Sábado, 22 Setembro 2018

Sobre nosso rompimento com a LPS e rompimento da maioria  do Comitê Central com o Programa aprovado no Iº Congresso da LPS

Durante a estruturação da ala esquerda (revolucionária) da LPS, a luta até o I Congresso (Abril de 2017) foi pela imposição do programa revolucionário. A primeira reunião Plena do CC foi o ponto em que ala burocrática foi pressionada a aplicar o Programa. Até esse momento, todos os documentos (que foram escritos pela ala revolucionária, especificamente por Alejandro Acosta) foram aprovados por unanimidade. Mas a ala burocrática aprovava tudo como mero papel que devia ser jogado no lixo. O objetivo sempre foi usar a ala revolucionária como verniz para o trabalho burocrático sindical oportunista, e especificamente para continuar controlando os caixas dos sindicatos. Com o fim do imposto sindical e sob a pressão da ala revolucionária, a ala burocrática, se viu encurralada e partiu para cima da ala revolucionária com o objetivo de enquadra-la aos próprios interesses, tentando impedir inclusive a ida destes à base e não estruturando o trabalho nacional.

Formulação da política pela LPS................................................................................................. 2
Teses sobre a conjuntura mundial.............................................................................................. 3
Teses sobre a conjuntura nacional............................................................................................. 3
Metodologia das reuniões do Comitê Central...................................................................... 4
Objetivos políticos deste documento........................................................................................ 4
Tarefas organizativas colocadas pela nova situação política..................................... 5
Teses sobre o atual estágio da esquerda............................................................................ 12
Trotski sobre a situação pré-revolucionária........................................................................ 13
Trotski sobre o trabalho de massas........................................................................................ 13
Máquina de agitação e propaganda........................................................................................ 14
Lenin e Trotski sobre as palavras de ordem...................................................................... 14
Considerações da LPS sobre as palavras de ordem.................................................... 15
Tarefas da LPS sobre as palavras de ordem.................................................................... 17
Sobre a frente única operária..................................................................................................... 17
Sobre a Greve Geral........................................................................................................................ 18
Propostas de palavras de ordem para este período..................................................... 20
A política da LPS em relação ao PT, à “frente popular” e à burocracia............ 21
Principais tarefas da Imprensa da LPS................................................................................. 23
Principais tarefas da organização e controle da LPS................................................... 24
Principais tarefas da política sindical da LPS.................................................................... 25
Principais tarefas da política das frentes de massas da LPS.................................. 25
Sobre as finanças da LPS............................................................................................................. 26
Secretaria de Logística................................................................................................................... 27
A Formação dos quadros da LPS............................................................................................ 27
A LPS e o internacionalismo proletário.................................................................................. 27
ANEXO 1 – Nota Pública Correios........................................................................................... 28

Formulação da política pela LPS

  1. A primeira questão considerada na formulação da política da LPS é a definição da etapa em que se encontra a luta de classes numa determinada localidade, visando definir a correlação de forças entre as classes sociais e os setores das classes em luta.
  2. Em cima dessa avaliação é definida a fase da situação política como contrarrevolucionária, não revolucionária, pré-revolucionária ou revolucionária.
  3. As tarefas políticas derivadas da análise têm como objetivo orientar os militantes para armá-los em relação aos eixos principais da atuação, a saber a mobilização das massas e a construção do partido operário revolucionário.
  4. Os balanços históricos somente são válidos desde que tenham como objetivo suportar as resoluções.
  5. Materialismo Dialético (MD) e Histórico (MH)
    1. LUTA DE CONTRÁRIOS
      1. Os fenômenos são objetivos (independentes do que nós achamos ou gostamos);
      2. Devemos avaliar principalmente as transições (do ser ao não ser e vice-versa) que se desenvolvem a partir do movimento interno da Luta de contrários;
  • A luta de contrários implica na negação (num fenômeno contraditório externo) da negação (do fenômeno contraditório interno) e na mudança qualitativa a partir do acúmulo das mudanças quantitativas;
  1. O desenvolvimento acontece em espiral, com o aparente retorno do velho.
  1. CONHECIMENTO
    1. As relações e interações entre a forma e o conteúdo são integradas; um não existe sem o outro;
    2. A aparência e a essência são componentes dos fenômenos;
  • As categorias são momentos do conhecimento que refletem a realidade que é muito complexa e está em movimento. Também há determinações (qualificações das categorias), leis, abstrações, conceitos;
  1. Devemos buscar o conhecimento do concreto ao abstrato, do relativo ao absoluto, do finito ao infinito, do singular ao universal, do imediato ao mediato,
    1. Um revela o outro, um contém o outro,
  2. Da análise devemos passar à síntese, focando as transições de uma para a outra,
  3. As nossas análises devem contemplar as interrelações dos fenômenos que compõem a totalidade, numa aproximação constante e infinita à verdade.
  1. TEORIA E PRÁTICA
    1. União da teoria e da prática;
    2. Sempre devemos superar o que criticamos;
  • Liberdade é o conhecimento da necessidade (e atuação conforme).

Teses sobre a conjuntura mundial

  1. O sistema capitalista mundial caminha a passos largos rumo a um novo colapso de proporções muito maiores que os anteriores.
  2. A crise é o combustível que coloca em movimento a classe operária e os trabalhadores.
  3. Com o objetivo de conter o ascenso das massas, a burguesia imperialista tem endurecido o regime político. Na atual etapa, a política predominante é impor ditaduras bonapartistas de cunho burocrático-policiais, rumo ao fascismo ou ao semi-fascismo. O regime democrático burguês está completamente falido.
  4. As contradições entre as potências imperialistas e as potências regionais têm aumentando sensivelmente.
  5. As contradições entre as potências imperialistas continuam aumentando e ameaçam romper o arranjo estruturado após a Segunda Guerra Mundial.
  6. Perante a crise econômica e a possibilidade de abertura de um período pré-revolucionário, a burguesia imperialista tenta fechar a crise com o fascismo e uma guerra de grandes proporções.
  7. Na América Latina, os governos nacionalistas e frente populistas se encontram em fase terminal, implodidos pela crise capitalista.
  8. Há um enorme aperto do imperialismo sobre a região na tentativa de salvar os lucros.
  9. Os ataques têm provocado a retomada do ascenso de massas no Brasil, em primeiro lugar na América Latina. Mas aparecem sintomas também na Argentina e no México.
  10. A crise gigantesca na Venezuela pode evoluir rapidamente para uma crise revolucionária.
  11. O imperialismo tenta colocar em pé as ditaduras bonapartistas na região, se valendo, mais uma vez, do Brasil como laboratório.
  12. As tendências revolucionárias tendem a se desenvolver rapidamente no próximo período, criando as condições favoráveis para a retomada do ascenso do movimento operário e, sobre esta base, a aparição de novos partidos operários revolucionários.

Teses sobre a conjuntura nacional

  1. O Brasil avança a passos largo rumo à consolidação da terceira fase do golpe de Estado: uma ditadura bonapartista, de cunho burocrático-policial.
  2. As eleições colocadas com a saída do governo de Michel Temer, tanto indiretas quanto diretas, têm como principal caraterística o total controle pela extrema direita a serviço do imperialismo.
  3. O imperialismo busca implodir o atual regime político com o objetivo de substituí-lo por um regime muito mais pró-imperialista e mais repressor.
  4. Todos os partidos burgueses e pequeno burgueses integrados ao regime mostraram a sua impotência perante os ataques do imperialismo.
  5. A burguesia nacional, que tinha se fortalecido durante os governos do PT, está sendo muito enfraquecida pelo imperialismo que, devido à crise dos monopólios, busca extrair lucros, de maneira parasitária, de onde for possível.
  6. A política da “frente popular”, encabeçada pelo PT, representa uma traição aberta à classe trabalhadora. Trata-se de uma política de conciliação de classes muito enfraquecida devido à crise do PT e da “frente popular” como um todo, após 12 anos no Governo Federal, os recorrentes conchavos com a direita e as constantes traições.
  7. Os partidos da esquerda pequeno burguesa tentam se salvar da crise, se auto promovendo a herdeiros do espólio do PT, que foi atingido fortemente pelos ataques do Judiciário. Com esse objetivo, louva juras de amor até à Operação Lava Jato.
  8. Os ataques do imperialismo tendem a avançar sobre toda a esquerda, as organizações sociais e sindicais.
  9. O espaço que o PT deverá deixar tenderá a ser ocupado pela revolução ou pela contrarrevolução, uma vez que na política não há lugar para o vácuo.

Metodologia das reuniões do Comitê Central

  1. Considerar sempre a etapa atual (3a etapa do golpe etc.) em evolução nas intervenções.
  2. Entendimento de:
    1. Os quatros componentes da política: Programa, Política, Organização e Método.
    2. As classes sociais em luta na sociedade capitalista.
    3. A luta política interna na LPS.
    4. A luta política da LPS em quaisquer circunstâncias.
  3. Caraterização do “anarquismo” como a principal manifestação do oportunismo pequeno burguês (inclui a influência da burocracia sindical) nas fileiras da LPS hoje.
  4. As avaliações e discussões devem ser ESTRITAMENTE políticas e nunca pessoais.
  5. Aplicar o método marxista (MH e MD) de análise e discussão.
  6. Orientar as discussões sempre à busca de resultados revolucionários: análise e síntese.
  7. Considerar como instrumentos fundamentais da construção do partido revolucionário, a crítica e a autocrítica, conforme orientado por Vladimir Lenin, e a luta política conforme orientado por Leon Trotski.

