Quarta, 20 Junho 2018

Sobre nosso rompimento com a LPS e rompimento da maioria  do Comitê Central com o Programa aprovado no Iº Congresso da LPS

Durante a estruturação da ala esquerda (revolucionária) da LPS, a luta até o I Congresso (Abril de 2017) foi pela imposição do programa revolucionário. A primeira reunião Plena do CC foi o ponto em que ala burocrática foi pressionada a aplicar o Programa. Até esse momento, todos os documentos (que foram escritos pela ala revolucionária, especificamente por Alejandro Acosta) foram aprovados por unanimidade. Mas a ala burocrática aprovava tudo como mero papel que devia ser jogado no lixo. O objetivo sempre foi usar a ala revolucionária como verniz para o trabalho burocrático sindical oportunista, e especificamente para continuar controlando os caixas dos sindicatos. Com o fim do imposto sindical e sob a pressão da ala revolucionária, a ala burocrática, se viu encurralada e partiu para cima da ala revolucionária com o objetivo de enquadra-la aos próprios interesses, tentando impedir inclusive a ida destes à base e não estruturando o trabalho nacional.

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De acordo com o site da LPS, foi realizada no dia 16 de setembro a II Conferência da LPS em Belo Horizonte (MG). Os principais assuntos teriam sido a reafirmação dos Eixos Programáticos e os Estatutos, e “um amplo debate sobre a questão do entrismo e da sabotagem, práticas comprovadamente realizadas pelo pequeno setor que rompeu com a LPS, no início deste mês.” “A prática do entrismo, uma tática política de infiltração, foi realizada pela ala minoritária que compunha a direção da LPS, composta por três pessoas”.

Em realidade, essa Conferência teve como objetivo validar a política oportunista e burocrática, mantendo um certo verniz, se valendo para isso da produção teórica realizada pela ala que rachou com o burocratismo.

Sobre a questão da “reafirmação dos Eixos Programáticos e os Estatutos” chama a atenção que esses documentos, assim como todos os documentos programáticos políticos da LPS foram escritos, na sua absoluta totalidade, pelo setor da LPS que rompeu com a política da ala burocrática justamente pela negativa dessa ala em aplicá-los e em torná-los letra morta. Toda a luta dos membros do anterior Gazeta Operária (hoje Gazeta Revolucionária) teve como objetivo dotar a LPS de um programa revolucionário e, principalmente, colocá-lo em prática.

A ruptura da ala minoritária, que hoje faz parte do Gazeta Revolucionária, aconteceu justamente por causa da sabotagem da ala burocrática que se acentuou, e tentou quebrar a ala revolucionária, após o fim do imposto sindical. O único elemento marxista que a Luta Popular e Sindical tinha antes da fusão com o Gazeta Operária, aderiu ao Gazeta Revolucionária, rompendo com a ala burocrática; portanto o racha no Comitê Central aconteceu a partir de quatro membros e não de três.

Entre os mais novos amigos de Pepê, o principal burocrata da LPS, se encontra a LBI que se especializou na política de fofocas semi profissionais de esquerda. Segundo estes senhores, http://lbi-qi.blogspot.com.br/2017/09/racha-na-lps-alejandro-acosta-e.html?m=1, “a LBI tem inúmeras e sérias diferenças com a LPS e a conduta política e sindical de Pepê, mas esse debate pode e deve ser tratado na dura e rígida arena da discussão programática da esquerda que se reivindica Trotskista e Leninista [negrito nosso]. Já com relação a Alejandro Acosta não podemos afirmar o mesmo.”

O problema que a LBI deveria explicar é como a LPS, que nunca produziu absolutamente nada em termos marxistas, teria condições de travar alguma “discussão programática” quando absolutamente todos os documentos políticos e teóricos da LPS foram escritos pela ala que hoje compõe o Gazeta Revolucionária e, especificamente, por Alejandro Acosta.

E a LBI diz ainda mais. “No caso específico da LPS esperamos que os companheiros ainda possam romper com essa “tradição” tradeunista [negrito nosso], uma tarefa que somente é possível combatendo sem tréguas os desvios sindicalistas que acabam tornando um insipiente núcleo classista refém dos sindicatos e dos seus privilégios oriundos em última instância das benesses do Estado burguês.“ Errar uma vez é burrice mas insistir no erro seria o que? Até pode ser questionado se a fusão do Gazeta Operária com a LPS foi um erro, embora que abortado quando a ala burocrática entrou num caminho hiper burocrático e direitista após a perda do imposto sindical. Mas a LBI espera hoje que a LPS adote a política que a ala burocrática implodiu miseravelmente após ter se visto acuada pelo aperto do Estado, ao qual se encontra intrinsicamente ligada (dado que no Brasil o sindicalismo oficial é estatal). E isso a troco do que será?  Diga-me com quem andas e te direi quem és!

