Sábado, 22 Setembro 2018

Sobre nosso rompimento com a LPS e rompimento da maioria  do Comitê Central com o Programa aprovado no Iº Congresso da LPS

Durante a estruturação da ala esquerda (revolucionária) da LPS, a luta até o I Congresso (Abril de 2017) foi pela imposição do programa revolucionário. A primeira reunião Plena do CC foi o ponto em que ala burocrática foi pressionada a aplicar o Programa. Até esse momento, todos os documentos (que foram escritos pela ala revolucionária, especificamente por Alejandro Acosta) foram aprovados por unanimidade. Mas a ala burocrática aprovava tudo como mero papel que devia ser jogado no lixo. O objetivo sempre foi usar a ala revolucionária como verniz para o trabalho burocrático sindical oportunista, e especificamente para continuar controlando os caixas dos sindicatos. Com o fim do imposto sindical e sob a pressão da ala revolucionária, a ala burocrática, se viu encurralada e partiu para cima da ala revolucionária com o objetivo de enquadra-la aos próprios interesses, tentando impedir inclusive a ida destes à base e não estruturando o trabalho nacional.

(Reunião da Coordenação Nacional da LPS, de 3 a 7 de outubro de 2016)

Há homens que lutam um dia e são bons
Há homens que lutam um ano e são melhores
Há os que lutam muitos anos e são muito bons
Mas há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

                                                                                           Bertrold Brecht

Entorno político atual

  1. Os trabalhadores se encontram paralisados por causa da traição da burocracia sindical, da recessão econômica e pelo fato dos governos burgueses ainda não terem imposto os ataques contra os trabalhadores com toda força, conforme determina o imperialismo. No caso do Brasil, o governo Temer apresentou algumas medidas, mas de forma muito “tímida” em comparação aos planos do grande capital.
  2. A esquerda integrada ao regime, toda ela “frentepopulista”, foi atingida pela crise do regime, que também afetou fortemente a burocracia sindical.
  3. A desmoralização e o clima de “imbecilização” generalizado, na esquerda e entre os sindicalistas, têm aumentado com a política da cúpula do PT de vergonhosa capitulação à direita.
  4. Os trabalhadores se encontram com medo e paralisados, mas eles tentam achar alternativas de luta para se defender. O espírito de luta e a alta adesão que aconteceu na greve dos Correios é um claro exemplo, apesar do confusionismo generalizado.
  5. A situação se repete em escala mundial. Mas também têm aparecido sintomas de que a classe operária se encaminha para o levante, a exemplo da França, México, Bolívia, Venezuela.
  6. A LPS aparece como sendo um dos setores da esquerda revolucionária mais lúcidos, mas a pressão da burocracia sindical e da “frente popular” é grande e tende a paralisar a Organização.
  7. Boa parte dos dirigentes da LPS não se posicionam como tais.
    1. Entre os militantes, o liberalismo é generalizado, como uma das várias manifestações da ideologia pequeno burguesa nas nossas fileiras;
    2. Há a ilusão de que o aperto golpista continuará, mas que será gradual, o que, aliás, é a visão da burocracia.
  8. Na realidade, além do aperto gradual, não deveríamos estranhar a adoção de medidas muito mais truculentas, por parte dos golpistas, com o objetivo de aplicar o “ajuste”: censura feroz da imprensa (inclusive da Internet), cassação ou inviabilização de partidos políticos, intervenção direta dos sindicatos, aperto da Lei Antiterrorista e do GSI etc.
  9. Os militantes da LPS que se encontram mais longe das discussões e do trabalho centralizado têm ficado completamente dispersos e seguindo a agenda da burocracia.
  10. As dificuldades para o cumprimento das decisões se confundem com a defensiva provocada pelo baixo nível político e a pressão da burocracia.
  11. Há resistência para aplicar as decisões da Coordenação.
  12. A maior parte dos núcleos funciona de maneira precária ou se encontra literalmente desmantelado.
  13. Está colocada a urgência do fortalecimento da Organização, a partir dos órgãos dirigentes, e a preparação de um Congresso que transforme a LPS em um partido político revolucionário.

