Sábado, 20 Outubro 2018

Um fantasma gerado pela maior crise econômica do capitalismo ronda o mundo, uma guerra catastrófica e altamente destrutiva como a única saída possível que o capitalismo hiper decadente pode colocar perante o acelerado aprofundamento da crise capitalista. Ela pode começar no Oriente Médio, na Coreia do Norte ou em outro lugar, como o último recurso do capitalismo que não consegue desenvolver as forças produtivas e muito menos sustentar o crescimento econômico para conter a queda das taxas de lucro. O esgotamento do sistema capitalista levou à estagnação da produção. O capital financeiro não tem mais raiz no mundo real da produção e se faz com especulação da especulação; um nível de financeirização da economia que atingiu uma escala nunca imaginável. Lenin já tinha mostrado no livro escrito em 1916 (O Imperialismo fase superior do capitalismo) que tinha se aberto um período inevitável de guerras e revoluções.

A crise política nacional e internacional é a consequência direta da crise econômica do capitalismo que a cada novo colapso ganha mais algumas pontes de safena. Os discursos e operações em nome da ética e da moral nada mais são que demagogia impulsionada pelos monopólios, dominados por 147 grandes famílias, na tentativa desesperada por recuperar as taxas de lucro que estão em queda acentuada.

Para recuperar os lucros os grandes capitalistas estão atacando as condições de vida dos trabalhadores, destruindo a natureza e podem provocar uma guerra nuclear, dado que não conseguem mais extrair lucros das atividades produtivas. O choque entre o desenvolvimento das forças produtivas e o sistema capitalista (a apropriação privada dos lucros perante o altíssimo grau de socialização da produção) é a base material da revolução socialista, que terá como tarefa histórica socializar também os resultados da produção por meio de uma economia planejada. Só a revolução operária mundial pode superar as atuais contradições. A revolução é colocada pelo desenvolvimento da luta dos trabalhadores em reação aos ataques do grande capital.

O Brasil se encontra na linha de frente da crise capitalista mundial. Os ataques à classe trabalhadora contam com a conivência das direções dos partidos reformistas e das direções centristas e traidoras das centrais sindicais, atreladas ao estado burguês tupiniquim há décadas. Todos eles fizeram opção pelas disputas eleitorais e a defesa dos aparatos sindicais do Estado para manterem os próprios privilégios. Se trata de uma camada pequeno burguesa contrarrevolucionária que coloca como política para manter os trabalhadores contidos algumas pequenas reformas, cada vez mais impossíveis diante da crise e o aumento da espoliação imperialista.

A luta de classes vai acontecer cada vez mais de forma aberta. As velhas direções do movimento de massas se desgastam; o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim, com a consequente derrubada das direções estalinistas e burocráticas que controlavam esses aparatos, foram fundamentais para isso. As direções atuais serão varridas do mapa e novas direções vão surgir. Caberá à classe trabalhadora controlá-las com base nos ensinamentos da história no período de ascenso do movimento de massas que está colocado para o próximo período. Os trabalhadores deverão resgatar, criar e controlar suas organizações contra os oportunistas e traidores.

Nosso método de análise é o Materialismo Dialético e Histórico

A análise dos fenômenos sociais deve se dar de maneira científica, pelo método marxista, o Materialismo Dialético e Histórico. O baixo conhecimento e o desprezo pelo marxismo reflete a influência da burocracia e do oportunismo no movimento operário, a mando do imperialismo.

O mundo e a sociedade existem independentemente da ideia que tenhamos sobre eles; a vida material é que determina a consciência. O mundo está em constante mudança devido à luta dos contrários na vida real e nas formas de agir.

A toda ação segue-se uma reação. O método do marxismo é o coração da análise política. Isso não tem a ver com o conhecimento acadêmico do marxismo e muito menos com as teorias do “marxismo universitário” que representam um acúmulo de conhecimento por fora da luta de classes real. Essas teorias, objetivamente, representam a ideologia burguesa contra o socialismo científico, contra a revolução operária. A teoria deve estar ligada à atuação concreta pela construção do partido operário revolucionário, que tem como base a Teoria da Revolução Permanente desenvolvida por Leon Trotsky  contra o capital. A mobilização das massas e da classe operária, de maneira permanente, contra as classes reacionárias devem levar à revolução socialista mundial. Na base política do Programa, se encontra o Programa de Transição de Leon Trotsky que busca mobilizar as massas contra os exploradores a partir das próprias reivindicações, estado de espírito e consciência. As palavras de ordem evoluem conforme o desenvolvimento da própria luta de classes evolui para a consciência dos trabalhadores, na direção da derrubada do capital. A meta principal é a destruição do Estado burguês.

Nossa estratégia é a construção do partido revolucionário

Nós, marxistas revolucionários, defendemos a formação do partido revolucionário como estratégia fundamental. O Programa e a política não são uma mera formalidade, mas eles expressam o norte da atuação na luta intransigente pelos interesses dos trabalhadores. A atuação no movimento de massas deve estar norteada pelo Programa. Este deve ser aplicado efetivamente e tem como principais objetivos estratégicos a luta pela tomada do poder político pela classe operária e a construção do partido operário revolucionário. Sem o Programa, a Organização fica sem rumo, à mercê das pressões da esquerda oportunista, da burocracia, do estado burguês e do capital. Em política não há vácuo.

O partido revolucionário deve ser construído como uma verdadeira máquina de agitação e propaganda para atuar no inevitável ascenso operário que acontecerá no próximo período. Os métodos artesanais, oportunistas, devem ser repudiados e no lugar, devem ser aplicados os métodos da análise marxista, do planejamento coletivo e da distribuição racional das tarefas.

Conformamos o Gazeta Revolucionária para contribuir com a luta revolucionária, para lutar pela independência de classe e para combater a burocracia no seio da classe operária, com a intensão de ajudar as massas na construção de seu próprio partido revolucionário para a tomada do poder.

  • Abaixo o golpe de Estado!
    Abaixo o golpe contra os trabalhadores!
    Unificar a luta contra os ataques do governo golpista!
    Fora Temer!
    Abaixo as reformas trabalhista e previdenciária do governo agente do imperialismo!
    Anulação de todas as medidas contra os trabalhadores feitas pelo governo golpista!

Nacional

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