Sobre o entrismo 

Pepê e seus funcionários da LPS (o grosso dos militantes que sobraram estão profissionalizados de maneira burocrática pela cúpula da LPS, conforme ficou hiper claro no II Pleno do CC, que aconteceu em agosto) tentam explicar, principalmente para consumo interno, que os atuais militantes do Gazeta Revolucionária teriam aplicado “entrismo” na LPS. E para isso se valem de um e-mail de 13 de março de 2017. Que diz esse e-mail?

A militante do RS disse ”Aguardo o desenrolar do congresso. A essa altura da minha vida eu não pratico 'entrismo' nem morta.” Alejandro respondeu: “No próximo período, estará colocado o ascenso operário, espontâneo, e provavelmente com tentativas à formação de um partido operário centrista. E em paralelo teremos a aceleração da pressão golpista rumo à ditadura militar”. A militante respondeu: “Vã esperança que o PT rompa com a burguesia e daí surja um novo partido centrista onde possamos praticar o entrismo! PSOL e PSTU estão na fila.”

Ou seja, a conversa que essa burocracia ignorante e pragmática nem sequer consegue interpretar se referia a um eventual futuro surgimento de um partido operário centrista nos moldes do PT das origens ou do Partido de los Trabajadores bolivianos de cinco anos atrás.

O entrismo não existiu no sentido de ter sido estruturada uma fração na LPS.  A política era empurrar a Organização como um todo para a esquerda. E isso aconteceu, pelo menos de maneira bastante formal (com exceção de alguns avanços organizativos). Essa política pode ser questionada obviamente. Mas a política pretendida tinha como objetivo dotar à LPS de um programa revolucionário e aplicá-lo em seguida. Quando a luta começou a girar em torno à aplicação do Programa, a partir do I Pleno do CC (junho de 2017), e que coincidiu com o aprofundamento da crise política geral, a crise interna escalou. E qual foi o estopim?

A ala revolucionária, liderada por Alejandro Acosta, levantou que para aplicar o programa revolucionário, que tinha sido aprovado por unanimidade sete vezes e nunca tinha saído do papel, era preciso quebrar a base material da burocracia, que passa pelo controle financeiro dos sindicatos em benefício de uma claque. Alejandro se posicionou por escrito contra qualquer repasse dos sindicatos para a LPS com o objetivo de obrigar a LPS a se estruturar como uma organização de militantes políticos revolucionários. Nesse momento, a crise aumentou.

Uma vez aberto o período congressual para o II Congresso da LPS, em julho de 2017, a ala revolucionária começou a se organizar para defender a sua política e promover as medidas organizativas a partir do CC. Mas esse congresso foi implodido a partir do II Pleno do CC que aconteceu em agosto, pela ala burocrática, que não queria saber de mudança alguma, principalmente das que colocavam em xeque o controle das finanças dos sindicatos. Perante os ataques burocráticos a ala revolucionária foi sendo derrotada das posições organizativas, proibida até de ir para a base e de participar de certos núcleos. Os militantes próximos foram todos quebrados pela ala burocrática. Nessas circunstâncias, a ala revolucionária se organizou para sair das estruturas burocráticas da LPS, mantendo no eixo da luta a defesa do Programa, conforme o próprio Trotsky tinha orientado.

Alejandro Acosta um infiltrado?

Segundo a nota hiper demagógica da LPS, “a Organização deverá ter um cuidado especial com sua rede de militantes e simpatizantes” para evitar o entrismo. Quem conheceu o verdadeiro ultra caos que imperava na Luta Popular e Sindical antes da fusão com o Gazeta Operária e, ainda, o esforço monumental de Alejandro Acosta e outros militantes para colocar um mínimo de ordem, só pode sorrir (ou até dar gargalhadas) lendo essa frase. E o ponto de partida para avaliar a militância de Alejandro Acosta na LPS passa pela evolução dessa atuação na Organização.