Internacionalismo proletário

  1. A situação internacional evolui rapidamente para um novo colapso capitalista gigantesco. A classe operária, inevitavelmente, deverá acordar do longo sono neoliberal.
  2. Está colocado o surgimento de uma nova esquerda revolucionária, enquanto a esquerda oportunista atual e a burocracia sindical deverão ser ultrapassadas pelo movimento de massas.
  3. A LPS deve se preparar para impulsionar a luta em escala mundial, em primeiro lugar, por meio da imprensa.
  4. A criação de um partido de quadros, com algumas dezenas de quadros operários firmes e com clareza, com forte influência no movimento operário, poderá transformar a LPS num dos polos aglutinadores dos revolucionários no mundo.

Secretarias

Comunicação

Jornal Gazeta Operária

  1. A LPS deve estabilizar definitivamente o Jornal Gazeta Operária.
    1. A partir do dia 15.10, com frequência quinzenal;
    2. A partir de março de 2017, com frequência semanal.
  2. A LPS deve se organizar em torno ao Jornal Gazeta Operária e não em torno aos sindicatos.
  3. A venda do Jornal Gazeta Operária deve ser vinculada ao trabalho com os contatos.
    1. As quotas individuais devem ser mantidas, mas o esforço deve ser direcionado a trabalhar os contatos a partir do Jornal Gazeta Operária, que deve funcionar como “o timão” da nossa atuação política;
    2. As quotas devem ser dos núcleos, tendo como mínimo a base estabelecida pela Coordenação;
    3. A venda e os repasses do Jornal Gazeta Operária devem ser encarados como o principal instrumento para levar a nossa política. Por esse motivo, o balizador fundamental da venda do Jornal Gazeta Operária deve ser os contatos.
  4. A formação de quadros para o Jornal Gazeta Operária deve ser considerada como uma tarefa fundamental e prioritária. Mas devem ser quadros revolucionários, vinculados ao movimento operário, e não intelectuais ou pequeno-burgueses diletantes.
  5. Neste momento, com o avanço do golpismo, o Jornal Gazeta Operária deve ser um “bastião” de denúncias contra os atropelos cometidos pelos capitalistas, o governo e o imperialismo.

Boletins

  1. Os boletins devem ser o instrumento para divulgar a política do Jornal Gazeta Operária nas categorias.
    1. Todo boletim deve conter denúncias e matérias políticas;
    2. As matérias políticas são fornecidas pela Secretaria de Comunicação;
    3. As denúncias são corrigidas pela Secretaria de Comunicação, de acordo com o procedimento aprovado.
  2. Os boletins devem ser estabilizados e a frequência reduzida.
  3. Os boletins devem ser utilizados para abrir a discussão política com os trabalhadores.
    1. O conteúdo deve estar alinhado com o estado de ânimo dos trabalhadores;
    2. Devemos sempre verificar com os trabalhadores o que eles acharam do boletim e sempre melhorá-lo de acordo com essa avaliação;
    3. A discussão política precisará da confrontação com as ideias da burguesia e dos capitalistas, em defesa do nosso Programa e da nossa política, que deve ser a prioridade número um de todos os nossos militantes.
  4. As denúncias devem tornar-se o mecanismo para sensibilizar os trabalhadores, para indispô-los contra os desmandos dos capitalistas (o que também inclui as empresas e os serviços públicos, sobre os quais pairam que nem abutres).
  5. A LPS, por meio da atuação nas categorias, deve tornar-se “campeã mundial” das denúncias. Hoje, devemos nos valer dos problemas menores para colocarmos em movimento os trabalhadores. Amanhã, impulsionaremos a mobilização por grandes questões.
  6. A CIPA e outras OLTs devem ser colocadas em ação, imediatamente, para impulsionarmos esse movimento.
  7. Todos os militantes devem escrever denúncias. Os trabalhadores devem ser incentivados para enviarem denúncias. A LPS deve fazer uma forte campanha nesse sentido.
  8. A pauta dos boletins deve ser discutida nas reuniões dos núcleos.
  9. A Secretaria de Comunicação deve apoiar o trabalho de escrita.
  10. Devem ser organizados núcleos nos setores de trabalho para discutir a campanha de denúncias, como embriões dos núcleos da LPS.