Objetivos políticos deste documento

  1. Colocar em pé a LPS como uma organização de combate para enfrentar as tarefas colocadas.
  2. Qual é o eixo ordenador do nosso programa na atual conjuntura? A partir desse eixo devem se ordenar todas as nossas palavras de ordem. As palavras de ordem têm que impulsionar esse eixo.
  3. Depois de definir esse eixo de programa, devem ser definidas as palavras de ordem que melhor se ajustam a etapa atual. Somente com essa política é que a direção da LPS poderá dar essa clareza para o conjunto da Organização e assim dirigi-la com uma linha revolucionária.
  4. Se estivéssemos numa etapa revolucionária, o nosso programa se orientaria por “construir organismos da classe operária pelos quais a classe possa lutar pelo poder político”, ou seja, impulsionar os necessários organismos de poder da classe operária.
  5. Se estamos numa etapa não revolucionária, com um golpe de Estado em andamento e em aprofundamento, o centro de nosso programa deve ser “impulsionar a mobilização e a unidade dos trabalhadores contra o golpe”.
  6. Para isso podemos usar várias táticas. A tática de “frente única” tem por objetivo desmascarar as direções traidoras que seguram as massas e fazem o jogo dos golpistas. Essa tática não é só para unificar a classe contra o golpismo, mas, principalmente, para desmascarar a burocracia denunciando que ela freia a luta.
  7. Ou seja, se a burocracia encaminha a luta contra o golpe de uma forma consequente, ela será ultrapassada pelo movimento de massas, e se não encaminhar, como está fazendo, temos que denunciá-la para o movimento de massas.
  8. Na verdade, as direções do movimento, a CUT, o PT, as centrais sindicais, os demais partidos políticos e o movimentos de esquerda, não estão, nem de longe, sendo consequentes na condução da luta contra o golpe. Pelo contrário, focam nas eleições e militam para manter o movimento de massas controlado. Desde as mobilizações do dia 8 de março deveriam ter sido chamadas, no mínimo semanalmente, mobilizações nacionais que impulsionassem a resistência contra o golpe, para que este fosse derrotado. Agora, depois do dia 24 de maio, só irão chamar uma Greve Geral para fins de junho. Assim, em vez de fazer o movimento crescer, só fazem arrefecê-lo. Essa é a tática da burocracia para segurar e derrotar o movimento de massas.

