à violência e à miséria. 
Para superar a atual condição e o lamentável prognóstico a que tal condição nos remete, seria necessário um imediato levante de massas, com poderosas greves gerais a paralisar produção e circulação de produtos, levando o povo às ruas em um processo semelhante ao de 2013, só que num movimento genuíno da classe trabalhadora, e não como as jornadas de então foram posteriormente remodeladas, capitaneadas pela direita que tinha interesse em não mexer nas estruturas de poder estabelecidas.
Somente um tal movimento de massas teria condições objetivas de frear o andamento da política brasileira tal como o delineamos por aqui. E tal movimento, além de uma natural disposição ao enfrentamento com o poder econômico e seu regime por parte das massas, requereria uma direção capaz de centralizar politicamente suas forças. 
Ou seja, tanto objetivamente,  tendo em vista que o descontentamento político ainda não resultou em aberta revolta social, quanto politicamente falando, no que tange à influência programática de um partido revolucionário capaz de falar a essas mesmas massas e dirigi-las à tomada de iniciativas contundentes, estamos impedidos de nos preocupar com a construção do socialismo para ter de falar aonde a contra-revolução está nos levando agora. 
Mas as tensões dialéticas é que movem a história. Passaremos da contra revolução à revolução. A história não acabou. Às vezes dá-se um passo atrás para em seguida dar dois passos a frente. Construir um processo grande de emancipação passa por ter paciência e perseverança em cada pequeno passo, com firmeza e dignidade.

Por Mario Medina                         

doriapsdbO prefeito e presidenciável tucano João Doria sancionou n  dia 4 de outubro, o projeto de lei que libera a concessão de terminais de ônibus, Mercado Municipal, Bilhete Único e alguns parques da cidade. Em evento para sanção do projeto, Doria disse que o secretário de desestatização, Wilson Poit, tem sido procurado por uma série de prefeitos interessados em aplicar o modelo privatista. Doria finalizou afirmando que "É o exemplo de São Paulo servindo ao país". Logo se vê que o crápula em forma de prefeito pretende se viabilizar como o candidato dos patrões ao planalto.

A briga interna no PSDB é entre Doria e o sujeito que o apadrinhou politicamente quando do lançamento de sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Fustigado pela oposição em vista de processos em que é acusado de ilícitos, Alckmin perdeu a chance de figurar como unanimidade no partido após a desgraça na qual Aécio foi atirado. Este sim é carta fora do baralho em termos de eleição presidencial.

Em São Paulo, Doria tem aplicado uma gestão duramente privatista e repressiva. Com apoio massivo na câmara de vereadores, tendo fatiado as subprefeituras entre figurões do espectro mais reacionário possível. Doria lançou a cidade nas mãos da iniciativa privada e tem feito enorme tour Brasil afora, e inclusive no exterior, alternando entre eventos com empresários, onde vende São Paulo na maior cara larga, e eventos nitidamente auto-promocionais, onde tem lançado mão do palavrório neoliberal que tanto agrada aos "investidores", leia-se parasitas. Nestes eventos, além de advogar um completo desmonte do patrimônio público, Doria se vale de discurso anti-comunista e falso-moralista; logo ele, tão habituado às tramoias do meio empresarial brasileiro. São os imorais querendo falar de moral.

A ofensiva privatista segue em curso, num laboratório do que esses picaretas pretendem aplicar em escala nacional. A bola da vez agora é o projeto de lei que está sendo lançado hoje, que inclui o autódromo de Interlagos, um dos negócios da China da iniciativa privada em São Paulo, junto ao Estádio do Pacaembu e do complexo do Anhembi, que já foram entregues em aprovação na câmara de vereadores.