Site da LPS

  1. A propaganda na Internet deve ser priorizada.
    1. Trata-se de um instrumento onde ainda há uma certa democracia;
    2. Mas está com os dias contados http://olhardigital.uol.com.br/fique_seguro/noticia/6-projetos-de-lei-que-querem-aumentar-a-censura-e-vigilancia-na-internet/56788
  2. Neste momento, as matérias publicadas no site da LPS devem ser divulgadas intensivamente. Algumas medidas orientadas pela Coordenação Nacional:
    1. Os militantes da LPS devem usar as redes sociais prioritariamente para o debate político;
    2. Os militantes da LPS devem priorizar, na atividade da Internet, a divulgação das matérias da LPS (o mais rapidamente possível após a publicação no site) e a política da LPS;
    3. Os militantes da LPS devem participar de, pelo menos, um grupo do Whatsapp, de acordo com as orientações da Coordenação Nacional e do núcleo;
    4. Os militantes da LPS devem participar de grupos do Facebook, de acordo com as orientações da Coordenação Nacional e do núcleo.
    5. O compartilhamento de matérias de terceiros deverá ser limitado e quando for feito deverá ser complementado pela posição política da LPS;
    6. As publicações pessoais deverão ser feitas de maneira criteriosa, considerando o controle dos órgãos de segurança sobre as mesmas e a necessidade de preservar a política da LPS.
  3. Devemos gerar dezenas de vídeos, com a nossa política e com denúncias, e divulgá-los maciçamente.
  4. Devemos realizar hangouts, com a participação de vários dirigentes da LPS.
  5. Devemos impulsionar o canal youtube la LPS.
  6. Todo desprezo pela propaganda na Internet nos priva de um dos poucos espaços onde ainda há uma certa democracia para divulgar a nossa política e o nosso Programa.

Novos mecanismos de propaganda

  1. Revistas: avaliar na Secretaria de Comunicação
    1. Teoria
    2. Cultural
    3. Sindical
  2. Internacionalização da nossa imprensa: avaliar na Secretaria de Comunicação
    1. Site em espanhol, francês e inglês, com algumas matérias traduzidas
    2. Ver com simpatizantes para colaborar nas traduções

Outros

  1. Caso Sa:
    1. Ela não é uma militante orgânica da LPS.
    2. Ela é um apoio à Secretaria de Comunicação que trabalha de acordo com as orientações da Secretaria.
    3. Fechar a questão e incluir o esclarecimento na próxima Circular Interna.

 

Organização

  1. A LPS deve funcionar como uma grande indústria. Com processos, procedimentos, tecnologia, disciplina, produtividade, controle, métricas etc. Devemos incorporar tudo o que o capitalismo trouxe de avanços.
  2. As posições contrárias à disciplina e aos avanços do capitalismo representam manifestações do “socialismo pequeno burguês”, que é contrário ao avanço da roda da história e, portanto, representa uma manifestação contrarrevolucionária à pressão do imperialismo.
  3. A LPS deve adotar a função de controle: a auditoria e o controle político sobre a aplicação das decisões.
  4. A Secretaria de Organização deve acumular as funções de Controle.
  5. Mudar o nome para Secretaria de Organização e Controle.