Em primeiro lugar, quando o antigo Gazeta Operária se juntou à LPS, esta se encontrava em grave crise, com a burocracia evidentemente enfraquecida e desmoralizada. E burocracia implica no controle material e financeiro dos aparelhos e na desmoralização dos militantes, que são tratados como idiotas. Mas havia a possibilidade de atuação perante as bases, principalmente nos Correios, conforme efetivamente aconteceu até o mês de julho de 2017.

No período de agosto de 2016 até junho de 2017, Alejandro Acosta foi o principal artífice da reorganização da LPS em torno a um programa revolucionário; e a atuação prática sempre foi orientada a resultados revolucionários. Vários documentos foram elaborados. O Jornal foi estabilizado quinzenalmente e publicadas 21 edições em um ano. As reuniões passaram a acontecer e o Comitê Central (que o menos que parecia era uma direção de alguma coisa) começou a ser organizado, mesmo que de maneira deficiente devido à forte influência dos métodos da burocracia sindical. Só a estabilização das reuniões representou uma verdadeira batalha campal que quase levou à expulsão de Alejandro Acosta da LPS a partir de uma ala direita que tinha se fortalecido nos Correios a partir de Robson Silva, o presidente do Sindicato. Este buscava aplicar uma política autônoma até do próprio Pepê. Foi travada uma luta interna que culminou com a aprovação do documento Pela Defesa do Programa da LPS http://www.gazetarevolucionaria.com.br/index.php/bases-programaticas/programa-revolucionario/158-pela-defesa-do-programa-da-lps-23-02-2017.

Alejandro Acosta se tornou o dirigente principal de toda a reorganização da LPS. Não somente na estruturação da linha política, mas no grosso da organização da LPS, embora que a atuação dele nos sindicatos fosse fraca e limitada, pelo menos até o período final da permanência na LPS. Todo mundo aceitava de maneira natural o trabalho e a liderança política de Alejandro Acosta, enquanto a base material da burocracia não era mexida. A relação se tornou complicada após a luta política se voltar justamente contra a base material da burocracia. Quando se falou em dinheiro a coisa complicou. Esse também foi o mesmo problema enfrentado por Alejandro Acosta no PCO e que escalou em 2014.

Uma lição importante e prática tirada dessas duas experiências é que a burocracia aceita praticamente tudo desde que não se mexa na grana e nos seus privilégios.

A campanha promovida por Pepê de que Alejandro Acosta seria supostamente um infiltrado que estaria tentando destruir a LPSsimplesmente, repetiu a campanha que Rui Costa Pimenta tinha feito havia dois anos antes, em 2015, contra o mesmo, quando esse denunciou o peso que a base material representava para a burocracia do Partido. O documento que Alejandro Acosta escrevia denunciando esse e outros fatos vazou antes mesmo de ser concluído, embora Alejandro Acosta o tivesse abandonado perante a brutal direitização do PCO, se deslocando de mala e cuia a reboque do PT. https://www.dropbox.com/s/9gp05umyv17mmlr/A%20cr%C3%ADtica%20do%20PCO%20feita%20por%20ex-militantes.pdf?dl=0

A prova de que Alejandro Acosta, assim como os demais militantes da ala revolucionária, seria um infiltrado estaria em que este, e os demais, buscavam conversar com os outros militantes para divulgar a própria política, o que obviamente implicava em denúncias. No caso de Pepê, até no documento ultra burocrático escrito por ele, chega a dizer que Alejandro tinha uma política quando ele (Pepê) não estava presente e outra quando ele estava presente. Mas em ambos os casos, a política de “blindar” (quebrar por meio do assédio) os militantes e contatos para não serem “contaminados” foi exatamente a mesma. Não por acaso, Pepê foi militante do PCO durante décadas, até que no início desta década se refugiou em Belo Horizonte, se concentrando nos “próprios” aparatos sindicais enquanto Rui Costa Pimenta se concentrava no próprio fundo partidário e na própria aproximação com o PT.

De qualquer maneira, o que esses burocratas deveriam explicar, além de provar as acusações levianas e oportunistas, é a origem dos recursos materiais que dão sustentação aos próprios privilégios. Essa é a discussão que eles escamoteiam até por motivos óbvios.

Quais finanças, qual política? 