Tarefas organizativas colocadas pela nova situação política

  1. A LPS considera a sua construção como parte do partido operário revolucionário mundial.
  2. A LPS se prepara para atuar no próximo período, pré-revolucionário, considerando que poderá ser curto, que há a possibilidade de a classe operária ser derrotada e abrir passo para uma situação contrarrevolucionária, mas que também há a possibilidade de um ascenso revolucionário. Em qualquer caso, o fator determinante será a justeza da política da LPS materializada no Programa, na política e na organização disciplinada e nos métodos revolucionários.
  3. A LPS busca fortalecer os métodos de controle, como mecanismo para profissionalizar a Organização e minimizar os ataques.
  4. Considerando a grave situação colocada no Brasil e no mundo por causa da escalada dos ataques do imperialismo contra as massas, a LPS (Luta Pelo Socialismo) precisa colocar as bases organizativas para dar conta das tarefas da atual etapa da evolução da situação política, como um verdadeiro partido operário revolucionário mundial.
  5. A organização da LPS é adequada à política determinada a partir da definição do caráter da etapa, por meio da análise marxista da realidade, considerada a partir da lei do desenvolvimento desigual e combinado, das relações entre as classes e frações das classes sociais numa determinada etapa, com a estratégia e táticas, propaganda e agitação, seu programa e palavras de ordem.
  6. A antiga LPS (Luta Popular e Sindical) deve livrar-se definitivamente do economicismo, do “movimentismo”, do anarquismo e das demais manifestações de burocratismo e transformar-se, na prática, na Luta Pelo Socialismo, em um verdadeiro partido operário revolucionário.
  7. A atuação política por meio de conchavos com a burocracia é a política que a esquerda pequeno burguesa aplica. Assim, acaba aplicando a linha das centrais sindicais sem crítica alguma às direções burocráticas. Devemos rejeitá-la porque a política da burocracia leva o movimento, necessariamente, à derrota. Neste momento, a luta de classes se acirrou e a burocracia está no campo da burguesia contra os trabalhadores. A revolução operária não é espontânea, embora o espontâneo e o consciente atuem em conjunto. A LPS se constrói a partir do desenvolvimento do movimento espontâneo, mas fortalecendo a organização consciente. O mero “espontaneísmo” e a falta de profissionalismo representam manifestações de anarquismo e não marxistas, e, portanto, totalmente insuficientes para lutar contra o grande capital.
    1. Tudo o que implique em enfraquecer a organização repercute no enfraquecimento da luta da classe operária.
  8. A LPS busca combater amplamente o anarquismo e os métodos individualistas que, neste período, representam o principal desvio oportunista nas nossas fileiras.
    1. Os métodos burocráticos que no período anterior eram tolerados, neste período, se tornaram perigosos para a própria integridade física da Organização.
  9. A LPS deve fechar fileiras e fortalecer a LPS em termos de Programa, política e métodos organizativos, a partir do Comitê Central. Essa política implica nas seguintes tarefas fundamentais:
    1. Construir a LPS como um partido de quadros sólidos a partir da Direção, que permita agrupar vários níveis de militantes na forma de círculos concêntricos, conforme orientou Lenin.
    2. A LPS deve ter como instrumento de análise o marxismo, que enxerga a realidade com suas contradições e dinâmica. Todos os militantes devem aumentar os esforços para contribuir na análise da situação política e, principalmente, na formulação e aplicação da política da LPS.
    3. A LPS deve ser a “campeã” das palavras de ordem, que devem estar no coração da Organização.
    4. A LPS deve garantir a integridade da Organização em todas as circunstâncias, como um partido revolucionário orientado à agitação e propaganda. Todas as medidas necessárias devem ser tomadas imediatamente.
    5. A LPS deve estabelecer uma luta de vida ou morte contra o burocratismo que, neste momento, adquire como forma mais nociva para a Organização o anarquismo. Após a forte influência do oportunismo, até o mês de agosto de 2016, veio um período de completa desagregação da esquerda que, no caso da LPS, se manifestou como um profundo centrismo. Com a retomada do movimento de massas, em março de 2017, os ativistas ficaram “animados” (o que é próprio do “movimentismo”), mas carregam com eles os métodos anteriores, que se manifestam no individualismo e na resistência à centralização.
  10. O CC da LPS deve defender a integridade da Organização e expurgar a penetração da ideologia pequeno burguesa (que se manifesta hoje principalmente na forma de anarquismo) das suas fileiras. Ver o documento “O que é o anarquismo?”;
  11. Defender a integridade da organização contra os métodos pequeno burgueses, principalmente da burocracia sindical.
  12. Estabelecer uma dura luta interna contra os métodos burocráticos de todos os tipos, considerando que eles enfraquecem a LPS e que isso representa uma situação extremamente perigosa na atual conjuntura política.
  13. A LPS deve combater todas as manifestações internas de “flanelismo” ou influência da burocracia, tanto entre os militantes como nas estruturas das organizações dirigidas pela LPS.
    1. A influência do burocratismo somente pode avançar contra a política revolucionária.
    2. Hoje, o Brasil se encontra à beira da terceira etapa do golpe, uma ditadura burocrática policial bonapartista. Os erros oportunistas e burocráticos do período anterior adquirem, neste período, onde o acirramento da luta de classes irá escalar, uma dimensão muito mais grave.
  14. A LPS deve repudiar todas as manifestações de localismo, corporativismo, bonapartismo etc. Os militantes e dirigentes da LPS devem ser soldados da revolução operária mundial, centralizados e disciplinados em cima do Programa e da política da LPS. Os dirigentes, em primeiro lugar, devem ser sensibilizados e enquadrados sobre a necessidade imperiosa de se posicionar como tais em todas as circunstâncias, contra o anarquismo, o seguidismo, o bonapartismo interno, o “flanelismo”, o “amiguismo” e todas as demais manifestações das políticas oportunistas, que no atual momento da situação política se tornam muito graves e tendem a implodir a LPS. São alguns exemplos de manifestações de tais políticas oportunistas:
    1. Não dar a luta política. Manter a política repudiada pela LPS do amiguismo, principalmente com a burocracia, mas também internamente, e não diferenciar os campos nem impor a política da LPS. Os dirigentes e militantes da LPS devem entender (para a atuação imediata e contínua):
      1. a luta política como reflexo da luta de classes, em todas as circunstâncias (inclusive nos vários componentes da sociedade, como a família);
        1. Em todos os âmbitos, a luta política se processa entre três alas (oportunista, centrista e revolucionária) como reflexo da luta de classes geral;
        2. Em política, não há vácuo. Todo liberalismo em relação ao oportunismo implica no enfraquecimento das posições revolucionárias.
      2. o papel da luta política e como ela deve ser levada a cabo internamente e externamente, contra o oportunismo e o centrismo.
        1. Acordos espúrios ou o temor de “perder militantes” abrindo espaço para as posições oportunistas implicam no fortalecimento do oportunismo;
        2. A política revolucionária, uma vez definida, deve ser imposta
      3. Reconhecer formalmente as caraterizações da LPS (como a da 3a etapa do golpe), mas atuar com métodos e prioridades de uma etapa de total calmaria;
      4. Desprezar e não aplicar as decisões do I Congresso do LPS (que é o órgão máximo e supremo da LPS);
      5. Desprezar ou rebaixar, em qualquer medida, o papel do Comitê Central como principal instrumento executor das resoluções do I Congresso da LPS;
      6. Ser “tarefeiros” ao invés de dirigentes revolucionários organizadores da revolução proletária;
      7. Despriorizar, ignorar, não cumprir ou desprezar as tarefas atribuídas pela LPS para resolver tarefas sindicais ou outras, sejam burocráticas ou não. Tarefas da LPS, acordadas em reunião, devem ser cumpridas sempre. NUNCA, sob hipótese alguma, absolutamente nenhuma tarefa da LPS deve deixar de ser cumprida. Em casos excepcionais, devem ser seguidos os processos definidos, como por exemplo entrar em contato imediatamente com o responsável etc.;
      8. Não ter uma agenda rotineira de trabalho orientada a resultados;
      9. Não organizar o trabalho na frente de atuação; simplesmente executar tarefas de maneira descoordenada;
      10. Elaborar agendas, calendários, grupos de trabalho etc., formais ou informais, eventuais ou permanentes, por fora do controle dos organismos partidários;
      11. Não organizar o trabalho local, geral, nacional e mundial;
      12. Se preocupar apenas com o próprio “feudo”;
      13. Administrar sindicatos ou a política sindical ou local de maneira individual (portanto, burocrática) e não de maneira coletiva, de acordo com a política da LPS e se submetendo organizativamente, à centralização da LPS;
      14. Orientar a luta (de maneira burocrática) para o controle e expansão dos aparatos, sem política revolucionária, e não jogar TODOS os esforços para a luta revolucionária, colocando a questão do controle dos aparatos como acessório, uma consequência, da luta;
      15. Não se concentrar num sério, e irreconciliável, esforço para combater qualquer manifestação de burocratismo em qualquer âmbito da atuação da LPS, já que essa liberalidade política representa o fortalecimento da pressão interna do oportunismo e conduz à implosão da LPS;
      16. Desrespeitar as reuniões tanto em termos de horários, mas, como esta questão foi praticamente superada em cima da luta interna, principalmente, em termos de resultados:
        1. ficar fazendo outras tarefas durante a reunião, como mexendo no celular e no computador;
        2. não se preocupar em organizar o trabalho geral;
  • não se posicionar em cada reunião de acordo com o caráter da reunião, como um verdadeiro dirigente revolucionário. Por exemplo, se perder nos detalhes na reunião do CC e não sintetizar os resultados em processos gerais;
  1. tratar os assuntos de maneira pessoal ou de acordo com os interesses da própria frente de atuação.
  1. Aplicar métodos organizativos bonapartistas (personalistas), passando por cima da direção coletiva, independentemente da maneira como esses métodos sejam processados, como, por exemplo, agindo às costas da Organização (por fora das reuniões e dos organismos formais), de maneira individual, ou manobrando e apresentando fatos consumados à Organização;
  2. Considerar que não é possível recrutar ninguém a não ser por meio do “amiguismo”, do dinheiro ou por algum tipo de favor ou favorecimento. Essa política é oportunista e liquidacionista, pois se isso for verdadeiro, a política revolucionária estaria totalmente errada e a revolução seria impossível;
  3. Não considerar a luta contra a burocracia, por desmascara-la perante os trabalhadores, como prioridade número um da LPS.
    1. Considerar que a tarefa é ficar fazendo conchavos com a burocracia (mesmo que sejam menores e poucos) deve ser considerado pela LPS como uma traição à classe operária.
    2. Qualquer acordo com a burocracia deve ser feito à luz do dia. Sem qualquer conchavo e sem qualquer segredo.
  • A LPS não segura aparatos por meio de conchavos ou respeito a feudos, mas por meio da luta e de colocar a política revolucionária às claras para a classe operária. E corrigi-la sempre que errar (reconhecendo os erros com a maior humildade) ou a situação política mudar.
  1. Quem estiver profissionalizado pela LPS ou uma das organizações por ela dirigidas, considerar que não deve fazer críticas aos dirigentes.
    1. Essa política é abertamente contrarrevolucionária porque fortalece o espírito de camarilha e o burocratismo;
    2. Nenhum militante da LPS pode ser rebaixado ou “demitido” por meio de uma iniciativa individual de qualquer outro militante. As decisões são coletivas e, dependendo da importância, devem ser validadas pelo CC da LPS;
  • Todo militante da LPS deve ser um ferrenho defensor das resoluções do I Congresso da LPS e denunciar todos os desvios;
  1. A defesa da integridade programática, política e organizativa da LPS é a prioridade número um dos militantes.
  1. Priorizar questões pessoais contra o interesse coletivo, mesmo que elas implodam a Organização. Alguns exemplos:
    1. furar reuniões, se ausentar do trabalho da LPS e se “desligar” ou ausentar quando a necessidade, imposta pela luta de classes, seria ficar “aquartelado” e concentrado (levando em conta a comparação com a disciplina militar) dada a enorme criticidade da situação;
    2. alegar falta de tempo para organizar o trabalho revolucionário pelos mais diversos motivos individuais representa uma manifestação da penetração da ideologia pequeno burguesa, fundamentalmente do anarquismo. Essas alegações vão desde o “excesso de trabalho”, passando pelo acúmulo de tarefas burocráticas e necessidade de estudar para concurso público (mesmo que tenham sido quase extintos) até ter dificuldades porque tem que se casar etc.
      1. A LPS não mistura questões pessoais com a política revolucionária.
      2. O militante deve organizar o seu tempo, otimiza-lo priorizando a atividade revolucionária em cima de metas, prazos, métricas e resultados.
      3. As dificuldades devem ser levadas para os órgãos dirigentes ou tratadas no Programa FIQ. Mas nunca devem ser motivo para não ser um militante exemplar.
  • Pior ainda: ficar “choramingando” sobre a desorganização, sobre que as coisas não são como deveriam ser ou sobre a falta de tempo.
    1. Um revolucionário deve se comportar como tal;
    2. Deve ser um otimista revolucionário. Principalmente, considerando que nunca, pelo menos nos últimos 50 anos a situação foi tão favorável para a revolução operária mundial (crise gigantesca do capitalismo, hiper enfraquecimento da burocracia em escala mundial, hiper descontentamento das massas, inclusive da pequeno burguesia etc.)
  1. Os militantes da LPS têm a obrigação de assimilar o método do marxismo, o Materialismo Histórico e Dialético, por meio do estudo coletivo e (principalmente) individual, e por meio das atividades práticas revolucionárias.
    1. Essa política deve começar imediatamente pelo Comitê Central.
      1. O desprezo à teoria marxista, consciente ou inconscientemente, deve ser considerado, principalmente na atual conjuntura política, como uma traição aos interesses da classe operária.
      2. Não somos historiadores, mas revolucionários marxistas que lutamos pela revolução operária mundial.
    2. Deve ser fortalecido o trabalho de formação, teórico, ideológico e político a partir do Programa FIQ (Formação Individual de Quadros), dos núcleos e da formação pessoal (que deve ser muito incentivada).
    3. Conforme orientado por Lenin e Trotski, deve ser estabelecido um sério programa de depuração dos militantes, que deve começar a partir dos organismos dirigentes da LPS. O objetivo deve ser a depuração de elementos centristas e oportunistas, de acordo com os Estatutos da LPS, junto com a promoção dos novos quadros que forem aparecendo e que se mostrarem firmes na luta, fiéis à causa da revolução operária.
  2. Novos militantes devem ser ganhos fundamentalmente na luta real.
    1. O esforço deve estar focado em consolidar um agrupamento revolucionário coeso e muito firme para o próximo período, que levante uma política clara e consistente, expressa nas palavras de ordem corretas e mobilizadoras e que permita agrupar a vanguarda, a classe operária e os trabalhadores em torno delas. Sem firmeza e abrindo concessões a quaisquer manifestações de oportunismo, essa tarefa histórica é impossível de ser cumprida.
  3. A LPS deve estabelecer imediatamente uma política disciplinada de controles, ao mesmo tempo em que deve fortalecer a luta e o trabalho político.
  4. Sobre o recrutamento, a direção da LPS deve buscar catapultar o trabalho de massas, principalmente por meio da Coordenação Sindical da LPS, e mais precisamente, a partir do trabalho nos Correios. O recrutamento deve ser priorizado e deve ser realizado a partir da luta no movimento de massas, da aplicação das palavras de ordem. Aos candidatos a militantes devem lhe ser atribuídas tarefas práticas, cada vez mais complexas, à par da formação teórica e política.
  5. A LPS busca recrutar os melhores elementos da classe operária e das massas, que tenham se destacado nas lutas, com o objetivo de transformá-los em militantes profissionais, conforme orientado por Lenin, já que o trabalho “alienante” do dia a dia os impede de avançar de acordo com as tarefas colocadas no atual período de acirramento da luta de classes.
  6. A política de organização da LPS tem como objetivo possibilitar a atuação no movimento de massas, em todos os setores, mas refletindo os interesses da classe operária. É preciso mobilizar as massas em primeiro lugar, e não as vanguardas; muito menos a burocracia sindical.
  7. Por meio do aumento da disciplina e do fortalecimento organizativo, a LPS busca ampliar a agitação e a propaganda, se preparando para um grande crescimento no próximo período.
  8. Ao mesmo tempo em que a disciplina é fortalecida, a LPS flexibiliza os métodos organizativos, combinando várias maneiras de atuação no movimento de massas, por meio dos métodos legais e os não legais, caso for necessário, tendo como objetivo principal manter a estreita ligação com as massas a partir da política de agitação e propaganda.
  9. O modelo de organização da LPS é o toyotismo, o mais avançado que o capitalismo conseguiu produzir. Mas para este período específico, o modelo que deve ser referenciado é a organização militar. Isso implica em colocar em pé uma organização de combate para a defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores. Essa política é radicalmente diferente da política burocrática do “clube de amigos”.
  10. A política de quadros da LPS está orientada aos resultados revolucionários e à fidelidade à revolução operária.
  11. A LPS (Luta Pelo Socialismo) deve sair do I Pleno do CC armada para a ação, como um órgão de combate da vanguarda revolucionária da classe operária. O partido revolucionário se constrói de cima para abaixo. Neste momento, é preciso fechar fileiras somente com militantes sérios, disciplinados e comprometidos com a causa da revolução operária mundial.
  12. O Comitê Central da LPS deve transformar a Conferência de Organização da LPS, convocada para os dias 12 a 15 de outubro de 2017, num Congresso Extraordinário, o II Congresso da LPS, com o objetivo de dar as respostas necessárias para a evolução da luta de classes no próximo período.