Fortalecimento da Coordenação

  1. O principal problema da LPS se encontra na Coordenação
    1. Há poucos dirigentes atuantes. A maioria não dedica à LPS mais que alguns minutos por semana e fica “atolada” nas questões sindicais ou pessoais.
    2. Produtividade muito baixa:
      1. Temos várias situações em que mais de um dirigente participa do mesmo núcleo. Buscar a adequação até março de 2017;
      2. Não há nenhum compromisso com resultados políticos nem práticos;
  • O trabalho de organização, imprensa e finanças é muito precário.
  1. O mesmo liberalismo acontece com os militantes. Mas a organização revolucionária deve ser construída qual um sistema de engrenagens, de cima a baixo.
  1. O fortalecimento da Coordenação deve estar no centro das preocupações da LPS. É preciso que os dirigentes
    1. Sejam atuantes;
    2. Pensem, no grosso do tempo, em dirigir a LPS;
      1. Somos favoráveis a férias, descanso, etc.;
      2. Mas todo dirigente deve direcionar o melhor das ideias à construção da LPS.
    3. Que coloquem TODAS as atividades como suporte para a construção da LPS;
    4. Que se transformem em quadros: militantes revolucionários profissionais;
    5. Que sejam capazes de formar outros quadros;
    6. Que considerem:
      1. a defesa do Programa e da política da LPS como sendo a prioridade número um;
      2. o Jornal Gazeta Operária como o militante número um;
  • a disciplina revolucionária como questão de honra e muito prioritária;
  1. as finanças partidárias como componente fundamental da construção revolucionária;
  2. o combate à pressão pequeno burguesa no centro da luta revolucionária. Conforme Engels orientou, a luta revolucionária não é somente política (e muito menos sindical), mas conta com três componentes: a luta ideológica, teórica e política.
  1. Mecanismos para tirar os dirigentes da Coordenação da paralisia
    1. Fazê-la funcionar a partir das secretarias
      1. Todo dirigente deverá participar efetivamente de uma das secretarias.
    2. Formação
      1. Reuniões;
      2. Construção e estudo do Jornal Gazeta Operária;
  • Estudos teóricos.
  1. Comunicação
    1. Todos os dirigentes devem participar das reuniões com a Coordenação;
    2. Os dirigentes dos outros estados devem entrar por Skype, seguindo as instruções contidas no documento “4.10.16 Teses Reuniões”.
  2. Estabelecer métricas e controles
    1. Todos os dirigentes receberão um conjunto de tarefas nas reuniões da Coordenação Nacional, recomendadas pela Secretaria de Organização e Controle e validadas pela Coordenação.
    2. Todas as tarefas atribuídas devem ser mensuráveis (possíveis de serem medidas).
      1. O acompanhamento deverá ser feito semanalmente por meio dos “relatórios de atividades”.
      2. O balanço deverá ser feito na reunião da Coordenação Nacional, que acontecerá, fisicamente, no máximo, a cada dois meses.
    3. O andamento das tarefas, as dificuldades, os instrumentos e os apoios necessários devem ser discutidos, fundamentalmente, nas reuniões semanais da Coordenação.
    4. A Secretaria de Organização e Controle controlará a execução das tarefas dos dirigentes, em cima de relatórios (planilha).
      1. Os dirigentes enviarão os relatórios de atividades uma vez por semana à Secretaria, até a segunda-feira às 14:00.
      2. A Secretaria os apresentará nas reuniões de Coordenação, nas terças feiras.
    5. Considerações estatutárias:
      1. Os dirigentes que não cumprirem com as tarefas atribuídas devem ser alertados nas reuniões da Coordenação, que buscará prover os mecanismos para que as tarefas sejam executadas. Problemas recorrentes, provocados pela indisciplina do dirigente, poderão acarretar no rebaixamento do dirigente, ao nível de suplente (necessários 2/3 dos votos da Coordenação), ou à destituição (4/5 dos votos da Coordenação).
      2. Os dirigentes que não cumprirem com as métricas relacionadas às tarefas atribuídas devem ser alertados nas reuniões da Coordenação, que buscará prover os mecanismos para que as tarefas sejam executadas. Problemas recorrentes, provocados pela indisciplina do dirigente, poderão acarretar no seu rebaixamento ao nível de suplente (necessários 2/3 dos votos da Coordenação), ou à destituição (4/5 dos votos da Coordenação). Alinhar com o Estatuto