Por Mário Medina

tacao

 
O Tacão de Ferro, de Jack London, é um livro que impressiona. Muito bom realmente. Trata-se de um romance, uma espécie de ficção sociológica em que o autor se vale do gênero literário para expor conceitos do marxismo e defender a tese de que nenhuma ilusão pacifista ou reformista seria capaz de impedir que o capitalismo enveredasse por regimes de violência em seus períodos de crise. E Jack London faz isso com maestria, prognosticando o socialismo reformista do início do século XX como falsa alternativa aos trabalhadores e prevendo o surgimento do fascismo como módulo político funcional às elites.
O Tacão de Ferro é uma expressão criada pelo autor para designar esse endurecimento do regime político. Trata-se da história de Ernest Everhard (o nome não é a toa), operário intelectual, líder do partido socialista, e posteriormente eleito deputado, que faz amizade com um professor universitário progressista e acaba por se envolver com sua filha, que por sua vez adere aos ideais de seu amado e escreve o livro como modo de reconhecer e engrandecer o trabalho de Everhard. É um livro escrito na primeira pessoa, com notas de rodapé de um editor do futuro, que escreve setecentos anos depois dos acontecimentos relatados no manuscrito. É um livro instigante, violento sobretudo da metade até o final, assumindo ares de distopia, mas que antecipa e prevê muito do que realmente aconteceria no trágico século XX.
O Tacão de Ferro foi publicado em 1907, tido à época como pessimista, acabou por se revelar uma profecia acertada do que viria a ser o sistema capitalista das décadas posteriores. O livro tem erros; na edição da Boitempo, com tradução de Afonso Teixeira Filho, há um posfácio de Trotsky no qual o mesmo reconhece haver erros, mas é de fato um clássico da literatura e merece ser propagado, tanto por sua riqueza estilística quanto pela tese extremamente atual da agonia do capitalismo como modo de produção caduco e fadado à barbárie.
O livro é extremamente atual porque aponta para o regime de barbárie social e violência política do imperialismo e porque coloca a questão da burocracia sindical como elemento importante do status quo; uma casta à parte é formada, dando origem a uma aristocracia operária, traidora, odiada pelos trabalhadores. O que tem tudo a ver com o peleguismo chapa branca do qual temos insistentemente falado como sendo um dos elos podres do regime político a ser ultrapassado pelo conjunto dos trabalhadores.
Outra característica interessante da obra é a hipérbole como elemento de narrativa, o que fez London chegar ao extremo de descrever essa aristocracia operária como elemento completamente apartado da massa de trabalhadores, vivendo em bairros separados, com escolas específicas para seus filhos, etc. De igual modo London hiperboliza o quadro social do lumpem-proletariado, chamado no livro de "povo do abismo", uma massa de miseráveis, extremamente violenta e ignorante, também apartada do convívio comum e que tinha sua funcionalidade social: barbarizar e servir de massa de manobra aos interesses do Tacão de Ferro.