Teses sobre o atual estágio da esquerda

  1. O PT vem controlando e mantendo paralisado o movimento de massas principalmente após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em agosto de 2016, com o objetivo de canalizar toda a insatisfação para a via institucional e eleitoral.
  2. Após a escalada das traições de todos os tipos e a busca desesperada de acordos com a direita golpista e perante a pressão do movimento de massas, a “frente popular”, encabeçada pelo PT, foi obrigada a retomar as mobilizações a partir do mês de março de 2017.
  3. A burocracia e a “frente popular” não mobilizaram os trabalhadores, mas buscaram conter o ascenso. A paralisação do último dia 15 de março, na realidade, foi chamada a partir de um Congresso de professores. A burocracia tomou a direção do movimento para desmobilizá-lo. Ao invés de convocar outra mobilização para a semana seguinte, chamaram a paralisação para um mês e meio depois. A escolha do dia 28 de abril tinha como objetivo converter a paralisação num feriadão e numa “greve do consumo”. Mas o ascenso de massas levou os resultados além do que a própria burocracia e a frente popular esperavam, como revelam a alta adesão das massas e a paralização dos sindicatos dos trabalhadores dos Correios durante 12 dias, até com a adesão dos sindicatos semi patronais do Rio de Janeiro e São Paulo.
  4. A apatia que tinha se generalizado entre os ativistas deu lugar a um novo auge do “movimentismo”.
  5. O clima generalizado de “não querer militar” deu lugar ao querer fazer e militar. No caso da LPS, entre agosto e março, predominou o “centrismo”.
  6. Na atual etapa, a pior infiltração da política pequeno burguesa no interior da LPS são os métodos anarquistas, individualistas e “horizontalistas”, que chocam contra o centralismo democrático.
  7. A LPS deve aproveitar o ambiente político favorável e aprofundar a política de recrutamento. Mas deve abandonar qualquer sintoma de burocratismo em relação a concessões, pequenas ou maiores, em relação aos contatos. Os contatos devem ser tratados como contatos políticos, em cima do Programa e da política da LPS.

Trotski sobre a situação pré-revolucionária

  1. Leon Trotski, no texto “Manifesto da Quarta Internacional sobre a guerra imperialista e a revolução proletária mundial”, afirmou que: “o descontentamento, o nervosismo, a instabilidade, o descontrole fácil da pequena burguesia, são sintomas extremamente importantes de uma situação pré-revolucionária.” A situação pré-revolucionária pode avançar rapidamente para uma situação revolucionária, dada o estágio avançado de crise do capitalismo, que tem as seguintes condições, segundo Trotski: “1) o impasse da burguesia e a consequente confusão da classe dominante; 2) a profunda insatisfação e o anseio por mudanças decisivas nas fileiras da pequeno burguesia, sem cujo apoio a burguesia não consegue se manter; 3) a consciência do intolerável da situação e a disposição para as ações revolucionárias nas fileiras do proletariado; 4) um programa claro e uma direção firme da vanguarda proletária”.
  2. De acordo com Trotski, na situação pré-revolucionária, somente a quarta condição não estaria presente.
  3. Leon Trotsky, no texto “Classe, partido e direção: por que o proletariado espanhol foi derrotado? Questões de teoria marxista”, constatou que: “É verdade que no curso de uma revolução, ou seja, quando os acontecimentos se sucedem num ritmo acelerado, um partido débil pode se converter num partido poderoso, com a única condição de que se compreenda de maneira lúcida o curso da revolução e de que possua quadros provados que não se deixem exaltar por discursos nem aterrorizar pela repressão.”
  4. No documento “A Liga perante um giro decisivo”, afirmou: “É necessário ir às massas. É necessário que achemos um lugar para nós na frente única, ou seja, no marco de algum dos partidos que a compõem.” Assim, qualquer “entrismo” tem como objetivo unicamente atuar no movimento de massas.

Trotski sobre o trabalho de massas

  1. Um partido marxista revolucionário deve estar orientado a atuar no movimento de massas, sobre o conjunto dos explorados e não somente sobre um setor deles, mesmo que seja a classe operária. A esquerda integrada ao regime foca a sua atuação nas vanguardas.
  2. Leon Trotski, no texto “Às massas. Carta ao SI”, disse que: “Devemos nos dirigir às amplas massas, às organizações de massas, a qualquer preço, por todos os meios, sem nos deixar influenciar nem paralisar pela intransigência conservadora. (...) O primeiro dever de toda organização revolucionária, particularmente num período crítico como o atual, em que a consciência das massas muda literalmente em bases diárias, consiste em manter os ouvidos atentos ao que o trabalhador comum comenta na fábrica, nas ruas, nos transportes, nos cafés e em casa, para saber como ele enxerga a situação, que esperanças ele têm, em que coisas ele acredita: é preciso ouvir atentamente esse trabalhador.”
  3. Leon Trotski, no texto “Por um manifesto da Oposição sobre a revolução espanhola”, concluiu: “As forças de que dispomos são pequenas. Mas a vantagem de uma situação revolucionária consiste em que um grupo, mesmo sendo pouco numeroso, pode chegar a ser uma grande força num curto espaço de tempo, se souber formular prognósticos precisos e lançar a tempo as palavras de ordem corretas.”

Máquina de agitação e propaganda

  1. A LPS deve, imediatamente, fortalecer a sua construção como uma máquina de agitação e propaganda.
  2. Absolutamente todos os esforços devem ser direcionados nesse sentido. Essa é a única maneira de influenciar a situação política perante a brutalidade dos ataques colocados.
  3. A atuação da LPS deverá ser concentrada nos grandes centros e nos principais locais.
  4. O objetivo principal não deve ser, nesta etapa, a conquista ou mesmo manutenção de aparatos. Isso deve ser derivado da política principal que deve estar direcionada fundamentalmente à agitação e propaganda.
  5. Essa política central somente pode ter sucesso se ela for elaborada pelo conjunto da militância, em cima do Programa da LPS, mas uma vez definida, essa política deve ser imposta na luta de classes.