Fortalecimento dos núcleos

  1. Todos os militantes devem agrupar-se em núcleos, de acordo com os três princípios orientados por Lenin: aceitar o Programa, militar numa das organizações, cotizar.
  2. O fortalecimento dos núcleos da LPS passa, em primeiro lugar, pelo fortalecimento dos órgãos dirigentes.
  3. O trabalho dos núcleos deve estar centrado nas denúncias nas categorias onde atua, por meio da imprensa, e no trabalho com os contatos. Esses aspectos devem fazer parte de uma política única: divulgar a política da LPS nas condições concretas.
    1. Realizar um trabalho estritamente, ou prioritariamente, sindical é considerado como um desvio incompatível com a militância na LPS;
    2. Todos os militantes da LPS devem estar concentrados, focados em aplicar a política da LPS, em se valer da atuação nas categorias para levar a política da LPS;
    3. Todas as liberações de militantes da LPS devem estar dirigidas para o fortalecimento dos quadros da LPS;
    4. Nas contratações de novos funcionários da LPS o principal critério deve ser o fortalecimento dos quadros da LPS;
    5. Em relação aos funcionários já existentes, a Secretaria de Organização e Controle deverá promover um mapa da situação atual para o qual poderá solicitar a colaboração de outros militantes ou secretarias. Em cima desse mapa, a Secretaria apresentará um plano de adequação.
  4. Os contatos dos militantes com simpatizantes, aliados ou até adversários devem ser planejados no núcleo.
    1. Caso seja necessário, o núcleo solicitará a ajuda do membro da Coordenação responsável;
    2. As ações realizadas deverão constar na Ata;
    3. As Atas devem ser enviadas para o e-mail da Secretaria de Organização e Controle imediatamente após a realização da reunião e seguindo o padrão estabelecido na Circular Interna;
    4. O improviso e as ações individuais devem ser consideradas como fatores de implosão da disciplina partidária.
  5. Os militantes de base devem atuar como engrenagens da Direção, no sentido estabelecido nas teses do Centralismo Democrático, como parte de um corpo único.
  6. O Coordenador do núcleo receberá um conjunto de tarefas e métricas, da Secretaria de Organização e Controle.
    1. As tarefas devem ser distribuídas entre os militantes,
      1. As tarefas deverão ser discutidas com os militantes;
      2. O Coordenador deverá providenciar os instrumentos, apoios e mecanismos necessários para a execução das mesmas;
  • Caso seja necessário, adequações poderão ser alinhadas, mas dependerão da validação da Secretaria de Organização e Controle;
  1. O Coordenador cobrará, dos militantes a execução das tarefas e o cumprimento das métricas semanalmente;
  1. A Secretaria de Organização e Controle cobrará semanalmente a execução das tarefas dos coordenadores. Os coordenadores deverão apresentar os resultados na planilha correspondente.
  1. Estabelecer definições claras sobre quem é militante da LPS
    1. A LPS se constrói como um partido de quadros, vinculado à luta de classes real;
    2. Aqueles que se consideram como militantes da LPS, mas não militam nas suas fileiras devem ser excluídos da qualidade de militantes. Esta condição deve ser considerada uma honra e somente para aqueles que forem admitidos para realizar um trabalho sério e disciplinado;
    3. Para os simpatizantes, devemos encontrar uma forma (uma política) para aproximá-los e até uma denominação específica para diferenciá-los dos militantes.
    4. Devemos refazer a conversa com os simpatizantes da LPS que não militam e, principalmente, com aqueles onde o grau de confusão, oportunismo e sectarismo é mais grave: RR, RO, PI, São Paulo.
  2. Recrutamento
    1. A LPS repudia os métodos de “pressão absoluta” sobre os militantes. A LPS busca construir uma organização de quadros revolucionários conscientes;
    2. O mecanismo fundamental de recrutamento deve ser estabelecido a partir da organização das lutas dos trabalhadores nas categorias fundamentais;
    3. A Secretaria de Organização e Controle deverá ajustar os critérios de recrutamento, com o objetivo de adequá-los à evolução da situação política;
    4. A relação com os contatos deve ser estabelecida por meio do Jornal Gazeta Operária.

Frente única

  1. A LPS desenvolverá políticas de frente única para o estabelecimento de uma luta revolucionária.

 

Sindical

  1. Devemos entender, em termos políticos, o caráter dos sindicatos hoje e como deve ser dese­nvolvido o trabalho político neles.
    1. Todos os militantes devem ler o folheto “Os sindicatos na época da decadência imperialista” (1940), Leon Trotsky,

https://www.marxists.org/portugues/trotsky/1940/mes/sindicato.htm;

E os Escritos de Trotsky sobre os Sindicatos;

  1. Todo o trabalho sindical deve estar orientado a fortalecer a LPS em escala, no mínimo, nacional;
  2. A Coordenação deve orientar os militantes sobre as tarefas sindicais fundamentais e como colocá-las a serviço da luta política da LPS.
  1. A pressão sobre os sindicatos tem aumentado muito e deverá crescer ainda mais, por meio do Ministério do Trabalho, das terceirizações etc.
    1. Precisamos desenvolver mecanismos sobre como atuar nos sindicatos no próximo período;
    2. Precisamos desenvolver mecanismos urgentes para organizar os trabalhadores terceirizados.