ditadura1

Uma intervenção militar seria um passo arriscado, verdade, mas é uma das possibilidades inscritas na realidade brasileira, até porque há movimentações de milicos nesse sentido e até um ensaio geral na ocupação da Rocinha. Tudo depende da evolução dos acontecimentos nas próximas semanas. Raquel Dodge, a nova PGR (Procuradora Geral da República) está incumbida de "colocar ordem na casa". Uma intervenção militar desastrada jogaria o país em convulsão social. E a crise política em evidência não é tão incontornável que as forças armadas se sintam legitimadas para intervir. Os milicos não são tão obtusos assim. De nossa parte, temos que avaliar que os movimentos populares estão em crise; a classe operária, inerte; a burocracia sindical e os partidos políticos de esquerda, paralisados. Não haveria necessidade do exército entrar em cena pra controlar a situação para as elites. Só há contrarrevolução na medida em que há revolução. Um pólo move o outro. A reação não tem porquê arriscar uma manobra extrema. Seria atiçar um setor que está sob controle. De todo modo, a situação é crítica. Temer, a despeito de sua ilegitimidade, continua livre para aplicar uma agenda muito próxima da desejada pelo imperialismo, com um pacotaço de 57 privatizações de bens públicos. Só não avança por conta de sua impopularidade e por depender do congresso, que por sua vez se preocupa em se poupar para as próximas eleições. As centrais sindicais não se mobilizam pra parar o país e estancar a sangria. A CUT joga todo peso na defesa de Lula com a esperança de fazê-lo candidato ano que vem, quando, na verdade, até analistas políticos adaptados ao regime calculam que não haverá eleições. Faz todo sentido. O que nos faria pensar que os golpistas abririam mão do poder em meio ao ajuste que tocam para o Tio Sam? É ingenuidade desmedida acreditar que o processo possa ser revertido via eleição. As eleições, se ocorrerem, serão completamente manipuladas. É o único jeito de eleger um picareta com programa anti-povo para governar o país. Apesar da opinião pública já ser manipulada pelo monopólio da imprensa, e da maior empresa de telecomunicações do país fazer campanha aberta para o PSDB, o programa representado pelo impostor Aécio foi rejeitado nas urnas. Começou a ser aplicado logo em seguida por força das imposições do mercado e da capitulação petista; foi colocado em ação com o advento do golpe e da subida de Temer ao poder; e caminha para ser integralmente aplicado, seja por Rodrigo Maia, em eventual nova cassação, ou até pelos militares caso a conjuntura política exija. É um golpe permanente contra a população. Tudo para que a máfia de banqueiros e rentistas, dos milionários magnatas de dentro e fora do país recuperem a taxa de lucro que a crise lhes desfalcou. Soberania nacional agora é lenda. Vivemos em franca decadência, com desindustrialização, entrega dos patrimônios à rapinagem imperialista, descarada drenagem de recursos públicos para o pagamento da dívida, uma classe política vendida se locupletando na máquina pública e um judiciário servil aos interesses dos EUA. Uma intervenção militar aqui seria a cereja do bolo para aqueles que vivem de pilhar as riquezas nacionais e super-explorar o trabalho alheio. Mas não deixa de ser um risco com o qual devemos nos preocupar e ficar atentos. O Brasil já tá na miséria. E os donos do poder não estão preocupados com quem passa necessidade. Isso é importante notar: disputas entre frações burguesas pelo poder são apenas disputas de frações burguesas pelo poder. Ao povo trabalhador interessa suas reais condições de vida, de moradia, alimentação, etc. E só a luta política da classe trabalhadora, com organização e combatividade, pode conquistar melhorias na qualidade de vida. Isso nos remete à necessidade de pautar novamente e sempre as insígnas do Programa de Transição ao socialismo, com diminuição da jornada de trabalho e reajustes mensais de salários. A classe trabalhadora depende de vender sua força de trabalho, e tem o direito legítimo de valorizá-la, e de reivindicar uma qualidade de vida razoável para continuar a produzir. É inadmissível um quadro de desemprego como o atual; é inadmissível que os filhos da classe trabalhadora estejam submetidos à fome ou a outras formas de carência. A luta do momento é resistir às investidas de Temer e barrar qualquer privatização ou corte de gastos nos serviços públicos e programas sociais, ao mesmo passo que os riscos de eventuais retrocessos na participação política sejam veementemente repelidos. Tudo isso guarda relação com as objetivas condições de vida de nosso povo.

Nacional

Estava cheia de si e dormiu

14 Junho 2018
Estava cheia de si e dormiu

 A situação nacional ainda está marcada pela ressaca do movimento dos caminhoneiros. Aumentou o desgaste do governo Temer e este só se mantém no cargo devido a que estamos a...

Ciro Gomes com o pé na lama

14 Junho 2018
Ciro Gomes com o pé na lama

A crise política no Brasil dispara como reflexo da crise econômica. Os candidatos da direita e da esquerda integrada ao regime estão inviabilizados e os votos brancos e nulos dispararam....

Os caminhoneiros e a guerra híbrida

09 Junho 2018
Os caminhoneiros e a guerra híbrida

O ponto central do balanço é se essa greve foi uma greve em si, se foi motivada pela base, ou se ela foi um lockout patronal. Verificamos que a grande...

Bate continência aqui e mantenha o respeito

09 Junho 2018
Bate continência aqui e mantenha o respeito

Reunião de militares candidatos em Brasília, dia 8 de maio de 2018 Apareceram nos últimos dias a revelação dos telegramas secretos dos EUA, documentos da CIA, onde se relatam a...

A política de terra arrasada para a Petrobras

03 Junho 2018
 A política de terra arrasada para a Petrobras

  A política que tem sido aplicada na Petrobras é uma política de terra arrasada que basicamente passa pela política imposta pelo imperialismo de entregar a empresa para os monopólios...

Gazeta Revolucionária [pdf]

Saiba Mais

Massacre ao povo palestino (parte...

A Intifada palestina     Intifada significa revolta, ou literalmente...

Massacre ao povo palestino (parte...

A criação do Estado de Israel Não foi da noite...

Massacre ao povo palestino (parte...

Sionismo praticando a necropolítica em Gaza     A propósito,...

Massacre ao povo palestino (parte...

Nakba, 70 anos de assassinatos No dia 14 de maio...