Lenin e Trotski sobre as palavras de ordem

  1. Vladimir I. Lenin, no livro “Que Fazer?”, afirmou que: “Devemos imputar a culpa a nós mesmos do nosso atraso a respeito do movimento de massas, por não termos sabido ainda organizar denúncias suficientemente amplas, ressonantes, rápidas contra todos os ataques. O operário mais atrasado compreenderá e sentirá e ao senti-lo ele mesmo irá querer reagir. E irá querer com um desejo impossível de ser contido. E saberá então organizar hoje um tumulto contra os censores, desfilar amanhã numa manifestação em frente à casa do governador que tenha reprimido um levante camponês, dar, após de manhã, uma lição aos gendarmes de batina que desempenham a mesma função da Santa Inquisição etc.”
  2. E continuou: “O conteúdo capital das atividades da organização do nosso partido, o centro de gravidade destas atividades deve consistir numa tarefa que é possível e necessária, tanto durante o período da explosão mais violenta, como durante o da calma mais completa, ou seja: na agitação e propaganda unificada em toda a Rússia que traga luz sobre todos os aspectos da vida e que se dirija às grandes massas.”
  3. Leon Trotski, no livro “Uma vez mais, Aonde vai a França”, disse que: “A agitação não é só o meio de comunicar as massas tais ou quais palavras de ordem para chamá-las à ação etc. Para o partido, a agitação é também um meio de escutar as massas, de sondar o estado de ânimo e seus pensamentos e, segundo os resultados, de tomar tal ou qual decisão prática.” Trotski disse ainda que “dirigir é prever”, fazer previsões gerais, baseadas em leis gerais da luta de classes, descobertas pelo marxismo, e para períodos específicos. “Mas a nossa tarefa não consiste em fazer previsões olhando para o calendário, mas em mobilizar os operários em torno das palavras de ordem que surgem a partir da situação política. A nossa estratégia é de ação revolucionária, não de especulação abstrata.” Se as palavras de ordem refletem as necessidades e nível de consciência futuros, serão incompreensíveis para as massas.
  4. Trotski, no documento “Programa de Transição”, constatou: “Quando iniciamos a luta, não podemos estar seguros da vitória. Somente podemos dizer que a nossa palavra de ordem se ajusta à situação objetiva, e os melhores elementos a compreenderão e os mais atrasados que não a compreendam não se oporão. (...) O mais importante, quando o programa seja sancionado definitivamente, é conhecer as palavras de ordem muito bem e utilizá-las habilmente para que em cada lugar do País todo o mundo utilize as mesmas palavras de ordem ao mesmo tempo. Três mil podem passar a impressão de quinze ou cinquenta mil.”

Considerações da LPS sobre as palavras de ordem

  1. Um partido político sem eixos programáticos e sem palavras de ordem gerais para o movimento de massas é um partido sem política, que fica à mercê do “movimentismo” e, portanto, da influência da burocracia e da esquerda oportunista.
  2. As análises devem se materializar em políticas definidas que devem se expressar em palavras de ordem.
  3. A LPS elabora quatro tipos de palavras de ordem principais: econômicas, democráticas, transitórias e organizativas.
  4. As palavras de ordem de cunho econômica (próprias do início da etapa imperialista do capitalismo) têm como objeto orientar a luta pelas condições de vida que, neste momento, é defensiva e não para arrancar novas concessões.
    1. Essas palavras de ordem devem ter como carro-chefe as orientações gerais. Caso contrário, cairemos no sindicalismo.
  5. Hoje, é preciso vincular as palavras de ordem econômicas com as transitórias (próprias da decadência do imperialismo e da transição ao socialismo) como, por exemplo, a “escala móvel de salário e horas de trabalho” e a luta contra os ataques e o arrocho.
    1. A partir dessa luta, deve-se colocar a frente única operária para conter os ataques.
    2. Não fazê-lo implica em ficar nos marcos da burocracia sindical e do reformismo sem reformas.
    3. A ausência de palavras de ordem defensivas nos distancia da luta real dos trabalhadores.
    4. A partir da luta concreta pelas reivindicações econômicas, precisamos explicar pacientemente aos trabalhadores ativistas que amanhã será necessário ir além do piquete como, por exemplo, participar de uma manifestação, a ocupação da empresa, a organização de milícias de autodefesas. Além disso, será necessário construir o partido operário revolucionário.
    5. Ao mesmo tempo, é preciso evitar transformar táticas em estratégias como, por exemplo, levantar a Greve Geral em todas as condições.
  6. As palavras de ordem sobre a luta contra a burocracia, no interior do movimento operário, também fazem parte das palavras de ordem transitórias, conforme Leon Trotski argumentou no “Programa de Transição” e no folheto “Os Sindicatos da época de decadência do imperialismo”.
  7. As palavras de ordem democráticas (próprias da etapa de ascenso do capitalismo) devem refletir a defesa contra os ataques políticos que inevitavelmente acompanham os ataques econômicos. Trata-se da defesa contra os ataques da burguesia em relação
    1. Ao endurecimento do regime.
    2. Às liberdades democráticas.
    3. Aos setores mais explorados, como os trabalhadores terceirizados, os camponeses, as mulheres, os jovens, os negros, os moradores de rua, os quilombolas, os indígenas etc.
    4. A cada novo ataque da burguesia, as massas serão obrigadas a se defenderem.
    5. Exemplos: Fim da Polícia Militar; Fim do “estado de exceção”; Abaixo a ditadura do Judiciário; Defesa das organizações operárias, etc.
  8. As palavras de ordem tendem a se misturar e a evoluir rapidamente de uma para outra porque fazem parte de um todo, principalmente conforme a crise capitalista escala. O objetivo deve ser organizar a classe operária e os trabalhadores à tomada do poder.
  9. É preciso retomar a divulgação da alternativa operária de poder: por um governo operário e camponês e a aliança da classe operária com os camponeses e as camadas inferiores da pequeno burguesia das cidades.
  10. A classe operária seguirá a direção da LPS após ter feito a experiência prática, após ter comprovado que se trata de uma organização lúcida, firme e disciplinada, comparando-a com as demais organizações.
  11. A teoria e a propaganda têm como objetivo elaborar as palavras de ordem que norteiem a Organização num determinado período, no sentido de dirigir o movimento de massas. A nossa política deve se sintetizar no domínio de elaborar as palavras de ordem corretas para cada etapa da situação política.
  12. A pressão da esquerda integrada ao regime e do “espontaneísmo” nos obriga a explicar as palavras de ordem de maneira constante.
  13. O papel da LPS é iniciar, acompanhar e dirigir essas campanhas, que devem ter como objetivo mobilizar as amplas massas. Precisamos ligar o nosso trabalho de maneira muito estreito ao movimento operário de massas.
  14. A LPS deve intervir nas eleições com uma palavra-de-ordem de poder, por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, independentemente de não se poder conquistar o poder pelas eleições somente. Trotski disse no Programa de Transição da IV Internacional, “a todos os partidos e organizações que se apoiam nos operários e camponeses e falam em seu nome, exigimos que rompam politicamente com a burguesia e entrem na via da luta pelo poder dos operários e camponeses. Nesta via prometemo-lhes o apoio contra a reação capitalista. Ao mesmo tempo desenvolveremos uma agitação incansável em torno das reivindicações de transição que deveriam, em nossa opinião, constituir o programa do ‘governo operário e camponês’”.
  15. O “esquecimento” da palavra de ordem da ditadura do proletariado é mais uma manifestação da influência do oportunismo sobre a LPS da “ditadura democrática da ditadura socialista”. Da mesma maneira, acontece com a revolução nacional em relação com a revolução mundial que, como reflexo do oportunismo mórbido, adquire a feição de “revolução em um único sindicato”. Ambos fazem parte do ato inicial da luta mundial e não do final.

Tarefas da LPS sobre as palavras de ordem

  1. A LPS deve ser um partido operário revolucionário com palavras de ordem que mobilizem os trabalhadores e a juventude.
  2. Os ativistas, a vanguarda, os militantes, atuais e em potencial, devem ser ganhos para a agitação, no movimento de massas, para as palavras de ordem e para o Programa da LPS.
  3. Essa política implica numa luta implacável contra a burocracia e a esquerda integrada ao regime. Em segundo lugar, contra essas tendências anarquistas no interior da nossa Organização.
  4. A norma deve ser construir a vanguarda em cima do trabalho de massas e, portanto, da nossa política, das nossas palavras de ordem.
  5. Precisamos descobrir sempre por quais motivos os trabalhadores estão dispostos a entrar em movimento; e no caso dos ativistas, o que os faria levar essa reinvindicação para o movimento de massas geral, independentemente do resultado da luta: isto é, a construção da LPS. O primeiro problema geral que devemos endereçar é o freio aos ataques golpistas.
  6. Na situação atual, a vitória da LPS no movimento dos trabalhadores dos Correios, teria o potencial de impactar o movimento operário de conjunto, numa categoria de ponta fundamental na atual etapa da luta de classes. Neste momento, a tarefa colocada para a LPS é fortalecer o trabalho de massas nos Correios com o objetivo de ganhar na luta, que tem como eixo a luta contra a privatização, um número significativo de militantes.