Desenvolvimento do trabalho nacional

Correios

  1. A principal categoria nacional onde a LPS deve atuar, neste momento, é nos Correios devido à evolução da situação política que nos impõe trazer resultados rapidamente.
  2. Os objetivos fundamentais do trabalho nos Correios devem ser:
    1. Fortalecer um polo de resistência contra o “ajuste” e o golpismo;
    2. Facilitar o desenvolvimento do trabalho nas demais categorias de ponta;
    3. Facilitar o desenvolvimento do trabalho mundial;
    4. Fundir a nossa política com as categorias de ponta da classe operária. Isto deve ser feito por meio da imprensa e do trabalho de contatos. Deve se expressar, em primeiro lugar, na política de recrutamento e NUNCA na propaganda sindical genérica;
    5. O trabalho sindical deve ficar ESTRITAMENTE sob o controle da política da LPS.
  3. O foco da atuação deve se concentrar em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais, com o objetivo de organizar fortes oposições sindicais.
    1. A atuação nos demais locais deverá ser considerada como prioridade não fundamental, mesmo quando houver a possibilidade de conquistar sindicatos.
  4. É preciso definir imediatamente a política da LPS em relação aos nossos aliados próximos, à Intersindical e à burocracia.
    1. Devemos escrever um documento em caráter de urgência;
    2. O envio de diretores do Sintect-MG para apoiar as eleições no Sintect-PI deverá ficar submetido, minimamente, às seguintes condições:
      1. Que esses diretores fiquem pelo menos dois dias em BH para receberem treinamento político e instruções sobre as tarefas que deverão executar no PI, como militantes da LPS
        1. A Secretaria Sindical e a Secretaria de Organização e Controle devem elaborar um plano detalhado para a formação política desses diretores, ao qual poderão se juntar os demais diretores;
      2. Que esses diretores fiquem submetidos ao controle direto da Secretaria Sindical (tarefas práticas e sindicais) e à Secretaria de Organização e Controle (tarefas políticas);
  • Que tenha sido elaborado o documento com a posição da LPS sobre o trabalho nos Correios, enviado aos principais dirigentes do Sintect-PI e discutido em reunião por Skype, com representantes da LPS.
  1. O instrumento fundamental de trabalho deve ser o Boletim Nacional.
    1. Inicialmente, deverá ser distribuído com frequência quinzenal, nos principais setores, por, pelo menos, um diretor do Sintect-MG e mais uma pessoa, em SP, RJ e BSB;
    2. O objetivo fundamental relacionado com a distribuição do Boletim Nacional será o desenvolvimento do trabalho de contatos para estruturar núcleos da LPS;
    3. Devido à criticidade, o trabalho deverá ser acompanhado de perto e ficar sob a responsabilidade da Coordenação;
    4. Focar o trabalho no “sindicalismo” ou na propaganda em abstrato, desligados das tarefas e métricas estabelecidas pela Coordenação, deve ser considerado como uma falha grave e requererá a ação imediata da Secretaria Sindical e da Secretaria de Organização e Controle.

Outras categorias

  1. A LPS deve desenvolver mecanismos com o objetivo de impulsionar o trabalho em outras categorias nacionais de ponta.
    1. Em primeiro lugar, o setor da informática;
    2. Também, os petroleiros, os bancários, os metalúrgicos;
    3. Considerar a categoria nacional de docentes.
  2. Setores locais devem ser considerados como prioridade não fundamental, a exceção dos que nós atuamos.


 

Finanças

  1. As finanças da LPS devem ser consideradas como um fator extremamente crítico para desenvolver o trabalho nacional e mundial.
  2. Todos os dirigentes e os militantes deverão se envolver e cuidar das finanças, com especial zelo.
  3. O mecanismo fundamental de arrecadação deve estar ligado ao trabalho de contatos, ao recrutamento e ao fortalecimento das relações políticas com os simpatizantes.
  4. Contribuições de instituições devem ser consideradas como um fator complementar, principalmente orientado ao desenvolvimento de novas frentes.
  5. Gastos desnecessários devem ser considerados como infração à disciplina partidária, plausível de punições de acordo com os Estatutos da LPS.