Na nota da LBI, os novos amigos da LPS, está dito claramente que as acusações contra Alejandro Acosta deveriam ser provadas, a serviço de quem ele estaria etc. Isso é óbvio. O normal, se se tratassem de organizações políticas sérias ou com base nas massas, seria se montar um tribunal moral. Mas por se tratarem de organizações oportunistas cujas direções tentam salvar os próprios privilégios (no caso do PCO e da LPS) e ultra sectária, no caso da LBI, somente dá para encarar as “acusações” como sendo provenientes de provocadores, que buscam encobrir seus problemas reais em benefício próprio. No caso do PCO e da LPS, o problema é um só: grana, dinheiro, relações espúrias para manter o controle de aparatos de maneira burocrática e em benefício próprio.

Alejandro Acosta nunca se valeu de qualquer influência financeira para comprar ou contratar ninguém nos 13 meses em que ficou na LPS. Todas as viagens realizadas no período foram pagas integralmente pela LPS. E dividiu com o camarada Florisvaldo Lopes a mesma casa, cedida por Pepê, para moradia, tendo ambos se dedicado totalmente ao estudo e à organização da LPS, durante o período. As contribuições à LPS foram de R$ 80 mensais até dezembro de 2016 e R$ 250 a partir de janeiro de 2017. Tudo até muito tranquilo se comparado à extorsão praticada pela direção do PCO contra seus próprios militantes, muito embora o objetivo final, tanto da  LPS como do PCO, fosse exatamente o mesmo: controlar os aparatos (sejam sindicatos, fundo partidário ou doações de outros partidos) para lucrar em benefício próprio.

O questionamento de Pepê em relação à origem dos ingressos de Alejandro Acosta tem um único objetivo. Como típico burocrata direitizado, ele busca ocultar o real problema que está por trás e que se relaciona com os caixas dos sindicatos por ele controlados, além dos acordos espúrios com os demais setores da burocracia sindical.

Mesmo assim, os ingressos de Alejandro Acosta são totalmente lícitos, declarados oficialmente, o que não necessariamente é o caso de todos os setores da burocracia até pela própria imposição do regime político.

Alejandro Acosta foi metalúrgico até a primeira metade da década de 1990, quando foi colocado numa lista negra que o impediu de conseguir emprego no setor. O antigo militante e preso político César Teles, seu amigo pessoal, o iniciou na área gráfica e na de computação, ainda nos primórdios dessa última. https://www.youtube.com/watch?v=SCfBq_ePMeI (Ver entrevista com a família Teles) Esses ex militantes da ala esquerda do PCdoB, que tinham enfrentado a ditadura no Brasil, se agrupavam em torno a um militante histórico do Partido (desde 1924), o ferroviário José Duarte. Este tinha enfrentado mais de 20 anos de cadeia e as mais terríveis torturas sem nunca ter revelado uma única informação para a repressão e continuou sendo um militante até que faleceu com 80 anos de idade. Esse grupo acabou se desmantelando sob a pressão neoliberal, como aliás aconteceu com a maior parte da esquerda mundial.

Alejandro ficou afastado da militância até a segunda metade da década passada. Durante o período, assimilou a nova profissão e trabalhou intensamente na área de Informática, na época das “vacas gordas”, inclusive em grandes empresas, principalmente no setor de petróleo. Com os recursos obtidos no período, e com planejamento cuidadoso, ele preparou a auto aposentadoria gradual, até conseguir fazê-lo no início desta década.

Alejandro Acosta nunca buscou se apresentar como um militante trotskista “puro sangue” principalmente por causa da degeneração absoluta dessas seitas. O próprio Eixos Programáticos, publicado em abril de 2016 em https://gazetaoperaria.com, no primeiro capítulo, “Que herança reivindicamos?”, no ponto 1.3, diz literalmente: “O Jornal Gazeta Operária considera que a politica do “trotskismo” aplicada após o final da Segunda Guerra Mundial foi extremamente errática, perante as tarefas colocadas, com recorrentes politicas abertamente oportunistas. Por esse motivo, as experiências dos revolucionários a partir desse período devem ser avaliadas caso a caso. Não reivindicamos nenhuma das várias internacionais que vieram a ser formadas a partir de 1952.”

Sem teoria revolucionária não há prática revolucionária. Mas se trata de uma unidade dialética; o contrário também é verdade. E o diletantismo e oportunismo é a norma desses grupos auto denominados trotskistas.

No novo Gazeta Revolucionária, damos continuidade ao trabalho anterior que é o estudo do marxismo, a elaboração e a busca pela aplicação da política revolucionária.

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