Sobre a frente única operária

  1. A frente única dos trabalhadores contra o golpismo aparece como a tarefa mais urgente, perante o grave perigo contrarrevolucionário: propor tarefas defensivas sentidas pelos trabalhadores, principalmente os agrupados pelos reformistas.
  2. A LPS não tem força para impulsionar o movimento nacional. Por esse motivo, devemos usar a tática da frente única. As propostas começam sendo colocadas às direções, mas devem ter como foco uma ampla campanha de propaganda nas bases, com o objetivo de desmascarar a traição da burocracia da “frente popular”.
  3. A luta contra o capitalismo nos países atrasados, como o Brasil, passa pela luta contra o imperialismo. Uma tarefa impossível de ser travada junto com a burguesia “nacional” completamente integrada ao regime.
  4. A frente única é uma tática, não uma questão de princípios ou uma estratégia. A sua aplicação não depende do percentual da classe operária que dirigimos; essa é uma avaliação subjetivista e sectária, já que leva em conta simplesmente a relação entre as direções.
  5. A aplicação da tática da frente única deve corresponder as necessidades específicas de uma determinada etapa da luta do movimento de massas e não às relações internas entre os vários componentes deste movimento. O objetivo é unificar o movimento operário para enfrentar a escalada dos ataques da burguesia. Portanto, na base da frente única está a relação com o conjunto dos exploradores, um fator estrutural e não superestrutural.
  6. A frente única deve ser colocada em prática para as direções e , principalmente, para as bases.
  7. A tática da frente única persegue quatro objetivos principais:
    1. Não romper com as bases dos partidos reformistas, ao que levaria ignorar as direções oportunistas.
    2. Impulsionar a pressão das bases sobre as direções para obrigá-las a aderir à tática da frente única.
    3. Esgotar a experiência das bases com as direções, deixando em evidência as traições em cima das tarefas concretas colocadas.
    4. Disputar a direção das massas na luta real.
  8. A disputa da direção das massas com a burocracia passa pela consideração de que ela não irá mobilizar os trabalhadores, mas os conduzirá inevitavelmente à derrota. A burocracia hoje tem como política as eleições e os conchavos com a direita. O objetivo da LPS, portanto, é desmascarar as atuais direções burocráticas e disputar a direção das massas.
  9. A tática da frente única é intrinsicamente defensiva. Ela é movida pelo sentimento generalizado do perigo dos ataques colocados pela reação.
  10. Por esse motivo, a tática da frente única deve ser priorizadas sobre os setores mais afetados pelos ataques e que, portanto, apresentem maior facilidade para serem mobilizados. Sobre esses setores devemos priorizar a nossa atividade. Devemos nos valer das palavras de ordem específicas mais mobilizadoras que “aterrissem” os problemas gerais do movimento de massas.
  11. O êxito da tática da frente única depende, em primeiro lugar, do desenvolvimento da luta de classes, e, em segundo lugar, da nossa relação de força com as demais organizações.

Sobre a Greve Geral

  1. O fetichismo da greve geral representa um desvio anarco sindicalista. Seria uma fórmula pronta para a revolução proletária que retoma a ideia anarquista de que é preciso esperar pelo confronto final espontâneo das massas. A greve geral aparece como panaceia que preenche a ausência de uma política revolucionária para as diferentes situações. Incapazes de mobilizar, organizar e educar as massas operárias apresentam uma solução aparentemente prática e que serve para todas as situações, eliminando todas as complexidades da luta política reduzindo-as a um ato único.
  2. Da maneira como a LPS manteve a palavra de ordem “Greve Geral”, focou exclusivamente na questão da organização e da preparação, sem palavras de ordem de apoio nem propostas concretas.
  3. O chamado à “Greve Geral” insurrecional tem altas doses de anarco sindicalismo e a LPS foi influenciada por essa campanha. A palavra de ordem acabou sendo abandonada pela burocracia que se focou nas eleições. A LPS manteve essa palavra de ordem.
  4. Uma Greve Geral por tempo indeterminado contra o governo e/ou os ataques implica numa greve insurrecional, que representa o método de luta mais revolucionário antes da insurreição armada. Desta maneira, fica uma palavra de ordem ultra esquerdista, que pula vários degraus na luta de classes. A derrubada do governo implica em colocar claramente quem ou o que irá substitui-lo.
  5. Uma Greve Geral deveria ser chamada em cima de uma luta concreta como, por exemplo, a luta contra as privatizações. Qualquer palavra de ordem deve ter como objetivo mobilizar os trabalhadores, o que implica em ter uma política clara em relação à classe média, tanto para trazê-la para o nosso campo como para neutralizá-la.
  6. A Greve Geral pela base implica em criar o poder dos comitês de fábrica e de bairro. É preciso construí-los. Ao invés de chamar algo que nem sequer saiu do chão neste momento, é preciso levanta-los e fazer com que entrem num certo movimento, o que somente pode acontecer no ascenso pré-revolucionário.
  7. As organizações operárias que existem hoje, os sindicatos e as organizações sociais, são fracas e estão controladas pela burocracia. Como chamar uma Greve Geral nessas condições? Antes disso, não deveria ser disputada a direção das massas? A política para alcançar esse objetivo, neste momento, é a frente única.
  8. A insurreição operária passa pelo armamento dos piquetes operários, que representam um dos componentes fundamentais da Greve Geral.
  9. Leon Trotsky, no livro “Uma vez mais, aonde vai a França?”, afirmou: “A greve geral é, pela sua essência, uma operação política. Opõe a classe operária de conjunto ao estado burguês ... e coloca com firmeza a questão da conquista do poder pelo proletariado.”
  10. A Greve Geral não é a saída mágica para todos os problemas da classe operária, para todas as etapas da luta de classes, sem amarração com as necessidades concretas. As palavras de ordem devem ser solução para os problemas concretos e imediatos que permitam dar o próximo passo.
  11. A situação pré-revolucionária poderá evoluir para a revolução proletária ou para a contrarrevolução fascista imposta pelo imperialismo. É preciso unificar a classe operária contra a ameaça da escalada golpista e, a partir dessa luta, colocar o armamento dos trabalhadores a partir das organizações de massas. É preciso denunciar toda e cada uma das traições da burocracia. É preciso realizar um trabalho na tropa. É preciso levantar um programa muito claro para as camadas médias da população: unificação das lutas das categorias nacionais públicas contra a privatização, unidade dos trabalhadores contra todos os ataques, pelo direto à sindicalização da tropa e a eleição dos oficiais, unidade dos trabalhadores contra o golpismo etc.
  12. Precisamos colocar em pé com muita clareza as palavras de ordem transitórias porque se trata de demandas que já colocam a revolução socialista a partir da realidade concreta atual: escala móvel de salários e horas de trabalho, a nacionalização dos grandes bancos e das grandes empresas, o controle operário da produção etc. De fato, se trata de reinvindicações parciais do socialismo, parte da sociedade socialista.

Propostas de palavras de ordem para este período

  1. Como palavras de ordem para a conjuntura atual
    1. Para barrar o golpe de Estado em andamento:
      1. Abaixo o golpe de Estado!
      2. Unificar a luta contra os golpistas!
  • Pela unificação das campanhas salariais das categorias em luta!
  1. Unificar as lutas rumo a uma verdadeira greve geral!
  2. Abaixo as reformas trabalhista e previdenciária do governo agente do imperialismo!
  1. Sobre as eleições:
    1. Contra as eleições golpistas, luta já!
    2. Apostar nas eleições golpistas é fazer o jogo da direita!
  • Eleições golpistas não são a solução! Unidade dos trabalhadores contra o golpe!
  1. Fora Temer! Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo!
  1. Transitórias (que, portanto, somente poderão ser colocadas em prática por um governo operário e camponês):
    1. Privatização é coisa de ladrão! Reestatização das empresas privatizadas!

[Contra as demissões]

  1. Estabilidade no emprego
  2. Redução da jornada de trabalho, sem redução do salário
  • Não ao pagamento da dívida pública; expropriação dos grandes bancos, taxação das grandes fortunas
  1. Dividir as horas de trabalho sem reduzir o salário
  2. Construção de comitês de trabalhadores por local de trabalho
  3. Contra a privatização e demissão, ocupação das empresas com o controle dos trabalhadores
  1. [Diante da alegação de prejuízo pelos patrões]
    1. Auditoria das empresas públicas pelos trabalhadores
    2. Contra o segredo comercial dos patrões, abertura dos livros contábeis sob controle dos trabalhadores
  • Controle operário da produção
  1. Fim dos assassinatos dos trabalhadores rurais. Dissolução da PM
  2. Expropriação do latifúndio; Revolução agrária
  3. Bairros
    1. Comitês de bairros contra a violência, por serviços públicos
    2. Direito à moradia nas periferias. Legalização fundiária
  4. Fora imperialismo!
  5. Negros
    1. Por um movimento negro unificado com os trabalhadores
    2. Não ao genocídio do povo negro das periferias
  • Tribunal popular para julgar os abusos do povo negro das periferias
  1. Políticas de quotas e de permanência com condições dignas para juventude negra
  2. Legalização dos assentamentos quilombolas como patrimônio nacional
  1. Mulheres
    1. Pelo direito ao aborto
  2. Educação
    1. Por uma educação pública, gratuita e de qualidade
    2. Por um governo tripartite com maioria estudantil nas universidades
  • Fim do vestibular
  1. Contra a burocracia:
    1. Fora burocracia dos nossos sindicatos!
    2. Sindicato é para lutar!