 

Formação

  1. Todos os militantes devem passar pelos cursos da escola de quadros da LPS.
  2. Esses cursos devem ser considerados como prioritários no caso dos dirigentes.

 

Sobre a Formação Política dos Quadros da LPS (Luta Popular e Sindical)

  1. A formação política, ideológica e teórica dos militantes deve estar no centro das atividades da LPS.
  2. A Escola de Quadros tem como objetivo estudar, de maneira organizada e centralizada, os clássicos do marxismo e analisar assuntos relevantes relacionados com as atividades da LPS. A participação na Escola de Quadros é obrigatória para todos os militantes.
  3. Os cursos da Escola de Quadros estão divididos nos níveis Básico, Intermediário e Avançado .
  1. O Nível Básico tem como objetivo promover o estudo dos princípios teóricos básicos do socialismo científico, por meio da análise dos textos fundamentais dos clássicos do marxismo.
  2. Curso Básico I, Princípios do Comunismo:
    1. “As três fontes e as três partes constitutivas do marxismo” – Vladimir I. Lenin.
    2. “Princípios básicos do Comunismo” – Friedrich Engels
    3. “O Manifesto do Partido Comunista” – Karl Marx e Friedrich Engels.
    4. “Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico” – Friedrich Engels.
    5. “O ABC do Comunismo” – Nikolai Bukharin

 

  1. Curso Básico II, Economia Política:
    1. “Prefácio da Contribuição para a crítica da economia política (1859)” – Karl Marx.
    2. “Salário, preço e lucro” – Karl Marx
    3. “O Imperialismo, fase superior do capitalismo” – Vladimir I. Lenin

 

  1. Curso Básico III, Materialismo Dialético:
    1. “Teses sobre Feuerbach” – Karl Marx
    2. “Concepção Materialista da História” – George Plekhanov
  1. O Nível Intermediário tem como objetivo promover o estudo dos princípios teóricos avançados do socialismo científico, por meio da análise dos textos dos clássicos do marxismo.

 

  1. Curso Intermediário I, Sobre o Partido:
    1. “O Que Fazer?” – Vladimir I. Lenin

 

  1. Curso Intermediário II, Sobre a Revolução:
    1. “As duas táticas da socialdemocracia russa” – Vladimir I. Lenin
    2. “A revolução permanente” – León Trotsky
    3. “As Teses de Abril” – Vladimir I. Lenin
    4. “A História da Revolução Russa” – León Trotsky

 

  1. Curso Intermediário III, “Frente única” e “Frente Popular”:
    1. Lenin sobre Kerenski
    2. “IV Congresso da III Internacional (1922)”
    3. “Aonde vai a França?” – León Trotsky
    4. “Lições da Espanha” – Leon Trotsky

 

  1. Curso Intermediário IV,
    1. “Programa de Transição” – Leon Trotsky

 

  1. Curso Intermediário V, Economia Política:
    1. “Como ler o capital” – Carlo Cafiero
    2. “O Capital” – Karl Marx

 

  1. Curso Intermediário VI, Questões Filosóficas:
    1. “Materialismo e empiriocriticismo” – Vladimir I. Lenin
  1. O Nível Avançado tem como objetivo promover a análise e o estudo teórico e político de questões específicas do marxismo, vinculadas às necessidades da luta atual.
  1. Outros cursos
    1. Curso de formação sindical
    2. Curso de redação
    3. Curso para captação: História de Marx, Che e outras personalidades socialistas. Conceitos políticos básicos

Sobre o funcionamento da Escola de Quadros

  1. Os cursos poderão ser presenciais (preferencialmente) ou a distância.
  2. Os participantes deverão ter preenchido os pré requisitos para participar de cada curso, respectivamente, conforme as definições da Secretaria de Formação.
  3. O desenvolvimento do curso acontecerá de maneira interativa. O instrutor fará uma exposição do tema que os estudantes deverão ter lido ou estudado de antemão.
  4. Os estudantes devem se comprometer a realizar todas as tarefas atribuídas pelo instrutor.
  5. Ao final do curso, o aprendizado dos estudantes será qualificado.
  6. A duração de cada bloco das aulas deverá ser de, no máximo, três horas, com intervalo de 10 minutos.
  7. Todos os horários devem ser respeitados.

Nacional

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