Quarta, 20 Junho 2018

Sobre nosso rompimento com a LPS e rompimento da maioria  do Comitê Central com o Programa aprovado no Iº Congresso da LPS

Durante a estruturação da ala esquerda (revolucionária) da LPS, a luta até o I Congresso (Abril de 2017) foi pela imposição do programa revolucionário. A primeira reunião Plena do CC foi o ponto em que ala burocrática foi pressionada a aplicar o Programa. Até esse momento, todos os documentos (que foram escritos pela ala revolucionária, especificamente por Alejandro Acosta) foram aprovados por unanimidade. Mas a ala burocrática aprovava tudo como mero papel que devia ser jogado no lixo. O objetivo sempre foi usar a ala revolucionária como verniz para o trabalho burocrático sindical oportunista, e especificamente para continuar controlando os caixas dos sindicatos. Com o fim do imposto sindical e sob a pressão da ala revolucionária, a ala burocrática, se viu encurralada e partiu para cima da ala revolucionária com o objetivo de enquadra-la aos próprios interesses, tentando impedir inclusive a ida destes à base e não estruturando o trabalho nacional.

  1. A América Latina se encontra na linha de frente da crise capitalista mundial devido, em primeiro lugar, à pressão do imperialismo para desviar a crise dos centros.
  2. O imperialismo norte-americano tenta impor uma “nova onda neoliberal” com outra escalada de ataques contra os trabalhadores.
  3. Na base destes ataques se encontra a incapacidade do grande capital de extrair lucros da produção.
  4. Os governos “neoliberais” conseguiram unificar todos os setores da burguesia com a política das privatizações, desmonte dos direitos trabalhistas e da escalada dos ataques contra os trabalhadores. No Brasil, a CUT, por meio das câmaras setoriais, esteve na base da contenção da classe operária. O PSTU fez parte da diretoria do pelego Vicentinho durante anos.
  5. Esses governos começaram a implodir relativamente cedo, com o Caracazo (1989) na Venezuela. A lápide dessas políticas foi o colapso de 2008.
  6. Os regimes nacionalistas burgueses e de “frente popular”, que sucederam os governos “neoliberais”, contiveram as tendências revolucionárias. A base material foi a supervalorização das matérias primas durante um período.
  7. O aprofundamento da crise capitalista levou ao esgotamento das políticas “nacionalistas” de contenção das massas por meio da cessão de algumas migalhas. O imperialismo apertou o centro dos regimes políticos com o objetivo de impor ataques muito maiores.
  8. Os governos “nacionalistas” mais importantes da região (Venezuela, Equador e Bolívia) enfrentam enorme crise por causa da redução do orçamento público.
    1. A Venezuela se encontra numa situação explosiva. 40% do orçamento nacional está destinado à programas sociais e 20% a subsídios. A dívida pública é de US$ 50 bilhões, principalmente com a China. A radicalização das massas é evidente, particularmente nos movimentos sociais. Uma parte dos Coletivos se encontra armado.
    2. Na Bolívia, o confronto do governo com os trabalhadores voltou à ordem do dia: confronto com os mineiros cooperativistas (que estavam na base do governo) e a retomada das movimentações em torno à formação do Partido dos Trabalhadores.
    3. No Equador, a queda dos preços do petróleo colocou em xeque a “Revolução Cidadã”, de Rafael Correia.
  9. O recente propagandeado acordo de paz entre o governo colombiano e as FARC-EP, e que ficou em xeque devido à rejeição no plebiscito, ainda deverá ser sustentado economicamente e poderá ser dificultado pela falta de verbas para implementa-lo. Ainda resta ver o destino dos combatentes e a possibilidade de que uma parte deles engrosse o crime organizado.
  10. A ponta de lança da “nova onda neoliberal” está se esgotando rapidamente qual fogo de palha.
    1. O governo de Sebastián Piñeira, no Chile, chegou ao final do governo muito desgastado e teve que ser substituído com o bombeiro clássico: mais um governo da Concertación.
    2. No México, o governo de Peña Nieto, imposto pelos Estados Unidos em dezembro de 2012, conseguiu entregar a Pemex e impor a reforma trabalhista. Mas não conseguiu entregar a educação pública nem o setor elétrico. Agora, a dois anos do final do mandato, está completamente esgotado.
    3. Na Argentina, Maurício Macri conseguiu, no início deste ano, impor brutais aumentos nas tarifas dos serviços públicos. Somente entre os meses de janeiro e abril, o número de pobres aumentou em 1,4 milhão, levando em conta que a população total é de 40 milhões. Agora, até os empresários estão pressionando por um governo de “coalisão nacional”.
    4. No Brasil, o governo Temer já se esgotou e deve ser substituído, em breve, por um governo ainda mais direitista.
  11. No eixo da pressão golpista se encontra a escalada dos ataques contra os trabalhadores. A crise econômica tende a se aprofundar rumo a um colapso de gigantescas dimensões, que está colocado para o próximo período.
  12. Em cima do aprofundamento da crise capitalista mundial, avança a convulsão do regime político de conjunto. Todos os partidos integrados ao regime burguês se encontram em crise, da esquerda à direita. Por esse motivo, o imperialismo é obrigado a impor regimes cada vez mais duros e atrelados às estruturas repressivas do Estado, rumo a uma nova onda de golpes militares.
  13. A classe operária latino-americana e mundial se encontra paralisada por causa da contenção exercida pelos governos nacionalistas e de “frente popular”, unido ao fato de que os ataques ainda não atingiram patamares muito críticos.
  14. Para o próximo período, está colocada, inevitavelmente, a movimentação da classe operária conforme os ataques aumentarem.
  15. Os mecanismos próprios das ditaduras militares que tinham ficado retraídos começam a aparecer novamente: leis antiterror; vários instrumentos no Brasil, México e Argentina para colocar em pé a repressão a partir do exército; a direitização do Judiciário; o enfraquecimento dos parlamentos etc.
  16. É preciso fazer avançar a organização dos trabalhadores brasileiros e latino-americanos. A luta é uma só: rumo à Federação dos Estados Unidos Socialistas da América Latina.

Nacional

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