A política da LPS em relação ao PT, à “frente popular” e à burocracia

  1. A “frente popular”, encabeçada pelo PT, representa uma “frente popular” moribunda, na última etapa de desenvolvimento. No movimento operário, a influência é fraca, baseada praticamente no controle dos aparatos e, portanto, intrinsicamente integrada ao Estado burguês. É mais forte, pela base, no movimento social, mas também se encontra muito enfraquecida por causa dos anos de integração umbilical ao regime, principalmente nos anos em que o PT foi governo.
  2. Por esse motivo, os acordos e as propostas para as direções devem ir acompanhados de uma forte propaganda nas bases.
  3. A LPS deve rejeitar a política da “frente de esquerda”, com acordos frentistas oportunistas com pequenos grupos que não têm base de massas.
  4. Hoje, o eixo da política deve ser uma forte campanha de agitação e propaganda orientada ao movimento de massas.
  5. A burocracia tem como papel histórico na luta de classes quebrar as greves, principalmente quando se desenvolvem objetivamente como um movimento independente da burguesia (e da própria burocracia) e, portanto, quando o movimento se projeta contra o regime político. O PT e o próprio Luta, por exemplo, não impulsionaram as greves metalúrgicas da década de 1970 (que nasceram por fora e contra o controle da burocracia), mas atuaram para quebra-las. A greve de 1979 foi respondida pelo então governo do general Figueiredo com a intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. A política de Lula foi a de trocar a greve pela devolução do Sindicato quebrando desta forma o movimento dos operários em função dos interesses da burocracia de manutenção do aparato sindical.
  6. As relações com a burocracia devem ser colocadas a partir da política da LPS e não do relacionamento pessoal. Portanto, essas relações devem representar a continuidade da política expressa nas palavras de ordem.
  7. Neste momento, a principal linha da nossa atuação deve estar focada na luta contra as privatizações e materializada na busca pela unidade das principais categorias nacionais. Precisamos pressionar a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores da ECT) para impulsionar a campanha salarial deste ano com força total, buscando a unidade com os petroleiros e bancários. Mas o eixo principal não deve ser os acordos com a burocracia sindical e, sim, a propaganda nas bases.
  8. A partir desta frente, devemos impulsionar o fortalecimento da campanha nacional da luta contra o golpismo pela base, a partir da frente única operária. Devemos tomar como orientação que as massas reconhecem como direção a quem soube mobilizá-las por meio das palavras de ordem precisas para cada uma das lutas concretas.
  9. A política da frente única aumenta a pressão sobre a cúpula burocrática do PT e das organizações de massas que controla, promovendo o racha do PT pela esquerda, em cima da pressão das massas, da nossa política e do nosso Programa.
  10. Os militantes da LPS devem aproveitar todas as oportunidades para propagandear o nosso Programa e a nossa política, principalmente a partir das nossas palavras de ordem.
  11. A luta nos órgãos de massas, que são controlados pela burocracia, deve focar em divulgar o nosso Programa e política por meio de uma agitação (discursos e palavras de ordem), alinhada com as reivindicações mais sentidas das massas, que devem ser amplamente divulgadas e explicadas (política de propaganda).
  12. A LPS repudia e denuncia os acordos não públicos e os conchavos com a burocracia.
  13. A LPS repudia os métodos da burocracia que devem ser enfrentados nas nossas fileiras, como condição de sobrevivência como, por exemplo, o “movimentismo”, a “correria sem política”, o anarquismo, o individualismo, o “aparelhismo” (foco da política na conquista burocrática ou controle dos aparatos), os conchavos com a burocracia, o “amiguismo”, o “flanelismo” etc.
  14. Os trabalhadores esperam liderança, clareza e firmeza da vanguarda revolucionária. Para isso, é preciso formular a nossa política com a maior democracia possível, conforme os princípios do centralismo democrático. Mas uma vez a política definida, ela precisa ser imposta e os militantes da LPS não podem abrir concessões. Cada conchavo, acordo etc., só pode dar lugar ao enfraquecimento da nossa política e representar, em algum grau, uma traição aos trabalhadores. A LPS atua em meio à luta de classes e não num clube de amigos. Por esse motivo, hoje mais do que nas últimas décadas, a firmeza e a luta política se tornaram fatores cruciais para a sobrevivência da LPS.

 

 

Principais tarefas da Imprensa da LPS

  1. Fortalecer o Jornal Gazeta Operária como principal instrumento de relação da LPS com o movimento de massas.
  2. Todos os militantes devem colocar o Jornal Gazeta Operária no centro das suas atividades.
  3. Estabelecer uma ampla campanha de assinaturas, principalmente entre os contatos, a partir dos militantes.
  4. Todos os dirigentes da LPS devem escrever, pelo menos, uma matéria política por semana.
  5. Todos os militantes da LPS devem escrever denúncias e criar uma rede de correspondentes. É preciso impulsionar o repúdio contra o regime, o golpe e o imperialismo.
  6. Fortalecer o site da LPS em termos de qualidade técnica e conteúdo.
  7. Elaborar muitos vídeos e publicá-los amplamente nas categorias.
    1. Transcrever as principais palestras e intervenções dos nossos dirigentes.
  8. Estabilizar os boletins na mínima frequência possível. Estes devem ser o principal instrumento da agitação das palavras de ordem da LPS.
  9. Impulsionar campanha pelo Fora Temer e todos os golpistas! Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo!
  10. Impulsionar campanha de denuncias de todas e cada uma das traições da “frente popular” encabeçada pelo PT.
  11. Acelerar a campanha de denúncias do imperialismo e da direita.
  12. Ajustar o Jornal para suportar a política de agitação.
  13. Todos os militantes, a começar pelos membros do CC devem colocar o Jornal no centro das prioridades, em todos os sentidos. É incompatível com a militância na LPS
    1. não discutir a política da LPS, a partir dos problemas dos contatos, usando como instrumento o Jornal;
    2. não vender o Jornal para os contatos;
    3. ir em quaisquer evento, em que a LPS ou as organizações dirigidas participem, e “esquecer” o Jornal;
    4. não se preocupar em repassar para os organismos responsáveis o Jornal;
    5. colocar como “desculpa” para a não leitura das matérias centrais do Jornal, não tê-lo recebido, sendo que as matérias podem ser lidas na Internet;
    6. não respeitar os prazos estabelecidos;
    7. os militantes que participarem em eventos e atos não providenciarem matérias, fotos.
  14. Divulgar no Jornal impresso os nossos instrumentos digitais.
  15. Divulgar os eventos e atividades da LPS, e suas organizações de massas.
  16. Reformular a Capa do Jornal para ajusta-la para o novo formato.
  17. Montar um plano de elaboração de matérias por meio das Secretarias.
  18. Montar um plano de publicação de matérias.

Principais tarefas da organização e controle da LPS

  1. Orientar toda a política da LPS no sentido de transforma-la numa organização de agitação e propaganda.
  2. Abrir o período congressual do Segundo Congresso da LPS, em 12 de julho de 2017, usando como base os dois documentos aprovados pelo I Pleno do CC da LPS.
  3. Preparar toda a infraestrutura necessária para permitir o funcionamento adequado da LPS em quaisquer circunstâncias, perante a evolução da situação política no próximo período.
  4. Garantir que todos os militantes deem a luta política em todas as circunstâncias, nas atividades da LPS considerando que uma ação politica frouxa tende a fortalecer o oportunismo nas fileiras da Organização.
  5. Propor a nova conformação do CC da LPS para o seu II Congresso em cima de dirigentes que efetivamente tenham assumido um papel dirigente no último período, de acordo com o Programa e os Estatutos da LPS.
  6. Garantir a formação dos militantes da LPS como quadros marxistas, a começar pelos dirigentes, em cima de um programa intensificado de estudos do marxismo, principalmente em cima do estudo individual.
  7. Promover a formação acelerada dos quadros por meio do Programa FIQ e de plenárias quinzenais para debater textos marxistas.
  8. Promover uma política de recrutamento baseada em militantes e ativistas que tenham se destacado na luta.
  9. Hangouts semanais, terças feiras, na sede do Sindados, às 19:00.
    1. Presença obrigatória
    2. Os núcleos devem fazer a lista das pessoas que participarão nas atas.
  10. Realizar plenárias mensais com os militantes e contatos, com duas horas de duração, na última terça feira do mês. Temas diversos ligados à conjuntura
  11. Combater qualquer tipo de liberalismo programático, político e organizativo. No próximo período, a repressão deverá se esforçar por infiltrar agentes na LPS. Enquanto a LPS dirigir sindicatos continuarão se aproximando oportunistas na busca de tirar vantagens pessoais.
  12. Impulsionar a política de frente única visando resistir à escalada do golpe.
  13. Fortalecer a flexibilidade tática, mas sem cair no oportunismo.
  14. Unidade na ação em cima de casos específicos devem ser sempre consideradas, mas a LPS repudia a frente de esquerda pequeno burguesa.
  15. Fortalecer os controles em toda a Organização.
  16. Garantir a disciplina da Organização em relação ao funcionamento revolucionário de todos os organismos partidários.
    1. Todos os militantes devem ser muito disciplinados em relação a horários, metas, métricas e resultados.
  17. Agrupar a LPS em torno às palavras de ordem colocadas para a conjuntura.

