Quarta, 21 Novembro 2018

Sobre nosso rompimento com a LPS e rompimento da maioria  do Comitê Central com o Programa aprovado no Iº Congresso da LPS

Durante a estruturação da ala esquerda (revolucionária) da LPS, a luta até o I Congresso (Abril de 2017) foi pela imposição do programa revolucionário. A primeira reunião Plena do CC foi o ponto em que ala burocrática foi pressionada a aplicar o Programa. Até esse momento, todos os documentos (que foram escritos pela ala revolucionária, especificamente por Alejandro Acosta) foram aprovados por unanimidade. Mas a ala burocrática aprovava tudo como mero papel que devia ser jogado no lixo. O objetivo sempre foi usar a ala revolucionária como verniz para o trabalho burocrático sindical oportunista, e especificamente para continuar controlando os caixas dos sindicatos. Com o fim do imposto sindical e sob a pressão da ala revolucionária, a ala burocrática, se viu encurralada e partiu para cima da ala revolucionária com o objetivo de enquadra-la aos próprios interesses, tentando impedir inclusive a ida destes à base e não estruturando o trabalho nacional.

Sobre os objetivos do Jornal Gazeta Operária

  1. O Jornal Gazeta Operária, como a imprensa revolucionária e operária, deve ser compreendida como o militante número um da Organização, como o “organizador coletivo” e, portanto, deve ser desenvolvido e considerado como o ponto central da política partidária.
  2. O objetivo é organizar o conjunto da classe operária para dar um caráter consciente e unitário às lutas contra a burguesia e o capital.
  3. O jornal revolucionário é voltado aos trabalhadores. O Jornal Gazeta Operária não deve, jamais, ficar à mercê de empresas capitalistas, ou seja, não deve se estruturar financeiramente na base de créditos capitalistas, mas sim do financiamento a partir da atuação entre a classe operária.
  4. Da mesma maneira, o Jornal Gazeta Operária não deverá transformar-se num “jornal amplo” da esquerda, com diversidade de opiniões de classe, abrindo caminho para ideias e políticas alheias aos interesses dos trabalhadores. A tarefa central é colocar em pé a ferramenta de propaganda em cima da qual deve se organizar o partido. Neste sentido, o JGO deve ser a coluna vertebral de um sistema de propaganda da LPS orientado pelo JGO. O “jornal amplo” perde o caráter de classe marxista revolucionária e se torna, no melhor dos casos, num jornal informativo, aberto para uma “pluralidade de ideias socialistas”.
  5. A política defendida pelo Jornal está nas diretrizes dos Eixos Programáticos da LPS, caso contrário, não terá como ser reconhecido como um órgão comunista. Esse princípio deve ser aplicado para todas e demais publicações da LPS, como livros, artigos, revistas etc.
  6. A LPS não deve nunca fazer concessões aos setores da esquerda pequeno-burguesa e da esquerda burguesa, bem como à imprensa burguesa e pró-imperialista afim de criar uma “clientela”, nem defender interesses que não sejam os da própria classe operária.
  7. Nesse sentido, a imprensa da LPS, e fundamentalmente o Jornal Gazeta Operária, deve, imprescindivelmente, defender os interesses dos operários e de toda a população oprimida. Deve ser um jornal de denúncias políticas que leva o programa revolucionário aos trabalhadores, afim de organizá-los para a revolução socialista.
  8. Os boletins e as demais publicações aplicam a política estabelecida pelo Jornal nas condições específicas para o qual são destinados.
  9. O Jornal Gazeta Operária tem por tarefa ser um guia político para todos os militantes da LPS e um organizador do trabalho revolucionário e dos métodos comunistas. Portanto, deve funcionar como um órgão comunista, ou seja, um instrumento da organização de luta, um coletivo de revolucionários marxistas, de todos os que se organizam em torno dele, seja em sua redação, impressão, administração, distribuição, discussão, e demais tarefas envolvidas.

 

Sobre a Redação do Jornal Gazeta Operária (Considerações estatutárias)

  1. A Redação do Órgão Central da LPS, ou seja, do Gazeta Operária, será composta por membros da Coordenação Nacional, eleitos em Congresso ou Conferência. Membros adicionais ou elementos de apoio à Redação poderão ser cooptados por dois terços (2/3) dos redatores com direito a voto ou pela maioria simples da Coordenação Nacional.
  2. A Coordenação Nacional e a Redação do Órgão Central deverão prestar contas no próximo Congresso e/ou Conferência sobre as atividades e as eventuais modificações na composição da Comissão de Redação.
  3. O afastamento de um membro da Redação do Órgão Central, eleito em Congresso ou Conferência, só poderá ser referendado pelos mesmos órgãos que o elegeram, portanto, o Congresso e/ou Conferência.

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