Principais tarefas da política sindical da LPS

  1. A política sindical da LPS tem como objetivo estruturar a base para a atuação no movimento operário.
  2. O foco da política sindical da LPS é a agitação e a propaganda em cima das palavras de ordem. Isso é a prioridade número um em ABSOLUTAMENTE todos os casos, inclusive na Fentect, na Fenadados e nos sindicatos dirigidos pela LPS.
  3. Promover uma política revolucionária em todas as categorias onde a LPS atua:
    1. A LPS considera que priorizar a administração de aparatos sindicais ou os acordos com a burocracia para controlar esses aparatos, em detrimento da política de agitação e propaganda, em qualquer medida, representa, na atual etapa política, uma traição aos interesses da classe operária.
    2. Orientar o eixo da política dos sindicatos controlados pela LPS no sentido da política de agitação e propaganda, em primeiro lugar da luta contra o golpe.
    3. Os dirigentes sindicais da LPS deverão validar a agenda de trabalho com a SeOC (Secretaria de Organização e Controle), com o objetivo de garantir que estejam aplicando a política da LPS e que estejam orientados à priorizar em quaisquer circunstâncias, a agitação e propaganda das palavras de ordem da LPS.
  4. Criar oposições sindicais nas principais categorias a partir da política de agitação e propaganda.
  5. A Corrente Sindical da LPS representa a correia de transmissão da política sindical da LPS.
  6. O objetivo da Corrente Sindical da LPS é agrupar os ativistas que querem fazer um trabalho sindical revolucionário.
  7. A Corrente Sindical da LPS aplica a política estabelecida pela LPS e também atua como um órgão de agitação e propaganda, no terreno sindical, na defesa dos interesses irreconciliáveis da classe operária.
  8. Considerando que no próximo período a burguesia e o imperialismo apertarão os ataques contra as organizações operárias, a LPS reforçará imediatamente os esforços para fortalecer o trabalho de base a partir das OLTs.
  9. Considerando a escalada dos ataques, a LPS avalia que o trabalho com os terceirizados é uma prioridade de primeiro nível. A desconsideração desta política representa uma traição à unidade da classe operária e dos trabalhadores.

Principais tarefas da política das frentes de massas da LPS

  1. A política das frentes de massas da LPS tem como objetivo fortalecer a unidade da classe operária e dos trabalhadores a partir das reinvindicações concretas dos vários setores.
  2. O trabalho na Juventude deve ser acelerado, principalmente no movimento estudantil, que deverá entrar em movimento devido aos ataques contra a educação. Em segundo lugar, deve ser fortalecido o trabalho no movimento popular e entre a juventude da classe operária, a partir das reinvindicações próprias.
    1. Para o movimento estudantil, as palavras de ordem principais devem ser: “Por uma educação pública, gratuita e de qualidade”; e, “Por um governo tripartite (nas universidades) com maioria estudantil”.
  3. O trabalho entre as mulheres passa por colocar em pé imediatamente o Programa da Frente de Mulheres. Um dos componentes principais é a diferenciação do feminismo burguês nas suas mais diversas variantes.
    1. Sem um Programa definido, a Frente fica sem rumo e sujeito a desvios.
    2. Esperar a que as mulheres da LPS adquiram o conhecimento necessário para elas próprias elaborarem o Programa representa um desvio “espontaneísta”, que reflete a influência do burocratismo e do anarco sindicalismo na LPS.
    3. As mulheres revolucionárias devem se agrupar por trás do Programa revolucionário marxista para as mulheres que deve ser elaborado pelo Comitê Central da LPS.
    4. O trabalho deve ser desenvolvido a partir da frente de mulheres das trabalhadoras dos Correios.
    5. Sem um programa claro, a imprensa ficará a reboque do feminismo burguês e não conseguirá se converter num feminismo revolucionário.
  4. A frente de negros representa uma frente prioritária para a LPS. Da mesma maneira que para as demais frentes, é prioritário definirmos o Programa para os negros e materializa-lo por meio de palavras de ordem e da imprensa.

Sobre as finanças da LPS

  1. As finanças da LPS representam uma das três principais prioridades da Organização (de acordo com os Estatutos) e, portanto, de todos os militantes.
  2. A arrecadação financeira da LPS representa uma tarefa política.
  3. As finanças devem ter na base a contribuição de cada um dos militantes. A dependência de doações de organizações externas operárias deve ser vetada porque representa um sério risco para a sobrevivência da LPS; no melhor dos casos, deve ser considerada como um apoio para abertura de frentes adicionais.
  4. Os principais mecanismos de financiamento da LPS são: as mensalidades dos militantes e a venda dos materiais de imprensa da LPS, em primeiro lugar o Jornal.
  5. O estabelecimento de milhares de assinaturas do Jornal Gazeta Operária, controladas pelos próprios militantes, deve ser priorizado.
  6. São considerados mecanismos secundários de arrecadação financeira: festas, rifas e pequenas doações dos militantes.
  7. São considerados mecanismos terciários de arrecadação financeira as doações de organizações operárias.

Secretaria de Logística

  1. A Logística deve ser colocada na base infraestrutural da integridade física da LPS no próximo período.

A Formação dos quadros da LPS

  1. Seguir o programa de estudos Básico e Intermediário da Secretaria de Formação, no processo de formação que será colocado em prática com prioridade.
  2. No FIQ, a formação terá como objetivo impulsionar as leituras individuais.
  3. A LPS deve promover um evento sobre a Revolução Russa no mês de agosto.
  4. Promover cursos de formação técnica: técnicas de redação (obrigatório para os militantes locais); conhecimentos básicos de mexer no computador e no celular; falar em público.

A LPS e o internacionalismo proletário

  1. A LPS luta pela revolução mundial o que implica na sua construção como um partido operário revolucionário mundial centralizado.
  2. A LPS acompanha atentamente o desenvolvimento da situação política mundial. No próximo período, deverá estabelecer as bases para ampliar a sua atuação em escala nacional e em outros países, a partir de onde o movimento operário entrar em ascenso.
  3. O instrumento fundamental da atuação da LPS é a política de agitação e propaganda tanto em escala nacional e internacional. A Secretaria de Comunicação deve planejar a tradução das principais publicações ao espanhol e ao inglês.

 

 

ANEXO 1 – Nota Pública Correios

A LPS elaborou uma carta pública e lhe dar ampla visibilidade, no próximo período:

Nota Pública à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores da ECT) e a todos os Trabalhadores dos Correios e das demais categorias

31 de maio de 2017

Companheiros,

A LPS (Luta pelo Socialismo) e o Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais) fazem um alerta urgente e um chamado perante o perigo de mais um golpe dentro do golpe (que já é muito reacionário).

O imperialismo está preparando a imposição de uma ditadura “bonapartista”, de cunho burocrático policial. Uma espécie de reedição do governo de Castelo Branco, sem a presença do Exército no primeiro plano, apesar dele estar presente por meio do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) que permite colocar tropas nas ruas. O objetivo é substituir o regime político atual, corrupto é verdade, mas não mais corrupto do que o que virá, e impor os ataques que o governo golpista de Temer não conseguiu aplicar, além de muitos outros.

A situação para os trabalhadores é gravíssima e vai muito além das eleições indiretas e diretas, que, de qualquer maneira, serão muito controladas e os resultados definidos de antemão: os inimigos mais ferozes dos trabalhadores deverão dominar o Congresso, o Executivo e o Judiciário a mando do imperialismo.

É preciso a unidade para nos defendermos. É imprescindível fortalecer a luta a partir das principais categorias nacionais que estão colocadas na mira das privatizações e que terão as datas bases no segundo semestre deste ano. A Categoria dos Correios, por meio da Fentect, deve tomar a iniciativa de unificar essas campanhas.

Os trabalhadores precisam organizar uma luta acirrada contra as privatizações (que implicam em demissões na certa) e o arrocho, e fortalecer os métodos defensivos da classe operária. Devemos pressionar os sindicatos e as principais centrais sindicais, a começar pela CUT, e os movimentos sociais para organizar essa resistência. Inclusive porque as organizações operárias serão atacadas, sendo o objetivo final varrê-las do mapa, como aconteceu na Ditadura Militar, principalmente após o Ato Institucional Nº 5.

A burguesia e o Exército se encontram divididos a respeito dos métodos que devem ser utilizados, principalmente porque têm medo da reação das massas. Mas devido à crise do grande capital, que não consegue mais extrair lucros da produção, o imperialismo impõe avançar numa linha muito mais dura.

A política de jogar os esforços nas “Eleições Já” e na “Constituinte” é o mesmo que entrar num campo de futebol para um jogo com um juiz totalmente comprado pelo time adversário e que muda as regras quando ele quer. Não podemos depositar a nossa confiança no Estado burguês. Essa discussão pode ser feita com mais calma, mas para enfrentar os duríssimos ataques colocados, o tempo é cada vez mais escasso.

Cabe às direções do movimento chamar a unidade dos trabalhadores para a luta direta, sob pena de correrem o risco de serem atropeladas pela reação das bases. Se a unidade dos trabalhadores e ativistas não acontecer, a culpa será das direções burocratizadas. Os trabalhadores não podem aceitar que as direções não mobilizem nem preparem a luta. Neste momento, a tarefa colocada é organizar uma campanha salarial unificada muito forte, pois essa é a única maneira de barrar as privatizações e os demais ataques.

A LPS busca se colocar na linha de frente da luta real contra os ataques, mas não abre mão da sua independência política e da defesa intransigente dos trabalhadores na luta contra os golpistas reacionários, inimigos ferozes da população trabalhadora. A unidade pode empurrar à luta também os estudantes e os camponeses, pois eles, do mesmo modo, se encontram no centro dos brutais ataques.”

Por uma frente única dos trabalhadores contra os golpistas!

Direção Nacional da LPS (Luta Pelo Socialismo)

Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Minas Gerais).

Nacional

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